quinta-feira, abril 16, 2009

o meu verdadeiro eu. ui.

já fui entrevistado algumas vezes na minha vida. não lembro de nenhuma situação que fosse algo absolutamente relevante. tipo: eu fui entrevistado duas vezes já pelo meu próprio pai, no metamorfose, que é um programa da Rádio Universidade da FURG com (já) 20 anos de existência. o metamorfose é um programa sobre música, portanto era disso que eu ia lá falar. acho que a primeira vez meu pai aproveitou uma lacuna na programação e me levou simplesmente para falar do meu gosto musical pessoal, fazer uma seleção de músicas, etc.

uns anos depois eu voltei lá, mas dessa vez na condição de músico, membro de uma banda. fui lá pra falar da hiléia, de como o meu gosto musical e o dos guris influenciava a banda e tal. rolaram bandas de influência direta para nós e outras que faziam parte do meu gosto musical, mas que inevitavelmente acabavam sendo influências indiretas.

também já fui entrevistado sobre futebol. em 10 de junho de 2001, na saída de grêmio 2 x 2 corinthians da final da copa do brasil, eu fui atacado pelo repórter de uma rádio que eu nem lembro o nome (guaíba, talvez). o cara me perguntou como eu achava que o grêmio ia para o segundo jogo. até hoje eu me divirto como eu, completamente pirado pela "virada" do tricolor, dei uma resposta tão lúcida:
- acho que o grêmio vai com toda a moral. afinal o corinthians começou ganhando de 2 a 0 e agora o medo é deles. o grêmio está virando o jogo.
aí no final eu estraguei tudo. o cara deu o obrigado dele e eu chamei de volta:
- cara, posso mandar um abraço?
- claro. manda.
- queria mandar um abraço pros meus pais e meu irmão em rio grande e um abraço também pro pessoal da minha banda. HILÉIA METAL PROGRESSIVO NA CABEÇA GURIZADA!
o cara me olhou com cara de "ah pára, mongolão":
- ah tá. falou.

na verdade, ano passado eu fui entrevistado pela assessoria de imprensa de um dos meus clientes sobre o conceito/criação da campanha de aniversário deles. taí: uma entrevista relevante.

mas fazia um tempinho já que eu não tinha a chance de falar sobre o meu assunto preferido seguindo as perguntas de outra pessoa. ainda mais de uma pessoa que estivesse falando comigo só por isso. e foi o que aconteceu faz algumas semanas. existe uma comunidade no orkut que é a imprensa musical em rio grande. ela foi criada por um velho conhecido meu do mundo musical rio-grandino, o rick, que chegou a ser baterista da hiléia. ele é um cara viciado em divulgação de material musical. editava e-zines, inclusive. a comunidade é, de certa forma, onde ele deu seqüência a esse trabalho.

o rick postou a entrevista na comunidade. rolaram uns comentários que eu jamais esperaria, inclusive. e eu decidi então também postar ela aqui. poucas vezes eu pude falar com tanta franqueza o que eu realmente penso das músicas que eu faço - e sem que o assunto parecesse um grande monólogo. espero que vocês se divirtam lendo tanto quanto eu me diverti fazendo. eu corrigi uma ou outra coisa que ficou torta na edição final do rick, mas é isso aí mesmo. detalhe: foi tudo via MSN.

