sábado, março 28, 2009

a hora da verdade.

é muito bonita essa história de hora do planeta. a intenção é linda, mesmo. mas e o resultado? nenhum. no máximo, constrange algumas pessoas que resolverem deixar as luzes ligadas. porque conscientizar, não conscientiza ninguém. vai encher vários de um falso orgulho.

ok. tou sendo meio xiita, talvez puramente do contra. mas lembro que nada nem ninguém até hoje provou sequer a existência de um aquecimento global. meu pai repete isso há uns 3 anos, pelo menos, e hoje na zero hora tem 2 caras falando isso. na verdade, um deles é uma guria, e ela aponta muito bem o fato de que o suposto aquecimento global é ainda uma IMENSA oportunidade de marketing-da-boca-pra-fora pruma grande variedade de empresas. tem um ex-professor meu da pós-graduação que está investigando exatamente esse fenômeno comunicacional. vem polêmica aí.

e fazer apagão geral é muito bonito em países da europa, na austrália, etc. ou seja, onde existe segurança. segunda-feira veremos as manchetes nos jornais: HORA DO APAGÃO GERA PICOS DE VIOLÊNCIA NO PAÍS.

rendam-se. classe A, B, C ou W, no brasil somos todos moradores da mesma favela. deixem o apagão ilusório pra quem pode. e o planeta? eu desejo muito estar errado, mas acho que human way of life não combina com a preservação da terra. por isso, apesar de o fim dos tempos ser um filme exagerado, eu acho muito justo pensar que a própria natureza bolaria meios de se vingar de nós. todo sistema deve ter seus próprios anticorpos.

o mundo se salva quando os homens se matarem de uma vez.

sexta-feira, março 27, 2009

ZOMBIE EATERS 2.

tem nome de filme B, mas não é.

eu poderia argumentar que o fato de em dezembro o faith no more ter saído de ZERO audições no meu last.fm direto pra segundo lugar geral, com (na época) umas 160 audições, foi somente por causa do show de 5/12/08, que me obrigou a escutar as músicas várias vezes seguidas atrás dos mínimos detalhes. mas na verdade eu deveria agradecer ao nelso da re:floyd por ter me indicado como tecladista para o zed. depois, deveria ter agradecer ao zed por ter me levado a sério mesmo depois de eu dizer que não sabia NADA sobre faith no more, exceto a inevitável epic. e finalmente, agradeço a mim próprio por ter topado mesmo sem achar que fosse um grande desafio.

porque de fato não é um grande desafio, ao menos do ponto de vista técnico. tocar faith no more é uma barbada a maior parte do tempo. o tecladista deles era tão comum ao ponto de eu hoje dizer que TENHO uma banda cover de faith no more e NÃO SABER O NOME DO TECLADISTA DA BANDA. me refiro ao tecladista do FNM, claro. o meu nome eu sei.
o desafio está mais em acertar alguns timbres de efeitos, como os do meio de a small victory. eu refiz todos e ficou muito igual, vide o denis que, no primeiro ensaio junto, não conseguia passar pelo bridge da música sem se matar rindo.

essa história toda também é mais uma prova de que quem conhece as mais ouvidas não conhece a banda. epic é afudê, mas a ironia de midlife crisis é bem mais. a de land of sunshine, também. aliás, eu diria que ironia é o tom da maioria das letras, e eu tenho que reconhecer que o maluco do mike patton, principalmente depois da fase "voz de pato" (sem intenção de trocadilho) do the real thing, escreve coisas que, se não são obras primas, são pelo menos percepções bem pinçadas do que a gente vê por aí. vale a pena ler a letra de everything's ruined pensando, por exemplo, na crise hipotecária dos EUA e atual crise mundial. dá até pra ver os donos dos bancos americanos e os idealizadores do sistema econômico vigente cantando o final da música: a letra catastrófica diz "now everything's ruined, yeah yeah" e o instrumental segue num clima mezzo feliz mezzo glamouroso. é a materialização musical de um belíssimo sorriso amarelo.

