domingo, março 11, 2007
sexta-feira, março 09, 2007
patético.
fui no iguatemi hoje fazer justamente isso. comprar um presente pro lourenço, que está de aniversário hoje. meu plano era comprar o presente e ir pra casa dele, esperançoso de poder ao menos tomar um banho em casa (tinha saído direto do trabalho).
levei meia hora entre passar no banco, passar no super, pagar o estacionamento e cair fora. na volta, vi os faróis ligados. fiquei tranquilo porque em geral isso não é suficiente, mas dessa vez foi, e a porra do celta não ligou. empurrei pelo estacionamento, e a porra do celta não ligou. empurrei, com a ajuda de um senhor que me viu ali suando em bicas, pela lomba que desce até o nacional, ainda no estacionamento, e a porra do celta não ligou.
finalmente empurrei até um cantinho do estacionamento do nacional, ali embaixo, tentando não barrar o trânsito. eram 22 horas e todo mundo estava indo embora. falei com os taxistas, e depois de ver que nem meu seguro seria meu amigo nessa hora, eles chamaram um cara lá que tinha um cabo pra fazer a ponte. o cara veio, só que quando eu abri o capô, me dei conta: eu tenho uma placa de fibra de carbono aparafusada acima da bateria, fruto 2 tentativas (uma de sucesso) de cortar o cabo pra roubar meu rádio. ou seja: no way.
então rebocamos o carro até a minha casa, numa das cenas mais patéticas da minha vida. e eu já gastei 600 reais com esse carro nesse verão. quanto custa uma bateria? as coisas parecem ser sempre assim: basta parecer que eu vou ganhar uma grana extra pra alguma coisa "reequilibrar" minhas finanças. e tem horas que esse extra nem vem.
SCARSICK IN MY HAAAAAAAAAANDS
acabei de voltar da casa do arthur, que foi buscar o scarsick, do pain of salvation, pra mim. recém saído do forno. finalmente. eu tou escrevendo e babando no teclado.
primeiro album lançado em 2007 na minha lista de interesses. mais adiante também já estão confirmados rush - snakes and arrows (cujos 12 segundos disponíveis no www.rush.com já são melhores que 80% do vapor trails), porcupine tree - fear of a blank planet (já escutei a faixa título e a expectativa é altíssima), dream theater - systematic chaos (a grande incógnita: será que eles vão "emplacar" outro fracasso musical?), marillion - somewhere else e, nunca é demais sonhar, o sucessor do opeth para o ghost reveries, que foi a melhor coisa que eu comprei em 2005.. tem o dvd do pain of salvation, também, e, espero, alguns shows.
seguindo a regra, o meu ano musical também começou em março.
mais info:
www.painofsalvation.com
www.rush.com
www.porcupinetree.com, www.fearofablankplanet.com
www.dreamtheater.net
www.marillion.com
haeuihaeihiueahuiheia
- vou cortar meu cabelo. não agüento mais essas aranhas presas nele toda vez que eu me abaixo pra pegar alguma coisa.
a revolução dos bichos - home edition
a parte externa da fauna vicinal fica pra depois. a fauna interna tem me chamado atenção horrores nos últimos dias. e me parece que minha casa não é um caso isolado.
minhas férias foram brindadas com dois únicos dias de chuva de verdade. o primeiro foi em arroio do sal, na terça-feira 6 de fevereiro. o segundo foi no domingo de carnaval, eu acho, no cassino. depois da chuva em arroio do sal, apareceram uns mosquitos muito bizarros. os legítimos borrachudos, eu acho. menores, compactos, azuis de tão pretos, aparentemente mais fortes e com uma picada que coçava por dias.
no cassino, o dia de chuva não foi o estopim de nada que eu lembro. aliás os mosquitos do cassino são facilmente controláveis, pelo menos na casa que a gente aluga. o foda mesmo foram os mosquitos na haras do tio da mariana, que picavam em qualquer lugar: couro cabeludo, por cima da calça, por cima de meia soquete. só não vi nenhum tentando furar meu tênis.