Imprensinha diz:
teste
som
ok
Imprensa Musical em Rio Grande dando continuidade a seu projeto de entrevistas via log de MSN
agora contando com o tecladista Vinícius Möller, erradicado aqui em Rio Grande, vivendo há algum tempo em Porto Alegre
ele é ex-tecladista da banda de prog metal HILÉIA, atualmente membro da ABSENCE OF...
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
fundador da ABSENCE OF, mais precisamente.
Imprensinha diz:
[thanks!] a banda HILÉIA que deixou um legado de duas músicas, chamadas The Worst Day Of Your Life e Unleashed, ambas disponíveis no HD Virtual local !
desde o término das atividades com a HILÉIA, Möller, como foi o processo de cicatrização das "feridas" e como você chegou à formação da ABSENCE OF...?
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
o primeiro momento foi totalmente gay: eu tinha certeza que eu nunca mais ia ter uma banda naquele feitio e que eu nunca mais ia ver músicas minhas sendo tocadas e incrementadas por outros caras. primeiro, porque eu não conhecia tanta gente em POA na época... segundo, porque me parecia que todo mundo que eu conhecia em POA e que tocava já tinha sua banda. e que mesmo que topassem entrar na nova banda comigo, dificilmente ia se formar um vínculo de amizade tão forte quanto era na HILÉIA.
só que eu dei sorte: 3 dos caras que eu chamei tocavam na mesma banda, e quando eu convidei eles, eu comentei que não sabia como íamos lidar com o fato deles já terem outra banda com um som até parecido, mas que a minha idéia não era acabar com o som deles.
aí o orontes, o guitarrista, me falou: "nah, mas a EKTAPANG tá indo pros seus finalmentes, mesmo". ele e o chan, baterista, toparam na hora. o daniel, baixista, levou mais um tempo, mas já tava inclinado.
mas o principal motivo pra eu montar essa banda foi mesmo o fato de que 3 dias antes da HILÉIA acabar oficialmente, o nome "ABSENCE OF" me veio na telha assim, DO NADA, no meio do trabalho. eu fiquei meio de cara porque achei do caralho, cheio de significados, mas sabia que a HILÉIA nunca ia topar trocar. até nisso eu dei sorte...
Imprensinha diz:
formado o embrião da ABSENCE OF... como chegaram ao versátil vocalista que vocês possuem e quais são as vantagens de possuir um elemento com tal facilidade de passeio entre graves e agudos?
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
o arthur era um velho desconhecido meu. eu já tinha ido ao aniversário dele, já tinha derrubado cerveja nele, ele já tinha me convidado pra fazer uma banda cover de MARILLION mas um jamais tinha visto o outro cantar ou tocar.
eu declinei o MARILLION por falta de tempo e de um teclado mais poderoso. quando decidi formar a AO, eu tinha tudo isso de novo. e chamei ele pra conversar. ele topou na hora.
eu considero o arthur um ponto crucial pro início da banda, mesmo que ele tenha sido o penúltimo a dizer "entrei". eu tava tentando evitar a todo custo colocar um "regular metal singer" na banda, que achasse que andré matos (ex-angra) era tudo e só quisesse cantar nos agudos. eu queria que a AO tivesse um vocal HUMANO.
um cara que tem o fish, do MARILLION, e o peter gabriel como 2 dos seus principais ídolos certamente ia cair como uma luva no que eu queria. e o arthur ainda curtia horrores PAIN OF SALVATION, PORCUPINE TREE, entre outras. e escrevia letras e tal. no primeiro ensaio eu fiquei apavorado com quantos acertos eu tinha no line-up da banda. ele e todos os outros.
Imprensinha diz:
indiscutivelmente outra das características que chama a atenção na música da ABSENCE OF... é o ecletismo, além da certeza de que você não está ouvindo nada com uma suja intenção de meramente copiar algo já anteriormente composto. queria que tu nos contasse como é que rola a composição na ABSENCE OF... tanto em termos de som, quanto em termos de letras?
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
teve uma vez em que eu tinha a clara sensação de que uma das nossas músicas tava ficando completamente aleatória e sem sentido. aí eu caí na besteira de dizer "tá ruim". os caras ficaram muito putos MESMO comigo. praticamente ofendidos.
mas foi a única vez.
na real, depende. depende inclusive de quem tá propondo o novo tema ou música. eu, por exemplo, prefiro mil vezes bolar a música em função da letra. vejo grandes ídolos meus, como o DREAM THEATER, que cada vez mais criam letra em cima de música e os CDs andam sendo uma bosta. acho que a música só tem sentido se casar com a emoção que a letra transmite.
em compensação, normalmente a gurizada preza mais pela espontaneidade da música. nesses casos, a gente começa bolando coisas no estúdio, juntando e adaptando idéias e normalmente quem faz a letra é o arthur, apesar de também já ter acontecido de eu ter casado letras minhas em músicas dos outros que já tavam praticamente prontas (caso de Blank).
então, às vezes a gente tem músicas sendo trabalhadas no estúdio e outras que um ou dois de nós estão desenvolvendo em casa. nesse segundo caso, normalmente a idéia do autor tende a ser respeitada e priorizada. mas a gente costuma ser bastante tolerante com sugestões surgidas na hora por outros integrantes.
as letras, especificamente, são quase todas minhas e do arthur, sem nenhum tipo de hierarquia nisso. aliás, sempre que possível, a gente escreve em parceria. um manda pro outro e diz pra escrever uma estrofe que falte, seja isso porque não conseguiu escrever direito ou simplesmente porque quer que o outro escreva.
Imprensinha diz:
me corrija se eu estiver errado, mas todos os integrantes da banda são - de alguma forma - produtores também, confere? sabem mexer com programas de edição e contribuem nesse aspecto também para a banda?
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
sim. cada um de nós já faz a sua pré-mixagem. o nosso processo se dá da seguinte forma: nós gravamos em casa (exceto batera e vocais) e mandamos pro Valmor Pedretti Jr, que além de compositor da Lado B (produtora de audio) é líder da WORLDENGINE, banda da qual eu fiz parte há alguns anos.
o valmor é um grande parceiro nosso e saca pra caralho o nosso som - e talvez qualquer som que seja. ele recebe os arquivos e vai montando pra dar a mixagem final e depois masterizar. mas antes de mandar pra ele, nós mesmo já damos uma cara pros respectivos instrumentos. os teclados que eu mando normalmente já são bem próximos da versão final, salvo alguns efeitos mais mirabolantes. mesmo assim, o valmor sempre tem sinal verde pra dar uma pirada. aliás, a gente espera que ele dê o toque de midas dele. ele manja muito.
câmbio.
(herauihraeiuhrae)
câimbra.
Imprensinha diz:
Agora referente à frutos e reconhecimento... Sei que a banda trabalha bastante a sua rede de Myspace. É o foco principal de divulgação? Já teve algum espaço em demo section de alguma revista nacional ou estrangeira? Se sim, quais? Se não, por que não?
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
o myspace anda bem parado, na verdade, e isso é culpa minha, porque eu cuido dessa parte. a demo section AINDA não rolou, mas já tá praticamente tudo encaminhado pra gente mandar nosso primeiro material, com as 4 primeiras músicas que estão lá no myspace. mas por enquanto, certamente o myspace é o veículo principal de divulgação.
Imprensinha diz:
câmbio né
quiaquia
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
arhuihrea. esqueci. câmbio.
Imprensinha diz:
As músicas da ABSENCE OF... possuem, como já mencionamos, elementos de diversas naturezas. 80's pop, heavy metal, progressivo, new age. É de uma forma consciente que a banda equaciona estas diversas nuances? Se tu pudesses equacionar o som da ABSENCE OF... usando 5 bandas, quais seriam as que formariam a "fórmula influencional" da banda, em ordem de importância?
[se nao ficou clara a pergunta, eu refaço]
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
muito clara.
Imprensinha diz:
ok, então não refarei a pergunta :]
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
é consciente, mas não costuma ser proposital. já chegamos e dissemos "esse som é um clima tipo aquele", mais pra levar adiante a idéia e todo mundo entrar no clima da música, do que exatamente pra dizer "caras, vamos fazer um som tipo aquele". mas tem horas que não dá pra negar as semelhanças. eu mesmo curto muito ficar pensando em de onde saíram os temas que eu coloquei nas minhas músicas.
e a fórmula influencional... vou tentar ser imparcial heheheh:
- PINK FLOYD
- PORCUPINE TREE
- MARILLION
- FATES WARNING
- DREAM THEATER VELHO (inevitável)
Imprensinha diz:
certo, e das 4 músicas que o HD Virtual dispõe, da Demo 2007, qual é aquela que tem mais a cara da banda? aquela que os membros da banda concordariam em transformar em "música de trabalho"? e qual delas é a que mais te agrada, pessoalmente? [tri professora da faculdade]: justifique suas escolhas:
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
putz. se só tem 4, já tá faltando uma!
1. CARA DA BANDA: GOODBYE BUNKER HILL
pela complexidade em termos de modulações, pela complexidade na estrutura. pelo climão dela, especialmente no meio da música. a banda curte muito essas climas em que as coisas pairam no ar e de repente desaba tudo. e pela performance da banda. tem trechos muito furiosos ali.
2. MÚSICA DE TRABALHO: ONE WARM DAY ou BLANK
nossa natural famous pop song sem dúvida é OWD. é um 4/4 bem radiofônico, riff chiclete e tal. mas preserva o clima "suspenso" na parte do meio. também modula legal nos refrões, com uma puta atuação do arthur durante toda a música. e ainda tem os meus backings no final, que eu curto muito! hahaha
acho que na verdade BLANK seria uma boa música de trabalho pra vir DEPOIS de OWD.
caralho. o msn fechou do nada!
voltando.
3. MÖLLER'S FAVE: WHO?
comecei a compor ela em 2002, um ano antes da HILÉIA gravar THE WORST DAY. chegamos a tocar ela ao vivo duas vezes em 2005, pouco antes da banda terminar. quando montei a AO, essa foi a primeira música que eu mandei pros caras...
e ela tem coisas que eu, compreendendo meu momento nepotista, acho perfeitas, pelo menos segundo os meus critérios de qualidade musical. a relação letra/música, por exemplo... eu escrevi a letra pensando em duas músicas francesas, cada uma de um compositor. eu queria escrever como se fosse o "outro lado" da história. e a música, mesmo tendo começado antes da letra, acabou se moldando a ela.
o único defeito é que eu sonhava que ela ia ter no máximo 3 minutos. não deu. ahahaha
Imprensinha diz:
bem, sendo o Imprensa Musical uma entidade que representa a música de Rio Grande, não há como não tocar no assunto HILÉIA. quais são as melhores memórias que tu carregas desta banda? e qual é a tua versão pro precoce desfecho desta entidade musical riograndina? além disto, quando ouves as músicas da HILÉIA atualmente, fica aquele sentimento de "poderia ter ficado bem melhor"?
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
as melhores memórias, disparado, são, nessa seqüência:
- o dia que a gente gravou THE WORST DAY no Mandeco, em Pelotas. aquela foi, de fato, a minha primeira música PRONTA.
- os shows em RG e em PEL em que as pessoas CANTAVAM o refrão de THE WORST DAY. isso não tem preço.
a HILÉIA acabou porque a galera tava toda espalhada pelos cantos e era difícil juntar todos em Rio Grande no mesmo fim de semana. quando tu não tem contato seguido, as falhas de comunicação imperam. e aí implodiu.
e sim, poderia ter ficado melhor. THE WORST DAY só me incomoda de verdade em um pequeno detalhe: a caixa da bateria poderia ter ficado um pouco mais gorda, menos tirinho. já UNLEASHED me incomoda muito. a mixagem dela ficou muito aguda, até meio artificial, pra mim. falta peso nela. e sobra reverb. com certeza eu regravaria, porque a música em si eu acho do caralho.
Imprensinha diz:
ela é realmente bem a frente do seu tempo. especialmente em termos de Rio Grande... como sabes, o público de rock e metal aqui de Rio Grande ainda é bem preso a pré-conceitos e não tem o costume de ampliar muito os horizontes musicais e intelectuais. Até que ponto tu achas que isso dificulta a penetração do som da ABSENCE OF... aqui por estes lados? Afinal, há um pesado estigma contra qualquer coisa que receba a alcunha "progressivo" estampado na mesma. É um estilo tido como retrógrado, auto-indulgente e maçante. Em defesa do seu campo de atuação artística, o que tu poderias dizer para convencer o público de Rio Grande que "não é bem assim"?
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
bom... a dificuldade pra AO começa pelo fato de que o nosso progressivo, justamente, não tá preso ao prog tido como O PROG. por exemplo: Yes não é uma das influências que eu citei ali na lista das 5 bandas. e realmente a gente tá muito pouco preocupado em demonstrar o quanto a gente toca.
na verdade, eu considero que se a gente resolvesse fazer um som tipicamente DREAM THEATER, cheio de técnica pra todos os lados, a gente ia falhar. nenhum de nós é tecnicamente virtuoso na banda. e acho que isso explica bastante a presença de PINK FLOYD, MARILLION e PORCUPINE TREE no top 3 das influências que eu citei. são (ou eram) bandas muito mais preocupadas com a idéia do que com a forma.
até mesmo dentro da banda já tivemos discussões sobre prog moderno x prog setentista. nas duas épocas houve bandas que queriam tocar todas as notas do mundo em uma música e bandas que queriam simplesmente desenvolver um tema musical ao longo de uma música ou de um disco. a gente tende a tentar achar o meio termo.
e na minha opinião, as bandas que tentam ser o novo DREAM THEATER acabam quase sempre virando uns clones chatos. atualmente, são essas que me parecem as bandas verdadeiramente retrógradas. já faz 17 anos que o DT lançou o Images and Words. já tá na hora de tirarem o rótulo de "punheta complexa" que o metal progressivo ganhou. o conceito de música progressiva é MUITO maior do que isso.
pra fechar esse raciocínio, eu tenho convicção de que a ABSENCE OF tá longe de ser uma banda que faz progressivo pra parecer intelectual ou se achar uma banda difícil. a gente não faz questão nenhuma de ter trechos enfadonhos ou de mostrar que nós temos conhecimentos musicais complexos.
no fim das contas, o progressivo periga até ser uma desculpa que a gente usa pra simplesmente fazer as músicas que a gente sente que fazem sentido. seja fazer sentido em relação ao que a gente julga ser o nosso som e fazer sentido em termos do que pode significar pra quem ouve. ano passado eu mandei a faixa “WHO?” pro concurso da comunidade Rock Progressivo no orkut, a famosa ProgVacas: ganhei meu dia quando um cara comentou que a progressão do feeling na música era espetacular. era exatamente o que eu sonhava que algum dia alguém reconhecesse sobre ela. foi pra isso que eu trabalhei nela.
música tem muito a ver com sinceridade.
Imprensinha diz:
eu só tenho mais 3 perguntas oficiais
são clichês de revistas de rock e tal
eu digo o nome de um artista e vc escreve economicamente [não laconicamente] sobre o mesmo/a
deal?
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
manda
Imprensinha diz:
alex lifeson?
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
ele sente a música antes de pensar nela. o RUSH seria 50% menos espontâneo sem ele.
Imprensinha diz:
daniel gildenlöw?
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
deus. e se o homem fosse feito à sua imagem e semelhança, a gente ia ser feio pra caralho (mesmo que TODAS as gurias que foram no show do PAIN OF SALVATION em 2005 discordem de mim. se ele quisesse, a gurizada toda voltava solteira pra casa).
Imprensinha diz:
perfeito
mais 4 ae
Mike Portnoy
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
difícil resumir... peraí. [longa pausa]
ele é o ronaldinho gaúcho. ele tinha tudo pra ser o melhor do mundo por uma década seguida. mas depois que disseram que era o melhor do mundo 2 ou 3 vezes, achou que era isso... nunca mais evoluiu em nada. hoje só quer saber de vender DVD.
Imprensinha diz:
bem colocado
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
o portnoy tá até hoje estacionado no ano de 2003.
Imprensinha diz:
não existe DREAM THEATER após Octavarium
só existe o corporativismo explícito
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
após o six degrees, na minha opinião.
Imprensinha diz:
Steven Wilson?
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
SW é o oposto necessário e saudável ao Daniel Gildenlöw em termos de letrista e compositor. menos teórico, mais centrado no comportamento das pessoas do que nas teorias e motivos. os dois são os dois adolescentes mais velhos do prog metal atualmente, e enquanto o DG é um adolescente revoltado, o SW é um adolescente irônico e pessimista. mas os dois são ultra perspicazes.
Imprensinha diz:
é o meu favorito da relação de músicos que estou mandando!
mais 2:
Richard Wright [R.I.P.]?
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
a voz mais enigmática de todos os tempos. quando ele morreu, passei o dia tentando não chorar. não consegui, e até hoje choro pensando que, se não fosse por ele tocar do jeito que ele tocava, eu provavelmente nunca saberia que tem horas que um acorde de 3 notas basta.
Imprensinha diz:
admiro sua entrega ao escrever sobre ele
queria que o texto do teu blog tivesse parado no Imprensa
eu li aquele texto e me caiu o queixo
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
é mesmo? não sabia que tu tinha lido. ou não lembrava.
Imprensinha diz:
aham
e Vinícius Möller?
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
bãi. uma mala. não consegue ver um treco errado e deixar errado. se o erro for dele mesmo, então... não aprendeu a fazer as coisas meia-boca e se perdoar por isso: vai ficar se martirizando até a morte. obsessivo por músicas redondas, por músicas que casem com as letras e com letras que digam alguma coisa de verdade. odeia que não entendam o que ele disse.
Imprensinha diz:
então, pra fechar
5 melhores álbuns para Vinícius Möller [xérox Roadie Crew mode on]
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
PINK FLOYD - The dark side of the moon
STING - The soul cages
PAIN OF SALVATION - Remedy lane
DREAM THEATER - Six degrees of inner turbulence
THE POLICE - Synchronicity
Imprensinha diz:
feito então, Vinícius!
manda recado aí para todos os que vão ler essa longa - porém muito saudável e recompensadora entrevista
seja no seu blog, seja no Imprensa
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
yeah
antes de mais nada, obrigado (se o leitor conseguiu lutar e ler até aqui AHAHAHA). obrigado ao Imprensinha por ter achado que valia a pena bater um papo comigo e REALMENTE me dar a chance de falar essas coisas não em forma de um texto meu, mas sim respondendo a perguntas de outra pessoa (é chato escrever pra si mesmo).
e... se eu tivesse um recado útil pra dar, seria pro pessoal apostar em gravações caseiras. uma placa de som e uma mesinha de mixagem às vezes resolvem muita coisa. porra, o que tem de festival de banda cover aqui em POA atualmente é uma vergonha.
tenho a CLARA sensação de que as bandas autorais pequenas tão perdendo espaço pra coisas bem menos genuínas.
Imprensinha diz:
e, como diria aqueles caminhões ou carros de auto-escola na parte traseira. "como estou entrevistando?"
vinícius | myspace.com/absenceofbr diz:
tchê, achei isso 10. achei genial MESMO.