a ironia segue na letra de the gentle art of making enemies. o pré-refrão dela sozinho é de se mijar rindo, ainda por cima com a atuação do patton. melhor dizendo, a atuação do patton é sempre espetacular. esse é o azar do zed: ele tem que coverizar um cara completamente insano e insanamente completo. nunca ouvi um vocal tão completo quanto o mike. grave, médio, agudo, gritando, urrando, suave, na manha... o cara faz qualquer coisa, e eu não tou exagerando.

e tem ainda ricochet, que me lembra muito vicarious, do tool, graças a esse verso:
it's always funny until someone gets hurt
and then it's just hilarious!
ou então tem o baixo sexy de evidence, que depois eu descobri que era uma música que eu gostava, lá por volta de 95. nunca esqueci do clipe da banda no aquário. ou então last cup of sorrow! ou então...

também é legal descobrir a origem de algumas coisas que eu conhecia há muito tempo. sempre ouvi que faith no more era uma das maiores influências do daniel gildenlöw, do pain of salvation. é óbvio que, musicalmente, o pain of salvation vai MUITO além do faith no more, não tem comparação. mas as influências de fato tão na cara. achei até uma linha vocal de ashes em last cup of sorrow, na cara dura. o daniel realmente pegou várias técnicas e estilos vocais do patton.

enfim. o show tá aí. se alguém puder comparecer, favor fazê-lo. e eu, na próxima vez que eu tiver que tirar 16 músicas prum setlist de banda cover, vou lembrar de desabilitar o scrobbling do last.fm. as estatísticas mentem!

quinta-feira, março 26, 2009

emos.

grande discussão filosófica pós almoço, via msn, com meu caro e quase-doutor amigo arthur:
- com quem os emos acasalam?
- emas.
- pelo menos acasalam com o sexo certo.
- o problema é: como identificar uma ema? a franja, a voz e o jeito são iguais.
- e a maquiagem também.

sexta-feira, março 20, 2009

a teoria da relatividade revisitada.

em janeiro e fevereiro o meu problema para postar aqui foi o volume de trabalho: eu tive muito pouco. quanto menos trabalho eu tenho, mais eu fico atucanado com o pouco que ele é, e mais tempo total eu perco nele.
com tempo demais sobrando, eu ficava muito preocupado em não perder tempo com nada.
preocupado, na verdade, em não perder tempo com coisas que eu gostaria de fazer em detrimento das que eu tinha que fazer, eu acabo perdendo o mesmo tempo com coisas que eu sequer pensei em fazer, mas apareceram na minha frente aleatoriamente.

exemplo prático: eu poderia estar postando um texto legal, mas acabei perdendo tempo escrevendo isso.

mesmo assim, isso tudo me parece uma boa idéia de texto pra este blog, e eu gostaria de postar. mas existe tanto tempo e tantas idéias a serem perdidos entre eu digitar a primeira letra e anotar o último ponto que é muito provável que a qualquer momento surja outra coisa tão inútil quanto, porém muito mais imprevista e irresistível, que tome o lugar do post e faça com que eu atrase ele em vários dias. ou, até, o suficiente pra esquecer dele.
e aí acaba que tu nunca leu nada disso, porque eu nunca escrevi.

terça-feira, março 17, 2009

there goes the sun, tchurururu...

hoje em dia é difícil NÃO achar um texto que comece com "a internet e a globalização cada vez mais nos dão a sensação de que o mundo gira mais rápido". não necessariamente nessas palavras, mas sempre com esse sentido. eu mesmo já devo ter escrito isso pelo menos umas 10 vezes.

esse negócio de escrever sobre as músicas dos meus verões me fez parar pra pensar se eu não tinha mesmo nenhum "winter song". e eu tenho, mas a questão não é bem se a música existe ou não. a questão é que eu raramente tenho saudade do inverno. nunca parei nostalgicamente pra dizer:
- aquele inverno de 2003 foi do caralho...

