quinta-feira, março 29, 2007

"ramon" e "nada".

futebol é um assunto recorrente aqui. mas dessa vez serei rápido. (e quando é que eu não sou, hein? han? han? ok, pule esta pergunta.)
finalmente a direção do grêmio ouviu minhas preces. roletas pra sócios: mais no portão 10 e outras em algum outro portão. nunca entrei tão fácil quanto ontem pelo 18.
por outro lado, a geral... a geral que vá tomar no cu. é bonito de se ver? é. mas foguete tem hora, porra. conseguiram esfriar o time quando tava pintando o 2 x 0. parabéns.

e eu ainda vou expandir este assunto num post próprio, mas aqui vão duas concepções sobre "ramon" e "nada":
- nada explica o ramon no futebol.
- "nada" explica o futebol do ramon.

terça-feira, março 27, 2007

futebol profissional.

sempre que possível, jogue bola com seus companheiros de trabalho. surgem chances imperdíveis de dar uma bronca no seu chefe e ainda ouvir "é. tu tem razão."

100.

segunda-feira, março 26, 2007

nova fase? / sunday on earth

não sei a que idade remonta o meu costume de preferir sempre ter certeza das coisas antes de disparar elas. deve ser porque boa parte das vezes a falta de planejamento fez com que ou eu dissesse uma tremenda bobagem ou eu dissesse algo muito pertinente - mas de uma maneira que só eu entendi na hora. a famosa boca correndo atrás do cérebro, perseguição comum até hoje.
então eu tenho receio de acreditar nessa nova fase, mas tá difícil. vou ser meio vago nos exemplos escolhidos. meu trabalho exige um certo nível de discrição, o que já me fez ouvir, das minhas melhores amizades, a frase "que bixa".

burger king.
o burger king tá na pública desde outubro, oficialmente. esses dias o henrique me passou um briefing pra fazer uns spots pra eles. criei uma série de opções, ele olhou e disse pra eu mandar bala. foi pro cliente. algumas alterações pedidas. fiz elas e criei mais um, por esporte. foi pro cliente de novo.
o que eu não sabia era que as várias peças que eu tinha visto serem criadas ali dentro tinham ficado em circulação/discussão/ajustes durante muito tempo, e acabaram não saindo.
resultado: a tal da primeira peça veiculada para o burger king em porto alegre, meio sem querer, é minha. (apesar de terem aprovado a idéia que eu gostava menos ¬¬).

demissão.
num sábado desses, acordei com um telefonema do sr. vieira, um dos donos da pública, me avisando de um erro numa campanha que eu tinha bolado pra uma licitação. em todas as peças. o tom dele não era grave. ia tudo ser reimpresso, mas eu não sosseguei. e apesar das tentativas da mariana de fazer eu esquecer o assunto, por volta da uma da tarde eu já me via procurando uma nova agência.
segunda-feira fui atrás da raiz da minha confusão. achei e mostrei pro sr. vieira:
- sim sim, vinícius. nós vimos isso e imaginamos que fosse isso.
- não tou dando desculpa, sr vieira. só queria mostrar pro senhor que eu não tava delirando.
- fica tranqüilo. e por sinal, excelentes as peças, viu? gostei muito delas.
e depois, o fuscaldo, o outro dono, que chega na criação pra mim e pro samuel:
- queria dizer pros senhores que a nossa campanha estava realmente muito competitiva. trabalho de alto nível mesmo.

espero que isso dure. notei inclusive que o meu cabelo tá mais macio e brilhoso nesses últimos tempos. :D
mas é sério. já passei por tudo: desde fases em que eu achava minha "taxa de acerto" aceitável, até fases em que tudo parecia ser uma grande bosta, passando pelos estágios intermediários. raríssimas vezes, entretanto, eu achei uma série de trabalhos meus legais e os clientes também. portanto a pergunta, e não a afirmaçã: nova fase?

***

mesmo quando eu tou de mal comigo mesmo, eu gosto de fazer o que eu faço. pra completar, eu definitivamente adoro as pessoas e a agência onde eu trabalho. diferente da vossa, eu realmente não tenho drama nenhum de ficar até altas horas na pública, se eu tiver que ficar.
e desde que eu zerei minha cota nas férias, "amanhã começa tudo de novo" não é mais uma frase do meu repertório. eu gosto de ir trabalhar.
então por que? POR QUE mesmo que eu passe o dia com quem eu mais gosto, o final do domingo continua sendo o final do domingo?

quinta-feira, março 22, 2007

acordar prum novo mundo.

ontem meu irmão, o nathan (amigo do meu irmão) e o meu pai vieram de rio grande pra ver o show do blind guardian no opinião. hein? sim, meu pai. não, ele não veio só trazer. sim, ele veio pra ver o show mesmo. sim, ele curte. sim, ele é muito afudê. não, eu não gosto de blind guardian.

meu pai tinha me pedido um mapa do opinião, afinal isso não é festa do tempo dele. deixei uma lista telefônica rabiscada pra ele. eles deveriam chegar aqui pelas 17 horas, e eu sairia do trabalho direto pra espm, ou seja: não nos veríamos.