--
entrevista conduzida por Rk.
edições e revisão por Musique.
em 17/03/2009

terça-feira, abril 14, 2009

ZOMBIE EATERS 3.

comentário sobre o show anterior, do dia 4, lá em são léo: eu VI, eu ESTAVA LÁ quando o mike portnoy do DREAM THEATER mandou a banda parar a execução de metropolis, no credicard hall, em são paulo, porque o john petrucci e o jordan rudess tavam completamente desencontrados na execução do solo dobrado guita/teclado.

O DREAM THEATER!

portanto, a zombie eaters está perdoada e vacinada. sábado no garagem mataremos a pau, como foi nos ensaios. sem mais.

segunda-feira, abril 06, 2009

sábado, março 28, 2009

a hora da verdade.

é muito bonita essa história de hora do planeta. a intenção é linda, mesmo. mas e o resultado? nenhum. no máximo, constrange algumas pessoas que resolverem deixar as luzes ligadas. porque conscientizar, não conscientiza ninguém. vai encher vários de um falso orgulho.

ok. tou sendo meio xiita, talvez puramente do contra. mas lembro que nada nem ninguém até hoje provou sequer a existência de um aquecimento global. meu pai repete isso há uns 3 anos, pelo menos, e hoje na zero hora tem 2 caras falando isso. na verdade, um deles é uma guria, e ela aponta muito bem o fato de que o suposto aquecimento global é ainda uma IMENSA oportunidade de marketing-da-boca-pra-fora pruma grande variedade de empresas. tem um ex-professor meu da pós-graduação que está investigando exatamente esse fenômeno comunicacional. vem polêmica aí.

e fazer apagão geral é muito bonito em países da europa, na austrália, etc. ou seja, onde existe segurança. segunda-feira veremos as manchetes nos jornais: HORA DO APAGÃO GERA PICOS DE VIOLÊNCIA NO PAÍS.

rendam-se. classe A, B, C ou W, no brasil somos todos moradores da mesma favela. deixem o apagão ilusório pra quem pode. e o planeta? eu desejo muito estar errado, mas acho que human way of life não combina com a preservação da terra. por isso, apesar de o fim dos tempos ser um filme exagerado, eu acho muito justo pensar que a própria natureza bolaria meios de se vingar de nós. todo sistema deve ter seus próprios anticorpos.

o mundo se salva quando os homens se matarem de uma vez.

sexta-feira, março 27, 2009

ZOMBIE EATERS 2.

tem nome de filme B, mas não é.

eu poderia argumentar que o fato de em dezembro o faith no more ter saído de ZERO audições no meu last.fm direto pra segundo lugar geral, com (na época) umas 160 audições, foi somente por causa do show de 5/12/08, que me obrigou a escutar as músicas várias vezes seguidas atrás dos mínimos detalhes. mas na verdade eu deveria agradecer ao nelso da re:floyd por ter me indicado como tecladista para o zed. depois, deveria ter agradecer ao zed por ter me levado a sério mesmo depois de eu dizer que não sabia NADA sobre faith no more, exceto a inevitável epic. e finalmente, agradeço a mim próprio por ter topado mesmo sem achar que fosse um grande desafio.

porque de fato não é um grande desafio, ao menos do ponto de vista técnico. tocar faith no more é uma barbada a maior parte do tempo. o tecladista deles era tão comum ao ponto de eu hoje dizer que TENHO uma banda cover de faith no more e NÃO SABER O NOME DO TECLADISTA DA BANDA. me refiro ao tecladista do FNM, claro. o meu nome eu sei.
o desafio está mais em acertar alguns timbres de efeitos, como os do meio de a small victory. eu refiz todos e ficou muito igual, vide o denis que, no primeiro ensaio junto, não conseguia passar pelo bridge da música sem se matar rindo.

essa história toda também é mais uma prova de que quem conhece as mais ouvidas não conhece a banda. epic é afudê, mas a ironia de midlife crisis é bem mais. a de land of sunshine, também. aliás, eu diria que ironia é o tom da maioria das letras, e eu tenho que reconhecer que o maluco do mike patton, principalmente depois da fase "voz de pato" (sem intenção de trocadilho) do the real thing, escreve coisas que, se não são obras primas, são pelo menos percepções bem pinçadas do que a gente vê por aí. vale a pena ler a letra de everything's ruined pensando, por exemplo, na crise hipotecária dos EUA e atual crise mundial. dá até pra ver os donos dos bancos americanos e os idealizadores do sistema econômico vigente cantando o final da música: a letra catastrófica diz "now everything's ruined, yeah yeah" e o instrumental segue num clima mezzo feliz mezzo glamouroso. é a materialização musical de um belíssimo sorriso amarelo.