e finalmente, aqui em casa. minha casa se transformou num zoológico dos artrópodes. primeiro, as abomináveis aranhas, pelas quais eu mantenho uma relação parecida com a da torcida do inter com o gabiru: uma relação de amor e ódio. amo elas porque são de fato seres incríveis. aquela história da teia ser a coisa mais forte da face da terra, etc. odeio elas pelo mesmo motivo e mais: elas têm 8 patas e, normalmente, não te ajudam pra nada. as aranhas aqui de casa, ao contrário das sempre ativas lagartixas (uma salva de palmas para as lagartixas) dificilmente são vistas comendo um mosquito, por exemplo. em compensação, hoje mesmo eu vi várias formigas abobadas sendo envolvidas em seda. as aranhas aqui de casa devem ver muito bem, a menos que elas fumem a seda em vez de liquefazer e chupar o que tem dentro.
mas bom. o fato é que elas proliferaram de maneira absurda aqui em casa, ao ponto de eu achar 4 nos recônditos do meu quarto. imediatamente aniquiladas. mesmo assim, já vi várias delas por toda a casa, com suas teias lépidas e fagueiras.
os mosquitos também andam dando show. acordo todas as noites suado e com a sensação de uma picada nos ombros. é batata. ligo a luz e aprecio o mosquito gordo repousado na parede, a 10cm da minha cabeça. técnica básica: apenas bata palma logo na frente dele. ele sai voando, mas, pesado demais, acaba esmagado. não suja a parede de sangue.
e são mosquitos pequenos, difíceis de serem vistos em vôos. e a picada deles não coça: dói. eu temo pela dengue.
mas o verdadeiro motivo pra eu tar escrevendo a essa hora é o seguinte: cheguei faz pouco mais de uma hora em casa, do joguinho de futebol. tomei meu banho e fui pelado pra cozinha tomar um galão d'água. daí vi cenas bizarras: duas formigas pretas daquelas médias, com 1cm de comprimento, com formigas vermelhinhas pequenas agarradas nas juntas das patas. inédito. me pergunto se a EPTC tá sabendo disso, senão é transporte clandestino (ou alternativo, como eles chamam).
dei uma banda pela casa com meu copo, e quando voltei, olhei pro canto e vi o que rolava: uma guerra de formigas. as pequenas, centenas delas, atacando impiedosamente 4 ou 5 grandes, e aparentemente tentando seqüestrar essas grandes. eu nunca tinha visto isso. sempre achei que elas se davam bem.
e a prova de que as aranhas são muito bundonas mesmo: logo acima dessa miniatura da batalha de elm's deep (era bem no canto do balcão, mesmo), uma aranha só esperava que as formigas que literalmente subiam pelas paredes caíssem. ia lá, dava uma picada, jogava um pouco de teia pra prender o bicho e caía fora. sendo que mesmo presas, algumas formigas correram ela dali.
quarta-feira, março 07, 2007
sobre mulheres IIII - uma por todas, todas por uma. e de uma vez por todas.
e não tentem me convencer do contrário. se vocês me convencerem, são tão somente EXCEÇÕES À REGRA, da mesma família de um gol do patrício ou do gabiru (nesse caso, especialmente se não bater no goleiro antes de entrar).
e não, eu não estou sendo preconceituoso. hoje na frente do anchieta uma mulher que NÃO estava com nenhuma criança no carro simplesmente resolveu que um metro, a 50km/h, é distância suficiente pra sair da pista dela e entrar na minha, bem na minha frente.
buzinei de susto e ela ainda me xingou.
passei pra faixa ao lado pra ver se eu me livrava da louca de novo. ela REPETIU o feito. buzinei. de novo. MESMO.
puta.
retomaremos a programação normal no próximo post. até lá, sangria liberada. me espanquem à vontade.
after much deep and profound brain things inside my head.
existem várias lendas (urbanas ou bucólicas, tanto faz) a respeito de como nosso cérebro tende a nos levar pra solução errada. dois exemplos:
- o atacante sempre tende a chutar em cima do goleiro, dependendo da roupa deste.