às 20:18 ele me ligou. eu não vi na hora, mas vi depois porque a mariana ficava me mandando o resultado do jogo do grêmio. liguei pro pai assim que fomos pro intervalo, porque me caiu a ficha que ele poderia estar perdido pela cidade baixa, o que seria invejável se comparado à minha situação.
mas ele logo me avisou que tinha acontecido algo muito grave. eu gelei. então ele falou. eles estavam no mcdonald's comendo alguma coisa antes de ir pro show, e o nathan recebeu uma ligação de rio grande. a mãe dele tinha falecido. praticamente do nada.
ele avisou e disse que era pro pai e pro bruno irem pro show, que ele ia pra rodoviária pegar o primeiro ônibus. foi foda. convenceram ele a ficar em POA essa noite. com a ajuda do nosso vizinho, que é médico, deram um sedativo pra ele dormir.

deve ter sido uma noite terrível pro bruno e pro pai. foi uma noite terrível pra mim. eu fui dormir pensando nisso e acordei pensando nisso.
na verdade eu fui acordado pelo meu pai, que entrou no meu quarto, me encheu de beijos e disse que a gente se encontrava no próximo fim de semana, quando ele volta a porto alegre. e depois entrou meu irmão, que me falou uma coisa, me deu um abraço e um beijo e foi embora. eram 6:40 da manhã e eles tavam indo embora.

o nathan hoje acordou prum novo mundo. a gente só se dá conta disso quando o novo mundo é pior do que o do dia anterior. e é uma das piores sensações que eu já tive na minha vida. durante alguns segundos, tu ainda tenta te certificar que aquilo é mentira. mas não é. o mundo não é mais o mesmo.
o nathan é um dos melhores amigos do meu irmão há anos. colorado doente, logo um contrapeso do bruno. fã de metal, fã da hiléia quando ela existia. baterista de ocasião. um guri muito legal.

depois que meu pai e meu irmão acordaram, eu não consegui mais dormir durante mais de uma hora, eu acho. a cabeça maquinou. pensei em todos os clichês possíveis, e eles eram todos verdadeiros. e então eu pensei no meu irmão. fiquei tentando imaginar o que se passou na cabeça dele da notícia até aquele momento. e dormi.

acordei às 8:40 e fui direto pro banho. me senti, eu também, acordando prum mundo novo, de tão próxima que toda essa história acabou ficando de mim. voltei a pensar no bruno. e caiu a ficha. lembrei de vezes em que eu tava muito mal e o bruno, sem nem saber do que se tratava, improvisava alguma coisa pra dizer, e fazia sentido. até mesmo na vez em que eu tinha certeza que eu ia ter que ser a cabeça da situação, ele virou o jogo. e parecia que ele tinha 19 anos na época. e eu 12.
e lembrei do que o ele me disse quando me acordou, coisa que eu não pude me dar conta direito na hora, por mais que eu tenha dito "eu também". ele me disse "eu te amo".

fiquei aliviado de descobrir que o nathan contou com a melhor companhia possível nessa hora.

quarta-feira, março 21, 2007

os de sempre.

tudo tem dois lados: pela primeira vez, a expressão que dá título ao blog vai ser posta em prática. a rigor, essa deveria ser a tônica dessa página, mas... não foi.

o fato
o grêmio perde a primeira no gauchão. virada de 2 a 1 no olímpico, no primeiro jogo que eu não pude ir devido às aulas da ESPM. torço pra que na segunda fase da libertadores os jogos sejam sempre nas terças e nas quintas, senão me foderei.

opções de conclusão
1. ainda bem que eu não fui, mesmo.
2. bastou eu não ir a um jogo pra isso acontecer. e eu sei bem dos pés-frios que andaram por lá essa noite.

sinceramente? eu curto bastante a nº 2.

pato e a torcida colorada.

dessas tantas besteiras que a gente recebe por e-mail... valeu boba's!

terça-feira, março 20, 2007

matiné

conclusão matinal 20/03/2007: nicolas cage é a inspiração pro personagem mr. garrison, no south park. e provavelmente é o próprio dublador também. m'kay?