a ironia segue na letra de the gentle art of making enemies. o pré-refrão dela sozinho é de se mijar rindo, ainda por cima com a atuação do patton. melhor dizendo, a atuação do patton é sempre espetacular. esse é o azar do zed: ele tem que coverizar um cara completamente insano e insanamente completo. nunca ouvi um vocal tão completo quanto o mike. grave, médio, agudo, gritando, urrando, suave, na manha... o cara faz qualquer coisa, e eu não tou exagerando.

e tem ainda ricochet, que me lembra muito vicarious, do tool, graças a esse verso:
it's always funny until someone gets hurt
and then it's just hilarious!
ou então tem o baixo sexy de evidence, que depois eu descobri que era uma música que eu gostava, lá por volta de 95. nunca esqueci do clipe da banda no aquário. ou então last cup of sorrow! ou então...

também é legal descobrir a origem de algumas coisas que eu conhecia há muito tempo. sempre ouvi que faith no more era uma das maiores influências do daniel gildenlöw, do pain of salvation. é óbvio que, musicalmente, o pain of salvation vai MUITO além do faith no more, não tem comparação. mas as influências de fato tão na cara. achei até uma linha vocal de ashes em last cup of sorrow, na cara dura. o daniel realmente pegou várias técnicas e estilos vocais do patton.

enfim. o show tá aí. se alguém puder comparecer, favor fazê-lo. e eu, na próxima vez que eu tiver que tirar 16 músicas prum setlist de banda cover, vou lembrar de desabilitar o scrobbling do last.fm. as estatísticas mentem!

quinta-feira, março 26, 2009

emos.

grande discussão filosófica pós almoço, via msn, com meu caro e quase-doutor amigo arthur:
- com quem os emos acasalam?
- emas.
- pelo menos acasalam com o sexo certo.
- o problema é: como identificar uma ema? a franja, a voz e o jeito são iguais.
- e a maquiagem também.

sexta-feira, março 20, 2009

a teoria da relatividade revisitada.

em janeiro e fevereiro o meu problema para postar aqui foi o volume de trabalho: eu tive muito pouco. quanto menos trabalho eu tenho, mais eu fico atucanado com o pouco que ele é, e mais tempo total eu perco nele.
com tempo demais sobrando, eu ficava muito preocupado em não perder tempo com nada.
preocupado, na verdade, em não perder tempo com coisas que eu gostaria de fazer em detrimento das que eu tinha que fazer, eu acabo perdendo o mesmo tempo com coisas que eu sequer pensei em fazer, mas apareceram na minha frente aleatoriamente.

exemplo prático: eu poderia estar postando um texto legal, mas acabei perdendo tempo escrevendo isso.

mesmo assim, isso tudo me parece uma boa idéia de texto pra este blog, e eu gostaria de postar. mas existe tanto tempo e tantas idéias a serem perdidos entre eu digitar a primeira letra e anotar o último ponto que é muito provável que a qualquer momento surja outra coisa tão inútil quanto, porém muito mais imprevista e irresistível, que tome o lugar do post e faça com que eu atrase ele em vários dias. ou, até, o suficiente pra esquecer dele.
e aí acaba que tu nunca leu nada disso, porque eu nunca escrevi.

terça-feira, março 17, 2009

there goes the sun, tchurururu...

hoje em dia é difícil NÃO achar um texto que comece com "a internet e a globalização cada vez mais nos dão a sensação de que o mundo gira mais rápido". não necessariamente nessas palavras, mas sempre com esse sentido. eu mesmo já devo ter escrito isso pelo menos umas 10 vezes.

esse negócio de escrever sobre as músicas dos meus verões me fez parar pra pensar se eu não tinha mesmo nenhum "winter song". e eu tenho, mas a questão não é bem se a música existe ou não. a questão é que eu raramente tenho saudade do inverno. nunca parei nostalgicamente pra dizer:
- aquele inverno de 2003 foi do caralho...

acho que sei o motivo. o verão é uma coisa preciosa. a diferença é que, depois de velho, o verão é nos fins de semana ou a partir das 19h dos dias úteis, e só durante uns 3 meses. o inverno não. o inverno é 24 horas por dia, 7 dias por semana, 9 meses por ano - não tem um natal pra dizer quando começa nem um carnaval pra dizer quando termina.

a internet e a globalização cada vez mais nos dão a sensação de que o mundo gira mais rápido. por exemplo: já estamos no meio do frio, mas parece que ainda ontem era verão em porto alegre.

opa, mas peraí, porra... hoje é dia 17 de março!
AINDA É VERÃO EM PORTO ALEGRE!

sexta-feira, março 13, 2009

summer song.

tou escutando armor and sword do rush pela décima vez hoje. é a quarta seguida. eu só sei disse porque o last.fm registrou. eu já tinha perdido a conta. talvez até eu tenha escutado bem mais vezes que isso, porque eu volto no início da música antes dela terminar, e aí o site não registra a música.

foi a minha música do verão. nas minhas idas ao cassino, indo pra praia com meu irmão ou saindo de noite, em algum momento resolvi dar mais uma chance pro snakes and arrows, que não me chamou atenção quando saiu. praticamente não consegui mais passar dessa faixa. o refrão dela tem aquelas harmonias gordas do alex lifeson e uma melodia simples: simplesmente não poderia ser outra. a letra é boa, também. o peart já fez coisas melhores sobre circunstâncias da vida, traumas e esperança, mas "no one gets to their heave without a fight" encaixa tão bem no refrão que não dá pra falar mal.

mas enfim... é a música do verão de 2009. sempre tem a música do verão, ou até o disco do verão. em algum momento acontece essa mágica, em que uma melodia fica como emblemática de todo um verão. dá pra fazer uma lista:

198x, scorpions - still loving you: não sei que ano foi isso, mas eu tinha uns 4 ou 5 anos e era fanático por scorpions.

1988, sting - driven to tears (versão ao vivo do bring on the night).

1989, várias do the police (e do rod stewart, porque era o outro lado da fita k7).

1991, sting - all this time: foi a música escolhida pro garota verão.

1993, tears for fears - break it down again: passava 60 vezes por dia na MTV inglesa. e merecia.

1994, uma caralhada: peter gabriel - red rain / crash test dummies - mmm mmm mmm e god shuffled his feet / marillion - cover my eyes: cada uma numa circunstância completamente diferente. valem um post.

1995, pink floyd - pulse inteiro / tears for fears - raoul and the kings of spain.

1997, fish - incommunicado / rush - the big money: no carro do meu tio, na casa da praia no litoral norte.

2000, liquid tension experiment / acid rain e biaxident: o mais nerd de todos os meus verões. eu tinha levado um pé na bunda em novembro e metade do verão ia ser na cidade. minha técnica de piano deu um boom.

2001, symphony x - evolution (the grand design) / encores, legends and paradox (tributo ao ELP) - karn evil 9, first impression: o SX eu garanto que foi a música do verão pra mim e pra todo mundo na hiléia.

2002, dream theater - the glass prison, blind faith, solitary shell: não por menos eu acho blind faith a melhor música do DT.

2003, hiléia - the worst day of your life: foi a única vez que eu coloquei uma música alta no meu carro na praia do cassino. ninguém ia saber o que era aquilo, mas a gente tinha recém gravado a música, e era nossa.

2004, pain of salvation - undertow: deus canta.

2005, pain of salvation - iter impius, diffidentia, vocari dei...: deus continua cantando. na real, esse verão foi do BE tocando inteiro em alto e bom som na casa do cassino.

pros anos que faltaram não me veio nada. talvez quando eu escutar a música ela me leve de volta pras suas respectivas lembrórias.
enquanto isso, fico aqui voltando pros fins de semana de sol do cassino nesse já distante verão de 2009. e matutando por que será que eu nunca tenho uma "música do inverno".

quarta-feira, março 04, 2009

a solução de todos os problemas.

o flamengo vai jogar em campo grande hoje pela copa do brasil, contra o ivinhema. a torcida local (a do ivinhema, que fique claro. você pode ser funcionário da globo, e a globo acha que o brasil inteiro torce pro flamengo) está espremida num dos cantos dos estádios, uma grande minoria.

graças à tv, é cada vez mais assim: quanto mais fraco o futebol da região, mais cresce o contingente de flamenguistas e corinthianos. é só o que eles conhecem do circo. no nordeste, então, é uma piada. tanto é que a torcida do vitória teve a genialidade de botar a faixa "vergonha do nordeste" no jogo contra o flamengo.

pois taí a salvação do nordeste. se governo, cbf e flamengo fossem espertos, marcariam uma série de amistosos do flamengo e do corinthians com times locais, talvez até mini-torneios. levantariam uma grana preta em qualquer cidade que passassem, mesmo a ingressos com preços acessíveis. fora os patrocinadores, porque obviamente ia ter alto televisionamento: qualquer cidade que fosse o jogo, todo o nordeste e o centro-oeste, talvez até santa catarina, iam ficar vidrados nesses jogos.

e seriam as vergonhas de suas respectivas regiões. heiuahae

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

obama's elf.