- à noite, o motorista tende a dirigir em direção à luz que vem na direção oposta, pois é aquilo que mais chama a atenção do olho dele.
se essas são verdade, eu não sei. bom, chutar no goleiro é um dom de todo cara que vê o gol aberto e desfere uma pancada (tipo eu), especialmente se existe um goleiro, e não um boneco estático na frente dele. afinal o goleiro também faz alguma coisa pra defender sua meta. e reconheço que às vezes fica difícil de enxergar a estrada à frente, principalmente pelo incrível número de idiotas que dirigem de luz alta por aí.
mas esses dois casos têm vantagens: tu perde o gol, te lamenta mas segue jogando, afinal logo em seguida tem outro pra tu perder; tu erra, tu morre e fim de papo.
pois eis a situação na qual eu me coloquei esses dias. eramos 3 num determinado contexto que já estava durando uma hora e meia. aí acontece o seguinte triálogo:
a: e aí meu? como é que tu tá?
b: tou tri bem cara! tirando essa baita dor nas costas...
a: bah, o cara tá tri bem, tirando essa BAITA dor nas costas!
c: é. "tou tri bem tirando [...]"
pausa. a descrição a seguir dura um milésimo de segundo: neste momento, o c, que era eu, pensou em falar "tirando a aids", mas por profundos motivos cerebrais na minha cabeça, falou outra coisa. play.
c: [...] o câncer.
a: é! que absurdo!
b: hehehe, é verdade.
c: "tirando o braço amputado, eu tou tri bem!"
não ficou nenhum clima ruim na hora. encarei aquilo como um gol perdido e guardei a sensação ruim pra mim. mesmo assim, a última frase eu falei pra tentar consertar. porque a pessoa em questão, o b, se não tem, já teve câncer.
gol perdido, mas sem defesa do goleiro: foi uma baita bola fora, mesmo.
terça-feira, março 06, 2007
em memória de um sonho.
aí, no sonho, eu pensava em parodiar aquela foto.
meu post: uma foto minha com uma cara esnobe. e a legenda era "happens".
segunda-feira, março 05, 2007
é tudo coisa da tua cabeça.
esse pensamento é recorrente, mas ele veio com força na minha mais recente gripe. cena patética: eu deitado depois do jogo do grêmio contra o brasil de pelotas, aquela chuva desgraçada e tal. a mariana sentada na minha frente, olhando pra minha cara de peixe morto. quem já viu a miragaia no museu oceanográfico da furg, de óculos e tudo, sabe do que eu tou falando.
enfim, ela me dando um chá milagroso que ela tinha preparado pra mim. perguntei se funcionava, e ela disse que sim. então eu disse que os cientistas jamais deveriam ter dito que a mente é sugestionável, e que isso ia atrasar meu tratamento. ou seja: até mesmo o remédio que é eficaz se fode por causa da mente sugestionável.
afinal, eu estou ali, tomando o remédio, consciente disso, e pensando “este remédio vai me ajudar”. e daí eu me pergunto: se eu já estou pensando isso, quanto do efeito do remédio é apenas a ação da minha mente sobre meu corpo? afinal, uma vez publicaram numa revista de respeito (não sei se era veja, istoé ou mesmo superinteressante) que era possível fazer musculação apenas mentalizando os exercícios. acréscimo de 13% na massa muscular. nunca pratiquei. deve necessitar de muita concentração, coisa da qual eu não sou muito bom. mas achei impressionante.