***

o BBB é um fenômeno. acho que não existe pessoa que não saiba o mínimo, ao longo de dois meses de programa, sobre o que rola lá dentro. eu sempre começo dizendo que aquilo é uma merda. mas, se não for armação, o treco é um aquário interessante sobre uma coisa que eu sempre achei do caralho de observar: comportamento humano. bom... na verdade o número de mulheres gostosas também foi desleal dessa vez. (e se aparecerem mulheres comentando este post dizendo que aquelas lá não são gostosas nem bonitas, ignorarei, pois como eu disse, mulher não sabe nada de mulher).

como jogo que é, as pessoas lá dentro, algumas pelo menos, sabem que uma hora ou outra precisam começar a jogar. o alemão foi mestre em tornar a situação extremamente favorável pra ele. os outros desmontaram o grupo dele e, paredão após paredão, ele desmontou o grupo dos outros. daí o alberto completamente apavorado.

o paredão de hoje coloca o cara mais impopular contra a guria que "só senta e fuma", como disse o aírton. e aí o aquário se inverte: dessa vez é a casa que vai ver como o espectador, o observador, se comporta. porque o grande embate da casa é entre o diego e o alberto, mesmo. esse seria o paredão do "bem" contra o "mal", o sonho da audiência, e provavelmente a felicidade dos patrocinadores.
a minha pergunta é: a audiência vai optar por tirar o alberto de uma vez da casa, ele que é o "mal encarnado", ou vai tirar a analy na esperança de que ele enfrente o diego mais adiante, quem sabe na final? vão sacrificar a analy em prol de um "final épico" ou vão optar pelo mais fácil agora?

uma dica do jeito brasileiro de pensar. esta noite, na globo.

segunda-feira, março 19, 2007

MANO É O CACETE.

eu sou METAL.

mais uma ligação entre os manos, o menezes e o möller.

quinta-feira, março 15, 2007

autismo.

eu gosto do abel. ele tem um jeito único de pensar futebol. ele acha que a melhor maneira de ser defensivo e trancar o adversário é trocar os bons pelos ruins. porque jogador bom, na cabeça dele, sabe fazer gol.
então o jogador ruim é o volante, o zagueiro, esse tipo de coisa. um atacante que não faz gols, tipo o michel, é um meio-campo de características defensivas, por exemplo.
eu gosto do abel.
vai fundo, abelão!

quarta-feira, março 14, 2007

tem duas coisas que eu sou radicalmente contra:

· deixar o alex, meio-campo do inter, dar entrevistas. ainda mais depois do jogo, que parece que ele sai de uma câmara de gás hélio.

· deixar mulher falar de mulher. porque esse é um assunto que elas não dominam. isso é perfeitamente compreensível: morin e sua complexidade nos ensinam que um sistema não consegue conceber a si mesmo a não ser usando um sistema maior que o envolva.
daí temos coisas absurdas, como os 3 dias que passei em imbé. quando eu cheguei lá, na madrugada de quinta pra sexta, acho que as duas primeiras coisas que aconteceram foram, nessa ordem: jogar bola (bola? eu, o orontes, o arthur e o joão jogando bola? preciso rever este conceito) e, sei lá eu por quê, falar da flávia alessandra. todos os caras fizeram:
- ahhhhhhh.................................
desse jeito mesmo, um suspiro gigantesco. e as mulheres começaram um bombardeio. "ela não é tão bonita assim não!", e daí sempre tem alguém que vai falar da ana paula arósio. assim, deu-se a discussão: não só a flavinha, mas acho que 80% das mulheres citadas foram aniquiladas por nossas namoradas, o que significa que homem, que é homem, só gosta de mulher feia. anos de protestos femininos e entidades de classe contra anoréxicas nas passarelas da moda, mas a mulher que sai na playboy, pra homem ver, não é bonita. as outras não deixam.
de sexta a domingo, esse foi o grande assunto, ao lado do enigma do holograma (que só eu e o daniel entendemos) e do clássico fluminense/vinícius versus são paulo/arthur no winning eleven. sendo que entre uma jogada e outra, a gente lembrava da flavinha, obviamente provocando manifestações de ódio absurdas por parte da ala feminina.
e aqui vai a prova de que mulher não entende nada de mulher:

"quando eu acordo, sem maquiagem, acho que pareço um menino. (...) sou um garoto com um corpo feminino. inconscientemente isso atrai os homens"

- scarlett johansson

ah, cala essa tua maravilhosa boca de mulher.