acho que sei o motivo. o verão é uma coisa preciosa. a diferença é que, depois de velho, o verão é nos fins de semana ou a partir das 19h dos dias úteis, e só durante uns 3 meses. o inverno não. o inverno é 24 horas por dia, 7 dias por semana, 9 meses por ano - não tem um natal pra dizer quando começa nem um carnaval pra dizer quando termina.

a internet e a globalização cada vez mais nos dão a sensação de que o mundo gira mais rápido. por exemplo: já estamos no meio do frio, mas parece que ainda ontem era verão em porto alegre.

opa, mas peraí, porra... hoje é dia 17 de março!
AINDA É VERÃO EM PORTO ALEGRE!

sexta-feira, março 13, 2009

summer song.

tou escutando armor and sword do rush pela décima vez hoje. é a quarta seguida. eu só sei disse porque o last.fm registrou. eu já tinha perdido a conta. talvez até eu tenha escutado bem mais vezes que isso, porque eu volto no início da música antes dela terminar, e aí o site não registra a música.

foi a minha música do verão. nas minhas idas ao cassino, indo pra praia com meu irmão ou saindo de noite, em algum momento resolvi dar mais uma chance pro snakes and arrows, que não me chamou atenção quando saiu. praticamente não consegui mais passar dessa faixa. o refrão dela tem aquelas harmonias gordas do alex lifeson e uma melodia simples: simplesmente não poderia ser outra. a letra é boa, também. o peart já fez coisas melhores sobre circunstâncias da vida, traumas e esperança, mas "no one gets to their heave without a fight" encaixa tão bem no refrão que não dá pra falar mal.

mas enfim... é a música do verão de 2009. sempre tem a música do verão, ou até o disco do verão. em algum momento acontece essa mágica, em que uma melodia fica como emblemática de todo um verão. dá pra fazer uma lista:

198x, scorpions - still loving you: não sei que ano foi isso, mas eu tinha uns 4 ou 5 anos e era fanático por scorpions.

1988, sting - driven to tears (versão ao vivo do bring on the night).

1989, várias do the police (e do rod stewart, porque era o outro lado da fita k7).

1991, sting - all this time: foi a música escolhida pro garota verão.

1993, tears for fears - break it down again: passava 60 vezes por dia na MTV inglesa. e merecia.

1994, uma caralhada: peter gabriel - red rain / crash test dummies - mmm mmm mmm e god shuffled his feet / marillion - cover my eyes: cada uma numa circunstância completamente diferente. valem um post.

1995, pink floyd - pulse inteiro / tears for fears - raoul and the kings of spain.

1997, fish - incommunicado / rush - the big money: no carro do meu tio, na casa da praia no litoral norte.

2000, liquid tension experiment / acid rain e biaxident: o mais nerd de todos os meus verões. eu tinha levado um pé na bunda em novembro e metade do verão ia ser na cidade. minha técnica de piano deu um boom.

2001, symphony x - evolution (the grand design) / encores, legends and paradox (tributo ao ELP) - karn evil 9, first impression: o SX eu garanto que foi a música do verão pra mim e pra todo mundo na hiléia.

2002, dream theater - the glass prison, blind faith, solitary shell: não por menos eu acho blind faith a melhor música do DT.

2003, hiléia - the worst day of your life: foi a única vez que eu coloquei uma música alta no meu carro na praia do cassino. ninguém ia saber o que era aquilo, mas a gente tinha recém gravado a música, e era nossa.

2004, pain of salvation - undertow: deus canta.