portanto o remédio que eu tomo deve ser ajudado pela minha cabeça. meus olhos avisam que eu tou pegando um remédio pra tomar e transmite pros meus glóbulos brancos a informação de que vem reforço. os glóbulos brancos se emocionam. ficam praticamente iguais aos humanos quando os elfos se apresentam pra batalha de elm’s deep, no senhor dos anéis. reação em cadeia.
por outro lado, eu SEI que a mente é sugestionável. e pior: eu ACREDITO nisso. ou seja, minha própria consciência disso pode anular os efeitos da sugestionabilidade criada pelo chá ou remédio. ou pior: anular o próprio efeito efetivo (?) do remédio. cientistas filhos da puta!
também comecei a detectar o fenômeno em outros momentos da minha vida. como eu disse, concentração é algo difícil comigo. sou absurdamente disperso em tudo o que eu faço. chego a me concentrar na minha própria concentração, se isso é possível. eu imagino que nem todo mundo entende o que eu quero dizer com isso, então explico: eu estou falando com determinada pessoa e penso “preciso me concentrar no que ela está dizendo” (isso ocorre muito mais quando o assunto é mais importante pra mim do que pro interlocutor). daí eu me concentro pra caralho, de verdade... na minha própria concentração. em vez de prestar atenção no que a pessoa diz, eu estou avaliando se eu estou concentrado no que ela diz. metaconcentração, se isso existe.
então eu estava gravando com o valmor naquele sábado do post anterior. eu tava ali, sem errar nada, e de repente me dei conta de que estava acontecendo: eu estava concentrado na minha concentração. e sem errar nada. é como andar de bicicleta sem as mãos. cheguei a pensar em contar pro valmor que eu não tava concentrado nos meus dedos, mas achei que ia ser abuso.
acabou que foi a mente sugestionável se transformou em mais um assunto pra eu me (des)concentrar. e o chá? o chá funcionou. e bem.
michel-eugene chevreul. parte da culpa é dele. meteu esse nariz enorme onde não devia.
mais aqui.
absence of gravando - últimas notícias
prometi que ia fazer videozinhos da absence of gravando, mas não consegui comparecer a todos as sessões. são cinco instrumentos, várias linhas pra gravar. nem os teclados foram integralmente registrados - tanto pela câmera quanto pelo valmor.
mas a coisa tá andando. sábado retrasado fui pra casa do valmor e fizemos 6 horas quase ininterruptas de gravações. eu, ele, o chan com a digital na mão, e as companhias caseiras da cris e da ágatha, filha deles, que fazia mais barulho que o meu teclado, berrando dentro do berço dela. agora ela tá com seis meses e é uma figura: do nada ela pega e dá um berro, com os olhões verdes arregalados. muito engraçado. e tinha também o filhote de gato, que apelidamos momentaneamente de ágatho. se agarrou em todos os cabos que pôde, e passou a noite inteira me chamando pra brincar, com um saco plástico de supermercado.
enfim. foram 6 horas de gravações e eventuais travações. quando fomos gravar I'm coming, a última música, eu tava absurdamente cansado, já. comecei a errar as coisas mais bestas possíveis, pra logo em seguida acertar ela e errar a nota que vinha imediatamente depois. teve trechos simples que foram regravados umas 20 vezes. isso às 11:30 passadas, já.
o que importa é que rendeu. os teclados básicos já foram praticamente todos gravados. tem pouca coisa pra refazer, mas o que falta mesmo são os solos, alguns pianos e os meus arranjos de overdubs e efeitos adicionais, que são em quantidade proporcional ao tempo que eu tenho pra pensar a música, ou seja: existe idéia pra caralho.
e pra caralho vai ficar o material. fui acompanhar a gravação do arthur este sábado. ele gravou os vocais pra goodbye bunker hill no estúdio do pessoal da procura-se quem fez isso, com o gude. nunca tinha visto ninguém gravar vocais tão rápido. ele fazia 3 takes pra cada parte muito rápido, com muita precisão. não falhou praticamente em momento nenhum (o único erro vai render alguma besteira que a gente vai lançar depis hehehe).