terça-feira, março 13, 2007

o mundo é mais ou menos feito de 500 pessoas.*

lá estava eu, ontem, mais de dois meses depois de decidir pela volta às aulas. o tempo entre tomar a decisão e começar de fato não foi fácil. quando eu tomei a decisão, fiquei várias vezes pensando em como seria estar de novo no esquema aula + trabalho. só que o que antes era aula + trabalho agora é trabalho + aula.
não dá pra negar, deu um friozinho na barriga de passar pro provas, testes e trabalhos novamente. correria pra imprimir um trabalho meia hora antes da aula? here we go again.
pior foi quando eu me inscrevi, no final de janeiro: passei minhas férias inteiras sonhando com isso. pelo menos 3 vezes por semana, eu sonhava que perdia prazos, presenças e notas. cheguei a sonhar que eu tinha voltado pra graduação, o que foi mais deseperador ainda. provavelmente plagiando um sonho do ferdi em que uma ex-professora dele no colégio aparece na furg e anuncia que ele não foi aprovado em geografia no terceiro ano. a sensação foi a mesma.
mas a aula foi bacana. eu cheguei atrasado, claro, porque não me articulei muito bem pra sair da agência a tempo. mas cheguei ainda no início, e aí foi assim: quando eu vi, era hora do intervalo; voltamos; quando eu vi de novo, era hora de ir embora. isso que o conteúdo ali eu já tinha visto lá nos primórdios da faculdade. estaria eu virando um MARKETEIRO, como dizendo meus amigos mais implicantes?

o melhor momento da noite foi este, enquanto fazíamos um trabalho em grupo:
- willian, tu era da católica então?
- era sim.
- eu sou de rio grande. tu deve conhecer conhecidos meus.
- ah, certamente cara... deixa eu ver... tu conhece a liége?
- liége barbosa?
- isso.
- foi minha namorada.
risadas gerais.

* célebre frase que eu ouvi do valmor e que SEMPRE se mostrou correta.

segunda-feira, março 12, 2007

amanhã, em primeiro mão

vinícius möller em VOLTA ÀS AULAS.

um ano e meio depois da graduação e depois de passar um verão inteiro sonhando que eu esquecia de fazer os trabalhos, que eu não terminava a prova a tempo, que eu não chegava em aula na hora, que eu não estudava para os testes, eu estou lá novamente.

pós em comunicação com o mercado, aí vou eu.

sexta-feira, março 09, 2007

patético.

se você tiver a opção de deixar o presente de aniversário do seu melhor amigo para depois, deixe. esse é o ensinamento de hoje, amiguinhos. muito simples: porque uma bateria de carro não deveria descarregar em meros 30 minutos de faróis ligados. o que tudo isso tem a ver? vou explicar.

fui no iguatemi hoje fazer justamente isso. comprar um presente pro lourenço, que está de aniversário hoje. meu plano era comprar o presente e ir pra casa dele, esperançoso de poder ao menos tomar um banho em casa (tinha saído direto do trabalho).

levei meia hora entre passar no banco, passar no super, pagar o estacionamento e cair fora. na volta, vi os faróis ligados. fiquei tranquilo porque em geral isso não é suficiente, mas dessa vez foi, e a porra do celta não ligou. empurrei pelo estacionamento, e a porra do celta não ligou. empurrei, com a ajuda de um senhor que me viu ali suando em bicas, pela lomba que desce até o nacional, ainda no estacionamento, e a porra do celta não ligou.

finalmente empurrei até um cantinho do estacionamento do nacional, ali embaixo, tentando não barrar o trânsito. eram 22 horas e todo mundo estava indo embora. falei com os taxistas, e depois de ver que nem meu seguro seria meu amigo nessa hora, eles chamaram um cara lá que tinha um cabo pra fazer a ponte. o cara veio, só que quando eu abri o capô, me dei conta: eu tenho uma placa de fibra de carbono aparafusada acima da bateria, fruto 2 tentativas (uma de sucesso) de cortar o cabo pra roubar meu rádio. ou seja: no way.

então rebocamos o carro até a minha casa, numa das cenas mais patéticas da minha vida. e eu já gastei 600 reais com esse carro nesse verão. quanto custa uma bateria? as coisas parecem ser sempre assim: basta parecer que eu vou ganhar uma grana extra pra alguma coisa "reequilibrar" minhas finanças. e tem horas que esse extra nem vem.