sei que eu tenho faltado com o meu dever cívico de postar no blog. eu continuo escrevendo posts mentais, mas escrever eles de fato envolve uma árdua negociação com a fadiga, e meus poderes de negociação, com esse calor todo, andam ridículos.

em todo caso, isso eu não podia deixar passar. obrigado ao lourenço e ao gustavo por ter lembrado disso em meio às cervezas de ontem.

terça-feira, janeiro 06, 2009

improviso - uma rapidinha sem cuspe.

joão tinha um baixo de 9 cordas. um dia ele chegou em casa e, sem achar o instrumento, gritou:
- MÃÃÃÃE! cadê meu baixo?
sua mãe parou de passar a camisa e pensou:
- droga. perdi minha tábua de passar de novo.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

ZOMBIE EATERS.

fugindo COMPLETAMENTE daquilo que eu costumo fazer musicalmente, sexta 5/12 estarei no Manara tocando com um projeto Faith No More cover. justiça seja feita: que bom que eu aceitei o convite do zed pra fazer o show. é aquela velha história: se tu escuta só o que dá na rádio, tu não conhece a banda. ou tu não associa a música dela ao nome dela. eu conhecia midlife crisis, por exemplo, mas não fazia idéia de quem era a música. pior - nunca lembrava dela. E É UM SOM DO CARALHO!

enfim. flyer abaixo. é só clicar e ver qual é que é. todos lá.

piada d' port'guêish.

não baseada em, mas sim os próprios FATOS reais. vulgo piada pronta.

1.
Após uma boa noite de sono... Feliz Natal diz (12:30):
oi vinicius, eu sou o ricardo caso vc n se lembre eu sou um dos portugueses que passou pela Agencia Junior em 2004... estou aqui com uma dificuldade de tradução de brasileiro/portugues será que vc me podia dar uma ajuda???
vinícius | www.myspace.com/absenceofbr diz (12:30):
claro que lembro, cara!
e aí? tudo tranquilo?
Após uma boa noite de sono... Feliz Natal diz (12:30):
o que significa ..."tou ficando atoladinha----2'
vinícius | www.myspace.com/absenceofbr diz (12:30):
HAEUHAEIUHEAIUHIUEAHEAHI

2.
Após uma boa noite de sono... Feliz Natal diz (12:47):
e como vai a carreira de musica
vinícius | www.myspace.com/absenceofbr diz (12:58):
sempre indo
tou com a minha banda nova, gravando músicas e jogando no myspace
www.myspace.com/absenceofbr
Após uma boa noite de sono... Feliz Natal diz (13:06):
tou ouvindo
tu te lembra de eu falar de uma banda portuguesa de metal mt boa?
http://www.myspace.com/absenceofbr
vinícius | www.myspace.com/absenceofbr diz (13:17):
talvez
mas esse link aí que tu me deu é o meu
Após uma boa noite de sono... Feliz Natal diz (13:17):
http://www.myspace.com/moonspell
vinícius | www.myspace.com/absenceofbr diz (13:17):
ah
lembro sim
tem um amigo meu que gosta muito dessa banda
Após uma boa noite de sono... Feliz Natal diz (13:17):
para de pensar q o portugues é burro
vinícius | www.myspace.com/absenceofbr diz (13:18):
AHAHAHAHA
Após uma boa noite de sono... Feliz Natal diz (13:18):
foi um pequeno erro
vinícius | www.myspace.com/absenceofbr diz (14:08):
hehehehe
acontece

quinta-feira, novembro 20, 2008

quarta-feira, novembro 12, 2008

TOMA!!! TOMA, MERDA!!!

TERMINEI O MONSTRO. 91 PÁGINAS DE PÓS-GRADUAÇÃO.

sou um novo homem. quer dizer... amanhã serei um novo homem. no momento, sou um cara que deitou às 2:10 da madruga com sono e sem solução pra algumas questões do plano de comunicação final do curso. 10 minutos depois eu balancei pra dentro dum sonho mas não caí. fui trazido de volta por uma cachorrada filha-da-puta que se botou a latir aqui na volta de casa. mas por algum motivo completamente doido, foi nesse exato momento que a minha cabeça maquinou as minhas dúvidas e de repente tudo se resolveu.

2:30 eu tava de novo no computador, agora produzindo de verdade. desde então não olhei mais pra minha cama, porque além de terminar o trabalho eu tenho que imprimir 3 vias, cheias de gráficos e imagens e peças que eu criei pra rechear o trabalho e compensar o fato de que eu subestimei ele em maio, na primeira vez.

não faço idéia que nota vão me dar, mas modéstia à parte, ficou do caralho. e o animal do cliente, que me boicotou sistematicamente com informações que ele sabia que eu precisava na reta final, não vai pôr em prática.

enfim. agora eu volto a ter TEMPO. tempo pra música, pro esporte, pros pássaros, pros filmes, pro fim-de-semana, pra mariana, pro sono, pro sexo, pro sábado, pro domingo, pro grêmio, pra absence of, prum tal dum show que eu vou fazer com uma banda cover de faith no more... pro ócio.

e será que isso significa que eu vou postar mais? claro que não. a desorganização sempre toma conta de todo o espaço que ela encontra disponível. na real, eu vou dar um jeito de fuder com todo o meu tempo de novo. e aí... TOMA, MERDA!!! TOMA!!!

quarta-feira, novembro 05, 2008

coisas do demo.

era sexta. minhas primas cantavam uma música, provavelmente algo de high school musical. "...saber que o tempo já passou...", "...mas que ainda há tempo para nós...", coisas do tipo. ou talvez seja a última música da kelly key, "...você é o cara...", "...a pessoa mais linda do mundo...". as duas sabem a música de cor.

só que uma tem recém-completos 9 anos. e a outra tem 5.

não tá certo. ISSO NÃO PODE TAR CERTO!

segunda-feira, novembro 03, 2008

nomenclausura

todo mundo lembra meu nome
eu não lembro o de ninguém

tu, no name
me nomeias
e eu, no meio
minado
meneio
...que merda.

essa é a questão
do momento:
o dito como não-dito
sempre o maldito
esquecimento

vai, então
me diz de novo
teu nome
em vão.

---
isso tava nos meus arquivos há muito tempo... mais uma daquelas coisas que eu escrevo, aí na hora eu não gosto e arquivo. meses ou anos depois eu leio, acho perfeito e não entendo por que raios eu arquivei.

e muito oportuno, já que hoje eu fui me despedir do marcos luconi e chamei ele de luís crispino. foda.

terça-feira, outubro 28, 2008

esboço de anúncio para a playboy da cláudia ohana.

(partindo da suposição de que essa vez ela vem com tudo raspado, como é possível imaginar a partir desta foto).

foto 1, texto "Antes." (ou "1985.")

foto 2, texto "Depois." (ou "2008.")
texto assinatura: Cláudia Ohana na Playboy de novembro. O aquecimento é global.
assina logotipo.

obs1: diretor de arte, favor eliminar ou amenizar ou aspecto "estrias" da foto. ou achar foto de deserto liso.
obs2: é página simples ou é página dupla?

quinta-feira, outubro 23, 2008

o mercado global.

quem trabalha com comunicação sente isso direto: quando bate a crise no mundo, não interessa se teu cliente é pequeno ou grande, se ele trabalha direto com negociações em dólar ou não. o cobertor é curto e furado. quando puxarem, quem vai ser destapado É TU.

uma crise dessas é a prova de que qualquer planejamento é utópico. quando eu escrevi a minha análise de macro-ambiente econômico pro meu plano de conclusão da pós-graduação, em maio, o resumo da ópera era:
VÂMO FUNDO! até o final do ano o dólar bate nos R$ 1,50, o crédito não vai parar de aumentar pro consumidor brasileiro e a putada tá metendo o pé na jaca!

no dia 3 junho, eu lembro muito bem que a coisa começou a mudar. as ações da petrobras, por exemplo, despencaram legal, do nada. aliás, do nada não: provavelmente porque neste dia eu coloquei uma certa grana em fundos de investimento. e agora eu tou reescrevendo a parte de análise econômica. claro, como preza a boa conduta do vinícius (resumida na frase da saudosa vó do samuca, que eu nunca conheci: "quem guarda, tem") eu não joguei nada fora. eu apenas troquei todo o texto pelo condicional e iniciei um novo parágrafo, no final, que começa com O cenário financeiro, entretanto, sofreu em poucos meses uma reviravolta gigantesca...

em paralelo a isso, eu sempre imagino as divisões estratégicas das empresas no momento em que estourou a bolha do crédito imobiliário nos EUA:
- senhores, precisamos nos ajustar à crise financeira mundial.
- já estamos ajustados, senhor!
- já?
- sim! o mundo está em crise, e nós também, senhor.

terça-feira, outubro 21, 2008

estimativas

segundo o matemático tristão garcia, são grandes as chances de que o meu próximo post seja... na próxima semana.

segunda-feira, outubro 13, 2008

matando rick wright.

Última parte do Semestre Rick Wright, mas ninguém garante.