depois disso, vão faltar as guitarras oficiais, já que estamos trabalhando com as guitas de guia, além de alguns trechos do baixo a ser refeitos. e depois de tudo isso, finalmente os toques finais direto no computador, provavelmente com efeitos de produção, mixagem e masterização.
e eu prometo que as músicas são muito, muito afudê.
domingo, março 04, 2007
chutes a gol depois do jogo terminar
1 - quem não faz leva: nunca ignorem esta lei do futebol.
contra o brasil-pel, o saja ignorou ela e acabou tomando dois gols.
2 - é lindo de se ver um estádio lotado. entrar no olímpico e ver ele tomado de azul me deixar quase que sexualmente excitado. mas na terça-feira do apagão, contra o cúcuta, foi demais. o céu estava aberto, a lua brilhava afu e tingia o estádio de azul. sendo que acho que não faltava muito pra chegar nos 40.000 que fizeram o público daquela noite. e os celulares por todos os lados, claro. eu juro: foi das coisas mais lindas que eu já vi num estádio.
3 - é feio de se ver um portão de estádio lotado. ENTENDAM, dirigentes da dupla gre-nal: vocês agora têm sócios, coisa que lutaram por anos a fio. não ponham tudo a perder por conta da irritação que causam as parcas roletas e as filas imensas. no olímpico, liberem o portão 10 só para os sócios, de uma vez. no beira-rio? não sei. não freqüento, mas tem problema por lá também.
4 - festejar um golaço contra o danrlei foi das coisas mais bizarras que eu já vivi no monumental. anyway, danrlei is alive. e pelas defesas, kicking asses. a homenagem foi foda.
5 - as arbitragens andam muito complicadas...
chega.
quinta-feira, março 01, 2007
não há mais poesia no futebol.
1º, o time do grêmio, evidentemente. tcheco não foi a campo, etc. mas eu não vou falar sobre isso. vou falar sobre com o olímpico tava bonito, só que em outro post.
2º, o time do emelec. achei que fosse melhor do que o cucuta (não sei mais se é cúcuta ou cucutá, então uso um "genérrico"). o cucuta não é um time, mas pelo menos é uma defesa. joga com 11 atrás, às vezes tendo como última linha 4, e outras, 5. bem postada nas bolas aéreas.
o emelec não. o emelec e sua linha de impedimento deixaram até o abel, que é bêbado, desesperado, porque ele tinha a sensação de bater num bêbado. não sei se isso receberia o nome de canibalismo, incesto ou simples darwinismo, mas parece que, por ética, bêbado não bate em bêbado.
o emelec era o menino moralez + 10. sendo que só moralez e seus companheiros de ataque sabiam o que faziam em campo.
3º, "emelec" em si. eu acho extremamente curioso o número de clubes chamados nacional. quem não é nacional é el nacional. qualquer hora pergunto pro arthur o motivo disso. mas enfim, sempre achei que emelec fosse alguma divindade ou mesmo uma cidade do império asteca, maia ou seja lá o que fosse. eu achava até bonito. daí ontem a revelação: é empresa de energia elétrica do equador. achei que tirassem suas forças do sobrenatural, mas são tão suscetíveis a apagões quanto o grêmio.
não há mais poesia no futebol. ou talvez nunca houve.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
lá vamos nós outra vez.
este é um post atrasado, mas esse atraso é facilmente remendável devido às circunstâncias. essa semana temos os primeiros jogos da dupla gre-nal em porto alegre, pela libertadores. momento inédito, um dia após o outro, os dois maiores estádios da cidade recebem jogos de nível continental, por um mesmo torneio.