SCARSICK IN MY HAAAAAAAAAANDS

eu abro o encarte. a segunda página diz "part II - HIS SKIN AGAINST THIS DIRTY FLOOR". putamerdaputamerdaputamerdaputamerdaputamerda. e um arrepio na espinha.

acabei de voltar da casa do arthur, que foi buscar o scarsick, do pain of salvation, pra mim. recém saído do forno. finalmente. eu tou escrevendo e babando no teclado.
primeiro album lançado em 2007 na minha lista de interesses. mais adiante também já estão confirmados rush - snakes and arrows (cujos 12 segundos disponíveis no www.rush.com já são melhores que 80% do vapor trails), porcupine tree - fear of a blank planet (já escutei a faixa título e a expectativa é altíssima), dream theater - systematic chaos (a grande incógnita: será que eles vão "emplacar" outro fracasso musical?), marillion - somewhere else e, nunca é demais sonhar, o sucessor do opeth para o ghost reveries, que foi a melhor coisa que eu comprei em 2005.. tem o dvd do pain of salvation, também, e, espero, alguns shows.

seguindo a regra, o meu ano musical também começou em março.

mais info:
www.painofsalvation.com
www.rush.com
www.porcupinetree.com, www.fearofablankplanet.com
www.dreamtheater.net
www.marillion.com

haeuihaeihiueahuiheia

depois do post de ontem, sonhei que eu estava em casa arrumando umas coisas e havia bichos por todos os lados. daí eu tomei a decisão:
- vou cortar meu cabelo. não agüento mais essas aranhas presas nele toda vez que eu me abaixo pra pegar alguma coisa.

a revolução dos bichos - home edition

há tempos venho escrevendo mentalmente um post sobre a fauna da minha vizinhança. não se trata de nenhuma piada sobre supostos vizinhos homossexuais, até porque eu não sei de nenhum e nos 5 anos e meio que tenho de porto alegre nunca cheguei a realmente prestar atenção nisso. até porque aqui é raro - eu não moro no bom fim.

a parte externa da fauna vicinal fica pra depois. a fauna interna tem me chamado atenção horrores nos últimos dias. e me parece que minha casa não é um caso isolado.

minhas férias foram brindadas com dois únicos dias de chuva de verdade. o primeiro foi em arroio do sal, na terça-feira 6 de fevereiro. o segundo foi no domingo de carnaval, eu acho, no cassino. depois da chuva em arroio do sal, apareceram uns mosquitos muito bizarros. os legítimos borrachudos, eu acho. menores, compactos, azuis de tão pretos, aparentemente mais fortes e com uma picada que coçava por dias.

no cassino, o dia de chuva não foi o estopim de nada que eu lembro. aliás os mosquitos do cassino são facilmente controláveis, pelo menos na casa que a gente aluga. o foda mesmo foram os mosquitos na haras do tio da mariana, que picavam em qualquer lugar: couro cabeludo, por cima da calça, por cima de meia soquete. só não vi nenhum tentando furar meu tênis.

e finalmente, aqui em casa. minha casa se transformou num zoológico dos artrópodes. primeiro, as abomináveis aranhas, pelas quais eu mantenho uma relação parecida com a da torcida do inter com o gabiru: uma relação de amor e ódio. amo elas porque são de fato seres incríveis. aquela história da teia ser a coisa mais forte da face da terra, etc. odeio elas pelo mesmo motivo e mais: elas têm 8 patas e, normalmente, não te ajudam pra nada. as aranhas aqui de casa, ao contrário das sempre ativas lagartixas (uma salva de palmas para as lagartixas) dificilmente são vistas comendo um mosquito, por exemplo. em compensação, hoje mesmo eu vi várias formigas abobadas sendo envolvidas em seda. as aranhas aqui de casa devem ver muito bem, a menos que elas fumem a seda em vez de liquefazer e chupar o que tem dentro.
mas bom. o fato é que elas proliferaram de maneira absurda aqui em casa, ao ponto de eu achar 4 nos recônditos do meu quarto. imediatamente aniquiladas. mesmo assim, já vi várias delas por toda a casa, com suas teias lépidas e fagueiras.

os mosquitos também andam dando show. acordo todas as noites suado e com a sensação de uma picada nos ombros. é batata. ligo a luz e aprecio o mosquito gordo repousado na parede, a 10cm da minha cabeça. técnica básica: apenas bata palma logo na frente dele. ele sai voando, mas, pesado demais, acaba esmagado. não suja a parede de sangue.
e são mosquitos pequenos, difíceis de serem vistos em vôos. e a picada deles não coça: dói. eu temo pela dengue.

mas o verdadeiro motivo pra eu tar escrevendo a essa hora é o seguinte: cheguei faz pouco mais de uma hora em casa, do joguinho de futebol. tomei meu banho e fui pelado pra cozinha tomar um galão d'água. daí vi cenas bizarras: duas formigas pretas daquelas médias, com 1cm de comprimento, com formigas vermelhinhas pequenas agarradas nas juntas das patas. inédito. me pergunto se a EPTC tá sabendo disso, senão é transporte clandestino (ou alternativo, como eles chamam).
dei uma banda pela casa com meu copo, e quando voltei, olhei pro canto e vi o que rolava: uma guerra de formigas. as pequenas, centenas delas, atacando impiedosamente 4 ou 5 grandes, e aparentemente tentando seqüestrar essas grandes. eu nunca tinha visto isso. sempre achei que elas se davam bem.