2005, pain of salvation - iter impius, diffidentia, vocari dei...: deus continua cantando. na real, esse verão foi do BE tocando inteiro em alto e bom som na casa do cassino.

pros anos que faltaram não me veio nada. talvez quando eu escutar a música ela me leve de volta pras suas respectivas lembrórias.
enquanto isso, fico aqui voltando pros fins de semana de sol do cassino nesse já distante verão de 2009. e matutando por que será que eu nunca tenho uma "música do inverno".

quarta-feira, março 04, 2009

a solução de todos os problemas.

o flamengo vai jogar em campo grande hoje pela copa do brasil, contra o ivinhema. a torcida local (a do ivinhema, que fique claro. você pode ser funcionário da globo, e a globo acha que o brasil inteiro torce pro flamengo) está espremida num dos cantos dos estádios, uma grande minoria.

graças à tv, é cada vez mais assim: quanto mais fraco o futebol da região, mais cresce o contingente de flamenguistas e corinthianos. é só o que eles conhecem do circo. no nordeste, então, é uma piada. tanto é que a torcida do vitória teve a genialidade de botar a faixa "vergonha do nordeste" no jogo contra o flamengo.

pois taí a salvação do nordeste. se governo, cbf e flamengo fossem espertos, marcariam uma série de amistosos do flamengo e do corinthians com times locais, talvez até mini-torneios. levantariam uma grana preta em qualquer cidade que passassem, mesmo a ingressos com preços acessíveis. fora os patrocinadores, porque obviamente ia ter alto televisionamento: qualquer cidade que fosse o jogo, todo o nordeste e o centro-oeste, talvez até santa catarina, iam ficar vidrados nesses jogos.

e seriam as vergonhas de suas respectivas regiões. heiuahae

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

obama's elf.

sei que eu tenho faltado com o meu dever cívico de postar no blog. eu continuo escrevendo posts mentais, mas escrever eles de fato envolve uma árdua negociação com a fadiga, e meus poderes de negociação, com esse calor todo, andam ridículos.

em todo caso, isso eu não podia deixar passar. obrigado ao lourenço e ao gustavo por ter lembrado disso em meio às cervezas de ontem.

terça-feira, janeiro 06, 2009

improviso - uma rapidinha sem cuspe.

joão tinha um baixo de 9 cordas. um dia ele chegou em casa e, sem achar o instrumento, gritou:
- MÃÃÃÃE! cadê meu baixo?
sua mãe parou de passar a camisa e pensou:
- droga. perdi minha tábua de passar de novo.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

ZOMBIE EATERS.

fugindo COMPLETAMENTE daquilo que eu costumo fazer musicalmente, sexta 5/12 estarei no Manara tocando com um projeto Faith No More cover. justiça seja feita: que bom que eu aceitei o convite do zed pra fazer o show. é aquela velha história: se tu escuta só o que dá na rádio, tu não conhece a banda. ou tu não associa a música dela ao nome dela. eu conhecia midlife crisis, por exemplo, mas não fazia idéia de quem era a música. pior - nunca lembrava dela. E É UM SOM DO CARALHO!

enfim. flyer abaixo. é só clicar e ver qual é que é. todos lá.

piada d' port'guêish.

não baseada em, mas sim os próprios FATOS reais. vulgo piada pronta.

1.
Após uma boa noite de sono... Feliz Natal diz (12:30):
oi vinicius, eu sou o ricardo caso vc n se lembre eu sou um dos portugueses que passou pela Agencia Junior em 2004... estou aqui com uma dificuldade de tradução de brasileiro/portugues será que vc me podia dar uma ajuda???
vinícius | www.myspace.com/absenceofbr diz (12:30):
claro que lembro, cara!
e aí? tudo tranquilo?
Após uma boa noite de sono... Feliz Natal diz (12:30):
o que significa ..."tou ficando atoladinha----2'
vinícius | www.myspace.com/absenceofbr diz (12:30):
HAEUHAEIUHEAIUHIUEAHEAHI