é complicado matar quem já morreu, mas vamos lá. eu era pra ter feito um show com a re:floyd, banda cover de... ahm... pink floyd no dia 13 de setembro, no garagem hermética. o tecladista dos caras tinha show com uma outra banda, e eu já tava me preparando pra tirar umas 6 ou 7 músicas quando o nelso, guitarrista/líder do esquema, me disse que o outro show do tecladista tinha sido cancelado.

meio frustrante. eu mesmo já tive a minha pink floyd cover em rio grande. eu me jogaria em qualquer oportunidade que me oferecessem de tocar pink floyd numa banda j
á pronta e ensaiada, em que o mala perfeccionista aqui pudesse simplesmente chegar, tocar, arrumar o que tem pra arrumar (sempre tem) e depois só curtir. eles fizeram o show. eu não toquei. e dois dias depois morreu o rick wright.

agora sim: completamente frustrante.

deixei uma mensagem offline no msn do nelso: "QUERO TOCAR NO PRIMEIRO SHOW QUE APARECER". pedi, levei. fui atendido em questão de 15 minutos. ele me ligou me perguntando se eu topava fazer um show em
imbé, no joe's, no dia 27 de setembro. bastava eu dizer "sim" e a vaga era minha, o outro tecladista que se danasse se cancelasse o show da outra banda dele. topei na hora, é claro, e aí o nelso começou a passar o set list de apenas... 22 músicas, incluindo coisas que eu nunca tinha tirado, como DOGS, a versão original de SHINE ON e, pra finalizar, ECHOES, que nem sequer gosto muito. confirmei que eu tava dentro, mas aí eu já tava apavorado: era quinta-feira 18/09, eu só ia poder começar a trabalhar nas músicas na segunda-feira e eu não tinha praticamente nenhum timbre.

a sorte me abraçou e me deu uma pauta tranqüila na player (a agência "na qual" eu trabalho) durante aquela semana. eu trabalho em casa, logo ninguém ia estranhar que eu estivesse tocando teclado no meio do escritório. foi algo alucinante: eu tinha que timbrar 80% do dark side of the moon. dogs sozinha me tomou 16 horas ininterruptas de trabalho. learning to fly, uma tarde. comfortably numb seria uma barbada se fosse a versão do pulse, mas a original complica.


no total, calculo que foram entre 50 e 60 horas SÓ de edição de timbres no korg. felizmente o tokai tx-5 evitou que eu tivesse que programar os timbres de hammond, também. e o show foi excelente: 2 horas e meia de pink floyd sem parar, com uma galera pequena, mas que tava curtindo pra caralho. o palco era bastante espaçoso e, coincidentemente, lembrava o palco do PULSE. tinha até um laser. e, pela primeira vez na minha vida, eu fiz solo de cachorro e de vento, sem falar nos efeitos de avião e de helicóptero.

e eu tive que aprender a tocar as músicas nas versões originais. sempre tirei tudo pelo PUL
SE, e descobri que existe uma boa diferença entre os arranjos dos discos e os arranjos de 94. confirmei a impressão que eu sempre tive de que no dvd o rick é um músico preguiçoso. os arranjos mais complicados são quase todos feitos pelo jon carin, enquanto o rick faz acordes simples e distribui sorrisos.

num post passado eu disse que tudo se baseava em tríades no trabalho dele. pois bem, me enganei. diferente dos seus últimos registros ao vivo, o wright da década de 70 era uma mente em ebulição completa. é provável que musicalmente ele tenha sido o melhor dos floyd. em shine on e dogs, eu descobri que ele subverte escalas, aplicando umas harmonias tortas. no pulse, ele simplifica shine on, cortando uns acordes diminutos que eram espetaculares.

juntando com o que nick mason diz no inside out, que em 94 o jon carin foi fundamental pra recuperar a auto-estima musical do wright, eu fiquei me perguntando: será que o wright já não tava musicalmente morto desde o the wall, ou até antes? é difícil de conceber que o mesmo cara que criou duas das peças fundamentais (the great gig in the sky e us and them) do disco fundamental dos anos 70 tenha caído tanto por nada. me parece que o roger waters matou um pouco dele já naquela época.

então eu cheguei no ensaio da absence of hoje (domingo) à noite com meus dois teclados, pra ver co
mo eu me saía com eles fora do pink floyd. o korg ainda tava com todos os timbres do show de imbé. mas, como sempre, íamos abrir o ensaio com blank, pra aquecer. em 5 segundos eu inseri meu cartão de memória pra dar load nos timbres da banda e me dei conta de que eu não tinha salvo os timbres da re:floyd. eu tinha acabado de deletar 5 dias de edição de timbres que eu considerei como 95% perfeitos em relação ao próprio pink floyd.

que merda... doeu um pouco menos do que a própria notícia da morte dele, mas simbolicamente foi mais ou menos como se eu tivesse matado o cara. de novo.

mais fotos do show aqui. e pra fechar, meu set completo pela primeira vez em ação.

quinta-feira, setembro 25, 2008

o outro enigma do pink floyd.

Semana Rick Wright - parte III

muito antes de ter sido revelado (?) o enigma publius, ou pelo menos a existência dele, o pink floyd já tinha um enigma bem mais presente.

formações de banda são algo intrigante. eu sou contra, na verdade, bandas que possuem um vocalista-vocalista, caso da hiléia e da absence of. me incomoda bastante, por exemplo, os shows do dream theater, onde o labrie some do palco por vários minutos durante as sessões instrumentais. acho isso tão ruim que eu realmente gostava quando o diogo fazia malabarismo com bolinhas de tênis (ou limões) durante YYZ, nos shows da hiléia. no mínimo ele também se divertia junto com a gente. o vocalista não é como um saxofonista contratado, que entra, faz o solo de money, e cai fora.

sempre prefiro quando o vocalista também é guitarrista ou pelo menos baixista. a formação do pain of salvation, por exemplo, é perfeita, na minha opinião: ninguém fica sem ter do que se ocupar. fora, claro, o fato de que o pain of salvation tem um time de vocais fudido. o único que não canta é o tecladista.

tem gente que diz que o pink floyd acabou no the wall. essa bobagem acaba ficando pequena quando eu vejo gente dizendo que o pink floyd acabou quando o syd barrett saiu, mas continua sendo uma bobagem. primeiro porque é foda desconsiderar o division bell, que é um dos melhores discos que eu ouvi na minha vida inteira, e é foda também pela falta de critério: se o que vale é a coesão da banda, o pink floyd acabou quando lançou o animals. o the wall já é 90% do waters, que escanteou de vez o gilmour no the final cut.

mesmo que o animals seja o meu preferido do pink floyd, pela energia que tem nele (críticos apontaram o disco como heavy metal), não tenho como negar que o auge foi 1973 com o dark side of the moon. ainda me impressiono como quatro caras conceberam essa obra, e me impressiono mais quando penso que o trabalho foi espetacularmente colaborativo: a única voz que não se ouve é a do nick mason. e é nas vozes que tá um dos grandes trunfos da banda, por ter três vocalistas de características muito diferentes.

o gilmour era provavelmente a voz oficial da banda, já que entrou pra substituir o syd barrett. era o vocal mais completo da banda, com um timbre bonito e versátil, além de talento pra interpretar (ver dogs). nick mason diz no livro inside out que os vocais da banda cresciam quando o gilmour interpretava as linhas imaginadas pelo waters. os vocais de mais força eram essencialmente com ele, como acontece em time ou young lust.
o waters era ácido e irônico quando cantava alto. conseguia parecer realmente louco. nos tons baixos ou vocais de dinâmica baixa, era a encarnação da tristeza e do desespero. essa foi a alma do the wall.
a terceira voz é uma voz difícil de definir. distante das interpretações mais viscerais que os outros dois eram capaz de dar, wright tinha outra tônica: um vocal linear, limpo, simples.

não conheço muitas vozes que conseguem transparecer isso. kevin moore, ex-DT, no chroma key, é o único que fecha perfeitamente. é o cover perfeito do rick wright. o steven wilson, do porcupine tree, também vai nessa linha, mas perde no enigma e ganha na versatilidade.

aparentemente, a voz do rick wright refletia exatamente o que ele era, pelo que se pode ler no inside out. mason define que era difícil de ver wright irritado ou chateado com alguma coisa, dado que ele era mais conhecido por "thinking about thinking". é uma voz pensativa, de fato.
não por menos, pela própria letra, ele entra no refrão de time pra ser uma espécie de fala da razão, e existe algo de enigmático na interpretação dele. também ajuda na letra da etérea echoes, e se repete no personagem passivo de wearing the inside out, no division bell, que aparentemente suporta uma transição de estados, uma situação indefinida, sabendo que é capaz de superar e ressurgir dessa situação.

ontem ainda eu tava comentando com a senhorita e-bow que ao mesmo tempo que o pink floyd não faria sentido sem os shows espetaculares, os shows espetaculares não fariam sentido sem o pink floyd. os stones colocam uma parafernália violenta, mas o carnaval me parece meio gratuito. a performance musical do último show no rio, por exemplo, não sustentou toda a pirotecnia. até na comparação com os shows do rush eu acho que o pink floyd prova que toda a tecnologia casa melhor com eles do que com qualquer outra banda. acho que nada pode ser mais emblemático pra explicar isso do que shine on you crazy diamond no pulse.

independente do enigma publius, o pink floyd tinha o enigma já no som. a mágica era diferente das demais bandas, ainda mais das demais progressivas. por exemplo, em 1973 o yes lançou o close to the edge, que é espetacular, mas parece que esbarra na comparação com o dark side por, na verdade, não ter nada para dizer. ninguém até hoje me explicou o que jon anderson e companhia quiseram dizer com aquelas letras malucas...

calçado sobre acordes de strings e hammonds, bases simples, guitarras inspiradas, efeitos mil e um time de vocais que contava com uma voz enigmática, o pink floyd é um enigma por si só. o publius é desnecessário.


obs: notem que a semana foi pro espaço. não ando conseguindo postar e vou explicar em breve o porquê. mas já é oficialmente uma BIsemana.

sexta-feira, setembro 19, 2008

hey! teacher!