e a prova de que as aranhas são muito bundonas mesmo: logo acima dessa miniatura da batalha de elm's deep (era bem no canto do balcão, mesmo), uma aranha só esperava que as formigas que literalmente subiam pelas paredes caíssem. ia lá, dava uma picada, jogava um pouco de teia pra prender o bicho e caía fora. sendo que mesmo presas, algumas formigas correram ela dali.

quarta-feira, março 07, 2007

sobre mulheres IIII - uma por todas, todas por uma. e de uma vez por todas.

MULHER NÃO SABE DIRIGIR.

e não tentem me convencer do contrário. se vocês me convencerem, são tão somente EXCEÇÕES À REGRA, da mesma família de um gol do patrício ou do gabiru (nesse caso, especialmente se não bater no goleiro antes de entrar).
e não, eu não estou sendo preconceituoso. hoje na frente do anchieta uma mulher que NÃO estava com nenhuma criança no carro simplesmente resolveu que um metro, a 50km/h, é distância suficiente pra sair da pista dela e entrar na minha, bem na minha frente.
buzinei de susto e ela ainda me xingou.
passei pra faixa ao lado pra ver se eu me livrava da louca de novo. ela REPETIU o feito. buzinei. de novo. MESMO.
puta.

retomaremos a programação normal no próximo post. até lá, sangria liberada. me espanquem à vontade.

after much deep and profound brain things inside my head.

mais um capítulo da série sobre os nós que a nossa cabeça nos dá. estrelando: eu, claro.

existem várias lendas (urbanas ou bucólicas, tanto faz) a respeito de como nosso cérebro tende a nos levar pra solução errada. dois exemplos:
- o atacante sempre tende a chutar em cima do goleiro, dependendo da roupa deste.
- à noite, o motorista tende a dirigir em direção à luz que vem na direção oposta, pois é aquilo que mais chama a atenção do olho dele.

se essas são verdade, eu não sei. bom, chutar no goleiro é um dom de todo cara que vê o gol aberto e desfere uma pancada (tipo eu), especialmente se existe um goleiro, e não um boneco estático na frente dele. afinal o goleiro também faz alguma coisa pra defender sua meta. e reconheço que às vezes fica difícil de enxergar a estrada à frente, principalmente pelo incrível número de idiotas que dirigem de luz alta por aí.

mas esses dois casos têm vantagens: tu perde o gol, te lamenta mas segue jogando, afinal logo em seguida tem outro pra tu perder; tu erra, tu morre e fim de papo.
pois eis a situação na qual eu me coloquei esses dias. eramos 3 num determinado contexto que já estava durando uma hora e meia. aí acontece o seguinte triálogo:
a: e aí meu? como é que tu tá?
b: tou tri bem cara! tirando essa baita dor nas costas...
a: bah, o cara tá tri bem, tirando essa BAITA dor nas costas!
c: é. "tou tri bem tirando [...]"
pausa. a descrição a seguir dura um milésimo de segundo: neste momento, o c, que era eu, pensou em falar "tirando a aids", mas por profundos motivos cerebrais na minha cabeça, falou outra coisa. play.
c: [...] o câncer.
a: é! que absurdo!
b: hehehe, é verdade.
c: "tirando o braço amputado, eu tou tri bem!"

não ficou nenhum clima ruim na hora. encarei aquilo como um gol perdido e guardei a sensação ruim pra mim. mesmo assim, a última frase eu falei pra tentar consertar. porque a pessoa em questão, o b, se não tem, já teve câncer.
gol perdido, mas sem defesa do goleiro: foi uma baita bola fora, mesmo.

terça-feira, março 06, 2007

em memória de um sonho.

sonhei com esse post quando eu tava no cassino. de férias. longe dos computadores. e só pode ser sonho mesmo, porque não faz sentido nenhum. explico: sonhei que eu folheava a revista caras (?!) e que tinha uma foto da cláudia raia com uma cara esnobe. a legenda era "acontece" (?!?!?!).
aí, no sonho, eu pensava em parodiar aquela foto.
meu post: uma foto minha com uma cara esnobe. e a legenda era "happens".

segunda-feira, março 05, 2007

é tudo coisa da tua cabeça.