sem dúvida teremos casa cheia nos dois casos, e creio que as duas torcidas vão se regular durante toda a participação no certame. se a do grêmio terça comparecer em bom público, provavelmente alguns colorados, indecisos por qualquer motivo extra que seja sobre ir ou não ao jogo de quarta, vão acabar decidindo por ir para dar o troco.
eu estou sendo oportunista, na real, porque eu perdi a chance de escrever esse texto em janeiro ainda, mas ninguém ia ler. azar. o fato é que assim como eu vou ver a estréia do grêmio em casa pela libertadores, eu fui ver a estréia do grêmio em casa pelo gauchão, contra o XV de campo bom. na verdade não lembro mais se foi a estréia, mas sei que foi a estréia do schiavi, que junto com o carlos eduardo foram os dois grandes motivos pra eu ir pro olímpico sozinho naquela quarta-feira.
ir sozinho a jogo de futebol nunca foi problema pra mim. em 2002 o grêmio ainda chegou nas semi-finais contra o santos, mas em 2003 e 2004 o desastre era evidente, e ficou meio difícil pra eu arranjar companhias pra ir aos jogos. acontece que eu morei tempo demais em rio grande pra me desvencilhar tão cedo da emoção de ver meu time jogar, e acabei indo ver todos os jogos que eu pude, o que me rendeu altos e baixos.
a questão é que, mesmo tendo muito prazer em fazer isso, várias vezes eu me perguntei o que eu tava fazendo ali, e nesse jogo contra o XV isso aconteceu de novo. eu ali, sozinho, pela primeira vez desde 2005, talvez, sem ninguém pra ver o jogo, xingar o juiz e falar bobagem junto comigo. fez falta, é verdade, mas o mais esquisito foi a volta dessa pergunta: o que raios eu tava fazendo ali?
não fico menos pilhado com o jogo quando estou sozinho, mas acabo observando mais as outras pessoas, principalmente antes e no intervalo do jogo. não foi a primeira vez que eu concluí que torcer prum clube de futebol não faz sentido nenhum. especialmente quando penso que tem gente que briga na rua por causa de rivalidade. qual é a moral, afinal, de eu dizer que eu sou gremista? nenhuma. é uma vantagem fictícia. eu torço pro time que foi ao japão em 1983, o outro torce pro que foi lá ano passado, mas e daí?
entre um devaneio e outro, o grêmio vai ao ataque. eventualmente faz um gol. ou o carlos eduardo gruda a bola no pé e eu cerro os olhos, porque os óculos já não são mais tão bons assim.
e daí eu vou embora no final do jogo. e eu me sinto muito feliz, satisfeito pra caralho, porque meu time ganhou. mas qual é a ligação entre aqueles caras e eu, afinal? mesmo que meu pai tivesse me levado a infância inteira pro olímpico e me mostrado que aquilo era legal, que lá nós vivemos bons momentos, quem é que disse que torcer pra um time de futebol ajuda em alguma coisa? por que eu me sinto tão bem com a camiseta tricolor e a colorada me parece impossível de vestir?
é quase como acreditar em deus. no final, ainda concluo que quem não torce pra time nenhum é que tem razão. porque a menos que eu tenha feito alguma aposta em fardos de cerveja, nunca ganhei nada com o futebol do grêmio.
mas nessa terça eu tou lá. eu e a minha camiseta preta. sem saber por que realmente eu estou lá. tanto faz. eu só sei que eu gosto e eu quero estar lá.
texto também publicado no www.semcaneleira.com, versão com maiúsculas.
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
oscar, o peixe.
daí ele ganha.
- finalmente! depois de ter perdido pra não sei quem em tal ano, pra não sei outro quem no outro ano e pra não sei mais quem naquele outro, ele leva a estatueta.
- e merecida.
- certamente. certamente merecida. um dos artistas mais negligenciados pela academia estes anos todos.
é como se os outros filmes, pros quais o cara perdeu, não existissem. é como um time chegar 4 vezes na final e perder todos os jogos, mas os caras dizerem que isso é uma injustiça. parece que quem ganhou dele antes, agora não merecia mais ganhar. memória de peixe total. é engraçado pra caralho.
daí ele ganha melhor filme.