Semana Rick Wright - parte II

naquele 11/08/1994, eu saí do show do pink floyd não com licks ou solos de guitarra na cabeça, mas sim com a linha de baixo de sorrow e vários, vários acordes de strings (os de keep talking, por exemplo) e hammond. na maioria das vezes, apenas tríades, tônica-terça-quinta, mas o suficiente pra sustentar uma músic.

portanto nada mais lógico que eu me tornasse baterista.

sim. baterista. porque também havia gary wallis e sua incrível bateria/percussão. um legítimo showman, pulando pra alcançar os pratos mais altos e tendo ainda um espetacular SINO no kit. learning to fly sozinha já bastava pra ver que ele tava se divertindo pra caralho.

às custas disso, eu ganhei uma bateria eletrônica Yamaha DD-14. a febre durou até 1996, quando eu cansei, frustrado por não ter uma bateria de verdade, a qual nunca rolou. então um dia aconteceu de eu me dar conta que eu conseguia reproduzir os acordes de learning to fly no meu Casio SA-21 ToneBank. eu tinha até um timbre meio parecido com aquele hammond organ. e outro dia, aconteceu de eu me dar conta de que eu tinha dois teclados. e que eu poderia montar um em cima do outro e ter dois timbres ao mesmo tempo. hmmmm...

a mágica aconteceu juntando uma cadeira que eu tinha, com braços. botei um skate atravessado nos braços e montei dois livros. botei o teclado menor na frente de tudo isso, na ponta dos braços, e montei o outro em cima dos livros que estavam em cima do skate. estava feito meu teclado de dois andares. era ridículo. os dois teclados tinham teclas pequenas e no máximo 4 oitavas. mas eu tinha 13 anos, então... dava.

como eu já tinha começado com learning to fly, resolvi partir pro resto do pulse. e tirei 90% dele. nota por nota. foi a partir daí que eu comecei a assimilar a maneira do rick wright de pensar a posição dos teclados dentro das músicas. ficou difícil de dissociar "progressivo" de "teclados" a partir daí, porque claramente eram os acordes e os timbres do cara que definiam boa parte do som do pink floyd.

e ainda hoje eu paro pra pensar no assunto. eu acabei me tornando um tecladista de dedos nervosos. não sei parar quieto e, principalmente na absence of, não resisto a dobrar uma linha de guitarra ou, de repente, ser a guitarra. mas tem horas que um acorde besta, tônica-terça-quinta. ou, mais rebuscados, existem tantos acordes bonitos que, quando bem colocados, parece que criam novas dimensões pruma mesma música. basta saber usar. esse foi o maior ensinamento que eu tive do meu primeiro professor de teclado.

segunda-feira, setembro 15, 2008

the time is gone, the song is over, thought I'd something more to say...

Semana Rick Wright - parte I

volta e meia eu penso o efeito que teria tido na minha vida se eu ou meus pais tivéssemos tido a luz de que aquele teclado Casio SA-21 ToneBank, hoje representado por um Korg e um Tokai, ia ser o início de uma paixão que ia bem além de um simples hobby. eu me ouço tocando e vejo que tudo aquilo que eu aprendi de ouvido, na base de muito esforço e de teorias musicais pessoais e, creio eu, até exclusivas, poderia exigir menos de mim se eu tivesse começado do jeito certo, sem me sujeitar aos vícios de quem aprende sozinho, tentando entender uma língua com raciocínios próprios.

mas eu acho que se eu tivesse feito isso, talvez eu também tivesse me blindado pra sempre da revolução que esse senhor provocaria anos mais tarde, no dia em que ele e uma banda que eu não fazia questão de ir ver definiram o meu amor incondicional pelo progressivo.

naquela noite, eu saí do show do pink floyd não com licks ou solos de guitarra na cabeça, mas sim com a linha de baixo de sorrow e vários, vários acordes de strings (os de keep talking, por exemplo) e hammond. na maioria das vezes, apenas tríades, tônica-terça-quinta, mas o suficiente pra sustentar uma música. mais exatamente, pra sustentar a beleza dos solos de um dos guitarristas mais inspirados de todos os tempos. aliás, eu não sei dizer até que ponto as camas de teclado do rick não foram cruciais pra que os próprios solos do gilmour explodissem in any colour he'd like. o wright fazia a cama, o gilmour fazia a fama.

se eu ou meus pais tívessemos tido a luz de me botar pra fazer aula de piano no instituto de belas artes de rio grande, eu tenho certeza que eu teria me tornado um tecladista espetacular. mas por outro lado, eu provavelmente teria deixado de me impressionar com esse cara, que foi o tecladista mais elegante que eu já vi e ouvi tocar. o rick não precisava de firulas. e é por isso que o gilmour escreveu hoje que nunca tocou com ningúem como ele. os dois sabiam fazer mais com menos, e acho que o progressivo sente falta dessa sensibilidade, hoje em dia.

esse post acabou, mas eu ainda tenho muito a dizer. começa aqui a Semana Rick Wright. até sexta pelo menos, vou tentar escrever um texto por dia sobre esse cara que foi meu primeiro professor de teclado. vai em paz, rick. te vejo no lado negro da lua.

terça-feira, setembro 09, 2008

critérios gastrosexuais.

- ...faz aquilo pra mim? engole tudinho?
- mas nem engolindo nadinha! é nojento!

no dia seguinte, na frente dele, ela repete duas vezes o mocotó dominical.

segunda-feira, setembro 01, 2008

regrado?

são 3 da manhã. depois de escovar os dentes e perceber que eu inconsciente e sorrateiramente tentava comer a pasta de dente, me rendi ao fato de que o café que eu tomei na mariana foi meramente ilustrativo, e que eu estou com uma puta fome.

depois das picanhas mal-passadas de sexta à noite e do filé à parmesão com fritas de ontem no zelig (regado a serramalte, que é sempre bom de ressaltar), iscas de filé ao molho de queijo. é por isso que tá difícil perder 2kg.

e eu nem posso reclamar do fato de eu ter fome ou tar acordado a essa hora. em teoria, no meu trabalho, sou eu que faço o meu horário.

quarta-feira, agosto 27, 2008

fumiga.

duas formigas se encontram na rua.
- oi. eu sou clínico geral.
- oi. eu sou ôto.
- ôto clínico geral?
- otorrinolaringologista.

sexta-feira, agosto 15, 2008

PRO HAIKU PARTA!,
ele gritou.
ninguém riu.

terça-feira, agosto 12, 2008

novidades nas esquerdas e direitas.

lamento, mas não tem nada com política. dei uma atualizada nos links do blog, ali do lado.

finalmente incluí, por exemplo, o gol(pe) de estado, blog futebol/direitístico do stefan e seus comparsas. logo que ele me disse que tava fazendo um blog eu lancei pra ele o desafio: escrever em português em vez de adevoguês. é o maior desafio do mundo pra qualquer estudante de direito escrever pras pessoas e não para as leis. 90% dos testimonials de estudantes de direito no orkut são intragáveis de ler. até os nerds das ciências da computação escrevem melhor...
mas acho que o código legal é mais forte. sei lá.
é engraçado que as opiniões sobre futebol ali são realmente imparciais, exceto quando surgiu um colorado alfinetador ali, que resolveu cantar de galo e... bom. de lá pra cá o inter só tomou na cabeça.

curiosamente, logo em seguida apareceu outro blog com a mesma proposta, o osso de costela, que enfrentou o eterno dilema do "que nome eu boto nessa porra?" antes de ser oficialmente (?) lançado. não lancei o desafio porque achei que não seria o caso. e até agora não foi mesmo. só tenho medo de quando o orontes resolver escrever sobre as leis, porque até agora ele não fez isso de verdade. só fez boas piadas em cima. e a questão proposta sobre a manuela foi muito boa também ehehehe.