existe uma coisa que os cientistas nunca deviam ter contado pra ninguém: a mente é sugestionável. isso deveria ser parte da ética da ciência: nunca desvendar segredos que comprometam o correto andamento de inúmeras vidas.

esse pensamento é recorrente, mas ele veio com força na minha mais recente gripe. cena patética: eu deitado depois do jogo do grêmio contra o brasil de pelotas, aquela chuva desgraçada e tal. a mariana sentada na minha frente, olhando pra minha cara de peixe morto. quem já viu a miragaia no museu oceanográfico da furg, de óculos e tudo, sabe do que eu tou falando.

enfim, ela me dando um chá milagroso que ela tinha preparado pra mim. perguntei se funcionava, e ela disse que sim. então eu disse que os cientistas jamais deveriam ter dito que a mente é sugestionável, e que isso ia atrasar meu tratamento. ou seja: até mesmo o remédio que é eficaz se fode por causa da mente sugestionável.

afinal, eu estou ali, tomando o remédio, consciente disso, e pensando “este remédio vai me ajudar”. e daí eu me pergunto: se eu já estou pensando isso, quanto do efeito do remédio é apenas a ação da minha mente sobre meu corpo? afinal, uma vez publicaram numa revista de respeito (não sei se era veja, istoé ou mesmo superinteressante) que era possível fazer musculação apenas mentalizando os exercícios. acréscimo de 13% na massa muscular. nunca pratiquei. deve necessitar de muita concentração, coisa da qual eu não sou muito bom. mas achei impressionante.

portanto o remédio que eu tomo deve ser ajudado pela minha cabeça. meus olhos avisam que eu tou pegando um remédio pra tomar e transmite pros meus glóbulos brancos a informação de que vem reforço. os glóbulos brancos se emocionam. ficam praticamente iguais aos humanos quando os elfos se apresentam pra batalha de elm’s deep, no senhor dos anéis. reação em cadeia.

por outro lado, eu SEI que a mente é sugestionável. e pior: eu ACREDITO nisso. ou seja, minha própria consciência disso pode anular os efeitos da sugestionabilidade criada pelo chá ou remédio. ou pior: anular o próprio efeito efetivo (?) do remédio. cientistas filhos da puta!

também comecei a detectar o fenômeno em outros momentos da minha vida. como eu disse, concentração é algo difícil comigo. sou absurdamente disperso em tudo o que eu faço. chego a me concentrar na minha própria concentração, se isso é possível. eu imagino que nem todo mundo entende o que eu quero dizer com isso, então explico: eu estou falando com determinada pessoa e penso “preciso me concentrar no que ela está dizendo” (isso ocorre muito mais quando o assunto é mais importante pra mim do que pro interlocutor). daí eu me concentro pra caralho, de verdade... na minha própria concentração. em vez de prestar atenção no que a pessoa diz, eu estou avaliando se eu estou concentrado no que ela diz. metaconcentração, se isso existe.

então eu estava gravando com o valmor naquele sábado do post anterior. eu tava ali, sem errar nada, e de repente me dei conta de que estava acontecendo: eu estava concentrado na minha concentração. e sem errar nada. é como andar de bicicleta sem as mãos. cheguei a pensar em contar pro valmor que eu não tava concentrado nos meus dedos, mas achei que ia ser abuso.

acabou que foi a mente sugestionável se transformou em mais um assunto pra eu me (des)concentrar. e o chá? o chá funcionou. e bem.

michel-eugene chevreul. parte da culpa é dele. meteu esse nariz enorme onde não devia.
mais aqui.

absence of gravando - últimas notícias

(técnica: entra vinheta de entrada do plantão da rede globo).

prometi que ia fazer videozinhos da absence of gravando, mas não consegui comparecer a todos as sessões. são cinco instrumentos, várias linhas pra gravar. nem os teclados foram integralmente registrados - tanto pela câmera quanto pelo valmor.

mas a coisa tá andando. sábado retrasado fui pra casa do valmor e fizemos 6 horas quase ininterruptas de gravações. eu, ele, o chan com a digital na mão, e as companhias caseiras da cris e da ágatha, filha deles, que fazia mais barulho que o meu teclado, berrando dentro do berço dela. agora ela tá com seis meses e é uma figura: do nada ela pega e dá um berro, com os olhões verdes arregalados. muito engraçado. e tinha também o filhote de gato, que apelidamos momentaneamente de ágatho. se agarrou em todos os cabos que pôde, e passou a noite inteira me chamando pra brincar, com um saco plástico de supermercado.