- acho que agora a academia exagerou na culpa com o scorsese...
aheuihaeiuhae
---
entrando em contradição com o 3o comentário deste post, que é meu, resolvi editar. mas por outro motivo.
ANEXO DO POST, às 19:08 desta mesma segunda-feira.
do jeito que os caras falam das passagens anteriores dele pela nominação do oscar, desconsiderando completamente os motivos pelos quais ele NÃO ganhou, consigo até ver o maurício saraiva dizendo: "martin scorsese mais uma vez chega sem força de empuxo para o oscar. scorsese perdeu para ele mesmo".
ainda em clima de carnaval, marimbondo se disfarça de mosquito.
evolução das espécies ou da malandragem?
poderia assinar esse post com Redação Terra.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
eu já sabia!
já no início do primeiro tempo deu pra sentir que a libertadores, depois de ter sido substituída por uma versão futebolística do big brother no ano passado, voltou. o jogador do cerro voou de travas em riste no joelho do teco. cartão amarelo. senti gosto de sangue e saudade do dinho.
e ontem o inter teve uma estréia sensacional no torneio. eu achava que o jogo ia ser em montevidéu, mas pelo visto foi na altitude de salto, a aproximadamente 5.000 centímetros acima do nível do mar. o ar rarefeito faz com que o corpo pareça mais leve por lá. acho que isso explica por que clemer levou 89 segundos pra atingir o chão no segundo gol. ou a gravidade não age mais sobre ele, o que seria uma hipótese remota. o inter deveria fazer como o flamengo e protestar. fica inviável jogar nessas alturas.
mas não é sobre isso que quero falar. é sobre esse novo ídolo da torcida gremista. os dois, na verdade. quando chamaram o schiavi, o carlo encheu o saco no semcaneleira que essa história de ter que chamar argentino é bichice. não, não é. a presença dos correntinos em cada discussão foi bem destacada por toda a imprensa.
mas também não é sobre isso que quero falar. é sobre o saja mesmo. quando contrataram ele, tive que reconhecer imediatamente: o cara é bon... ok. pra não soar gay, vou dizer que "o cara tem presença", a maneira masculina de dizer que o cara é bon... que o cara tem presença. ter presença significa que o cara é bon... droga! que ele tem presença. enfim. não tenho como me explicar melhor do que isso. ele tem presença e vocês me entenderam. ao constatar isto, concluí que, jogando bem, ele ganharia os corações das moças tricolores muito rápido.
aí o hermano vai lá e faz um bom jogo. o lucas faz o golaço, etc. tudo muito lindo. e então, pênalti. na história das tragédias recentes da vida do grêmio, pênalti não falta. o olímpia sabe muito bem disso. mas também não faltam heróis. galatto pode estar fora agora, mas mora no meu coração. e depois de um ano de dúvidas sobre o homem debaixo das traves, pendeu a pergunta: habemus goleirum?

faltava, claro, eu ter a confirmação da minha teoria sobre saja & as geraldinas e outras garotas gremistas. não precisei nem esperar muito tempo nem procurar muito longe. acho que ainda no larus a mariana me dispara:
- assim que eu me recuperar do baque das despesas das férias, vou procurar uma camiseta do saja, das novas.
se essa chuva que despenca agora em porto alegre me deixar chegar no monumental, já consigo até ver o que vai acontecer. eu virando a cabeça dela pro outro lado e dizendo:
- mariana, o grêmio ataca PRA LÁ.
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
férias públicas.
enfim... se eu sumir, fiéis leitores, não pensem que eu abandonei essa joça! não sei quando vou postar de novo, mas sempre tem um laptop por perto, uma lan house na esquina. nobody knows.
até breve! e espero voltar um pouco mais moreno.