e finalmente resolvi exibir meu verdadeiro eu no last.fm. um registro nem tão confiável assim do que eu escuto. o dia que esse treco for fiel MESMO ao que eu ando escutando vai ser quando ele fizer scrobbling no meu carro, que é onde eu realmente gosto de escutar música. acho que a situação em que eu mais sou visto por aí é cantando na direção e air drumming na sinaleira.
pros curiosos da absence of, às vezes pintam as dicas sobre o andamento das próximas músicas ali, já que eu não vou desabilitar scrobbling só pra escutar secretamente as masters que o valmor me manda. ehauihae
qualquer hora também faço aquele esquema afudê do mosaico. me faltou paciência pra fazer, até agora, então se o leandro quiser me passar o código... :P

qualquer hora também vou dar uma reorganizada. os links tão todos misturados, bandas, blogs, amigos, indicações, outros... bagunça geral.

quarta-feira, agosto 06, 2008

po, esqueci justamente de fechar a referência do título do post anterior: nei lisboa me manda de volta pra quando eu era pequeno e nós íamos de carro pro cassino. SEMPRE tocava pra viajar no cosmos não precisa de gasolina.

quinta-feira, julho 31, 2008

teletransporte ACME, nº 4

esses dias me pediram pra elaborar a lista dos 5 principais albums (nunca soube escrever isso no plural) da minha vida, e eu descobri que é impossível. não sei dizer qual é o quinto. e pior: não tenho certeza de que estes são os 4, não necessariamente nessa ordem.
- sting - the soul cages
- pink floyd - division bell
- dream theater - scenes from a memory
- pain of salvation - remedy lane

tem uma porrada de candidatos pro quinto lugar, entre eles: clutching at straws (marillion), synchronicity e ghost in the machine (the police), dark side of the moon (pink floyd), a show of hands (rush), anderson, bruford, wakeman, howe (homônimo), the perfect element pt I (pain of salvation), falling into infinity (dream theater), union (yes), entre vários outros. é o problema de subjetividade, já que cada um contribuiu de algum jeito. na real, isso me deixa meio agoniado, até. eu queria saber qual é o quinto. talvez a lista dos 10 melhores seja mais fácil de fazer. se bem que... aí, a dúvida vai ser quem é o décimo.

ainda ontem eu tava aqui trabalhando e escutando música e, do nada, eu tava indo pro cassino numa sexta-feira à noite, prum churrasco da oceano da FURG. meu pai tá dirigindo e eu tenho 14 ou 15 anos. tudo porque o shuffle do winamp colocou faits divers, do bernard lavilliers, na fila.

aquela foi a noite em que eu me dei conta de que eu gostava de bernard lavilliers. porque ele me manda de volta pra frança, assim como também faz o ten summoner's tales, do sting, ou o elemental, do tears for fears. assim como esse (primeira música), esse (a partir dos 6:43) e, principalmente, o vídeo abaixo me fazem voltar pro momento mais incrível, absurda, sensacional, afudê que eu já vi na minha vida. assim como o liquid tension experiment 1 me faz voltar pra novembro de 1999, quando a gente se mudou e o meu quarto era um colchão no chão e um som no canto. assim como quase tudo que é música me leva de volta pra algum lugar.

ou, ainda, eu também tenho a impressão que por mais que eu conheça um monte de bandas novas e goste delas, no fim das contas, eu vou sempre voltar lá atrás e acabar gostando de todas as músicas e bandas que o meu pai escuta.

aí eu recebo um email dizendo "Poucas pessoas na vida têm o privilégio de trabalhar escutando as musicas dos seus próprios filhos. Eu tenho, e é o que estou fazendo agora."
pois é, pai. são as músicas que tu me fez escutar que, além de me fazer voltar, volta e meia também acabam voltando pra ti.

sexta-feira, julho 25, 2008

os filhos que eu quero ter.

tu vê... quando "surgiu" o saja no grêmio ano passado, numa cobrança de pênalti em montevideo, eu comecei a criar um certo apreço não só pelo goleiro, mas pelo nome dele também.

não me refiro a "saja", idiota. me refiro a sebastián, que nem é o primeiro nome dele (é diego). o cara lá, virando ídolo e eu pensando:
- po. sebastian é um nome bacana. não é excessivamente hermano. também não é "sebastião", que é 100% nordestino. e apesar de ter sílabas demais, é um nome bem forte. taí. é um belo nome pro meu segundo filho.

a mariana não curtiu tanto assim. ah, o nome do primeiro: victor.

quinta-feira, julho 10, 2008

(ausência de)

cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri

quarta-feira, julho 02, 2008

da mesmice.

toda novas bandas se dirá inovadora e original.
todo novo álbum de bandas de metal melódico será mais pesado, mais sinfônico e mais progressivo.
toda nova banda inglesa, tenha ela 2 ou 38 integrantes, será a salvação do rock.
todo novo álbum do dream theater terá uma música já gravada pelo muse.
toda nova agência se dirá diferente.
and so it goes.

terça-feira, junho 24, 2008

... there's a time to meet the maker...

amiga minha ontem me disse que comprou uma revista só pra ver como a fernanda souza operou o milagre da sua autogostosalização... só pra descobrir que o grande segredo era uma lipo. além de uma operação de refação de nariz.

é bem mais fácil quando tu pode nascer de novo. eu, se eu quisesse me tornar um dos maiores tecladistas do mundo, também faria algo nesse estilo. em vez de estudar, me dedicar diariamente ao piano, eu ia simplesmente transplantar o cérebro do jordan rudess pra minha caixola.

e depois alardaria isso me auto-atribuindo todo o mérito do mundo.

quinta-feira, junho 12, 2008

bring to me my big old sweater, nothing more will make me better.

trabalhar em casa tem algumas vantagens. eu poderia ficar no expediente totalmente nu. ou vestido de esquilo. ou poderia, por exemplo, nem tirar a calça do pijama, apenas botando uma de abrigo por cima.

que é exatamente o que eu fiz hoje.

uns vieram me dizer que esse frio era imoral. outros, que era um frio mortal. na boa, esse frio não é nem um nem outro. ou é os dois. não acaba nunca: esse frio é imortal, mesmo.

sexta-feira, junho 06, 2008

morning glory.

acorda e vai na cozinha.
abre a geladeira e pega a coca. abre o armário e pega um prato.
pára, olha e pensa: "porra."

volta na geladeira, guarda a coca e pega o leite.
volta no armário, guarda o prato e pega o copo. também pega o nescau e uma colher.
junta copo, leite, nescau e colher.

vai até a geladeira e guarda o nescau.
pára, olha e diz: "PORRA!"

quinta-feira, junho 05, 2008

a cara do tango.

não torço pra nenhum outro time do brasil senão o grêmio. não faz muito ainda ouvi de alguns "anciões" que não era errado ter um time em cada estado. pensar assim só seria certo se não houvesse um campeonato nacional. mas há, portanto somos todos rivais.

claro... se tu nasceu no rio e tua família era botafoguense, mas tu foi pra curitiba aos 2 anos de idade e te tornou paranista, nada mais normal do que tu dividir tuas paixões entre os dois clubes. tu é um puta dum azarado, na real, mas isso pode ser devido a vários fatores.

ontem, entretanto, eu torci pro flu como torci por eles contra o são paulo. na verdade, não torci pro time: torci pelo renato. não dá pra ignorar um cara que eu tenho certeza que usa sempre, pelo menos, uma cueca do grêmio. no mínimo o pijama dele é azul preto e branco. ainda por cima quando esse cara vai pegar o boca: só faltou ele dizer, que nem o emerson no mundial, que tinha vingado o grêmio dele.

enquanto isso, a comunidade do grêmio tem um racha. enquanto uns torcem por um ídolo eterno, outros dizem que só falta agora os gremistas gritarem o nome do washington e do thiago neves. como somos recalcados... os idiotas argumentam como torcedores de time pequeno: "é melhor que poucos times brasileiros ganhem a libertadores. agora qualquer time sem camisa vai lá e ganha". hilariamente, os colorados deram o mesmo argumento na sua comunidade. surgiram pro mundo ontem e já se acham veteranos no assunto. não sei quem é mais idiota nesse caso.

mas o que interessa MESMO é que dizem que o riquelme, aqueles olhos caídos e expressão chorona que fez uma barreira recuar mais 1 metro além dos 9,15m regulamentares, é a cara do tango. pois ontem ele era só cara de cu.

TE FODE, BUÊCA!

* a montagem genial não é minha. é do yuri ferrer.

quarta-feira, junho 04, 2008

ok, ok... voltei.

mas não 100%. como sou o number 2 da minha agência e a number 1 tá indo viajar, eu assumo.

assumo a posição de number 1, porra.

não. não vou assumir minha viadice. não tenho viadice pra assumir.

enfim. a moral é que os posts sobre o police, buenos aires, demissão da pública, frees do verão, verão, novos projetos, show do iron, não-conclusão da pós e novidades da absence of fica pra depois.

mas talvez eu poste esporadicamente uma e outra bobagem. como sempre. tipo sobre o gambá que cruzou o meu caminho à meia noite de domingo com toda a calma do mundo. e que, na hora de subir a calçada, errou o pulo em 20cm e deu com as fuças no meio-fio. haeiuhaeiuaehahe