enfim. foram 6 horas de gravações e eventuais travações. quando fomos gravar I'm coming, a última música, eu tava absurdamente cansado, já. comecei a errar as coisas mais bestas possíveis, pra logo em seguida acertar ela e errar a nota que vinha imediatamente depois. teve trechos simples que foram regravados umas 20 vezes. isso às 11:30 passadas, já.

o que importa é que rendeu. os teclados básicos já foram praticamente todos gravados. tem pouca coisa pra refazer, mas o que falta mesmo são os solos, alguns pianos e os meus arranjos de overdubs e efeitos adicionais, que são em quantidade proporcional ao tempo que eu tenho pra pensar a música, ou seja: existe idéia pra caralho.

e pra caralho vai ficar o material. fui acompanhar a gravação do arthur este sábado. ele gravou os vocais pra goodbye bunker hill no estúdio do pessoal da procura-se quem fez isso, com o gude. nunca tinha visto ninguém gravar vocais tão rápido. ele fazia 3 takes pra cada parte muito rápido, com muita precisão. não falhou praticamente em momento nenhum (o único erro vai render alguma besteira que a gente vai lançar depis hehehe).

depois disso, vão faltar as guitarras oficiais, já que estamos trabalhando com as guitas de guia, além de alguns trechos do baixo a ser refeitos. e depois de tudo isso, finalmente os toques finais direto no computador, provavelmente com efeitos de produção, mixagem e masterização.

e eu prometo que as músicas são muito, muito afudê.

domingo, março 04, 2007

sobre mulheres III - for nerds

toda mulher é de fases. mas nem todas te dão "continue".

chutes a gol depois do jogo terminar

ando falando demais de futebol, eu sei. então vou matar alguns lances que eu queria falar há alguns tempos, sendo que alguns até foram prometidos em tópicos anteriores.

1 - quem não faz leva: nunca ignorem esta lei do futebol.
contra o brasil-pel, o saja ignorou ela e acabou tomando dois gols.

2 - é lindo de se ver um estádio lotado. entrar no olímpico e ver ele tomado de azul me deixar quase que sexualmente excitado. mas na terça-feira do apagão, contra o cúcuta, foi demais. o céu estava aberto, a lua brilhava afu e tingia o estádio de azul. sendo que acho que não faltava muito pra chegar nos 40.000 que fizeram o público daquela noite. e os celulares por todos os lados, claro. eu juro: foi das coisas mais lindas que eu já vi num estádio.

3 - é feio de se ver um portão de estádio lotado. ENTENDAM, dirigentes da dupla gre-nal: vocês agora têm sócios, coisa que lutaram por anos a fio. não ponham tudo a perder por conta da irritação que causam as parcas roletas e as filas imensas. no olímpico, liberem o portão 10 só para os sócios, de uma vez. no beira-rio? não sei. não freqüento, mas tem problema por lá também.

4 - festejar um golaço contra o danrlei foi das coisas mais bizarras que eu já vivi no monumental. anyway, danrlei is alive. e pelas defesas, kicking asses. a homenagem foi foda.

5 - as arbitragens andam muito complicadas...

chega.

quinta-feira, março 01, 2007

não há mais poesia no futebol.

foram 3 decepções, essa semana.

, o time do grêmio, evidentemente. tcheco não foi a campo, etc. mas eu não vou falar sobre isso. vou falar sobre com o olímpico tava bonito, só que em outro post.

, o time do emelec. achei que fosse melhor do que o cucuta (não sei mais se é cúcuta ou cucutá, então uso um "genérrico"). o cucuta não é um time, mas pelo menos é uma defesa. joga com 11 atrás, às vezes tendo como última linha 4, e outras, 5. bem postada nas bolas aéreas.
o emelec não. o emelec e sua linha de impedimento deixaram até o abel, que é bêbado, desesperado, porque ele tinha a sensação de bater num bêbado. não sei se isso receberia o nome de canibalismo, incesto ou simples darwinismo, mas parece que, por ética, bêbado não bate em bêbado.
o emelec era o menino moralez + 10. sendo que só moralez e seus companheiros de ataque sabiam o que faziam em campo.

, "emelec" em si. eu acho extremamente curioso o número de clubes chamados nacional. quem não é nacional é el nacional. qualquer hora pergunto pro arthur o motivo disso. mas enfim, sempre achei que emelec fosse alguma divindade ou mesmo uma cidade do império asteca, maia ou seja lá o que fosse. eu achava até bonito. daí ontem a revelação: é empresa de energia elétrica do equador. achei que tirassem suas forças do sobrenatural, mas são tão suscetíveis a apagões quanto o grêmio.
não há mais poesia no futebol. ou talvez nunca houve.
nunca vi um anão que precisasse fazer musculação.