2.
Após uma boa noite de sono... Feliz Natal diz (12:47):
e como vai a carreira de musica
vinícius | www.myspace.com/absenceofbr diz (12:58):
sempre indo
tou com a minha banda nova, gravando músicas e jogando no myspace
www.myspace.com/absenceofbr
Após uma boa noite de sono... Feliz Natal diz (13:06):
tou ouvindo
tu te lembra de eu falar de uma banda portuguesa de metal mt boa?
http://www.myspace.com/absenceofbr
vinícius | www.myspace.com/absenceofbr diz (13:17):
talvez
mas esse link aí que tu me deu é o meu
Após uma boa noite de sono... Feliz Natal diz (13:17):
http://www.myspace.com/moonspell
vinícius | www.myspace.com/absenceofbr diz (13:17):
ah
lembro sim
tem um amigo meu que gosta muito dessa banda
Após uma boa noite de sono... Feliz Natal diz (13:17):
para de pensar q o portugues é burro
vinícius | www.myspace.com/absenceofbr diz (13:18):
AHAHAHAHA
Após uma boa noite de sono... Feliz Natal diz (13:18):
foi um pequeno erro
vinícius | www.myspace.com/absenceofbr diz (14:08):
hehehehe
acontece

quinta-feira, novembro 20, 2008

quarta-feira, novembro 12, 2008

TOMA!!! TOMA, MERDA!!!

TERMINEI O MONSTRO. 91 PÁGINAS DE PÓS-GRADUAÇÃO.

sou um novo homem. quer dizer... amanhã serei um novo homem. no momento, sou um cara que deitou às 2:10 da madruga com sono e sem solução pra algumas questões do plano de comunicação final do curso. 10 minutos depois eu balancei pra dentro dum sonho mas não caí. fui trazido de volta por uma cachorrada filha-da-puta que se botou a latir aqui na volta de casa. mas por algum motivo completamente doido, foi nesse exato momento que a minha cabeça maquinou as minhas dúvidas e de repente tudo se resolveu.

2:30 eu tava de novo no computador, agora produzindo de verdade. desde então não olhei mais pra minha cama, porque além de terminar o trabalho eu tenho que imprimir 3 vias, cheias de gráficos e imagens e peças que eu criei pra rechear o trabalho e compensar o fato de que eu subestimei ele em maio, na primeira vez.

não faço idéia que nota vão me dar, mas modéstia à parte, ficou do caralho. e o animal do cliente, que me boicotou sistematicamente com informações que ele sabia que eu precisava na reta final, não vai pôr em prática.

enfim. agora eu volto a ter TEMPO. tempo pra música, pro esporte, pros pássaros, pros filmes, pro fim-de-semana, pra mariana, pro sono, pro sexo, pro sábado, pro domingo, pro grêmio, pra absence of, prum tal dum show que eu vou fazer com uma banda cover de faith no more... pro ócio.

e será que isso significa que eu vou postar mais? claro que não. a desorganização sempre toma conta de todo o espaço que ela encontra disponível. na real, eu vou dar um jeito de fuder com todo o meu tempo de novo. e aí... TOMA, MERDA!!! TOMA!!!

quarta-feira, novembro 05, 2008

coisas do demo.

era sexta. minhas primas cantavam uma música, provavelmente algo de high school musical. "...saber que o tempo já passou...", "...mas que ainda há tempo para nós...", coisas do tipo. ou talvez seja a última música da kelly key, "...você é o cara...", "...a pessoa mais linda do mundo...". as duas sabem a música de cor.

só que uma tem recém-completos 9 anos. e a outra tem 5.

não tá certo. ISSO NÃO PODE TAR CERTO!

segunda-feira, novembro 03, 2008

nomenclausura

todo mundo lembra meu nome
eu não lembro o de ninguém

tu, no name
me nomeias
e eu, no meio
minado
meneio
...que merda.

essa é a questão
do momento:
o dito como não-dito
sempre o maldito
esquecimento

vai, então
me diz de novo
teu nome
em vão.

---
isso tava nos meus arquivos há muito tempo... mais uma daquelas coisas que eu escrevo, aí na hora eu não gosto e arquivo. meses ou anos depois eu leio, acho perfeito e não entendo por que raios eu arquivei.

e muito oportuno, já que hoje eu fui me despedir do marcos luconi e chamei ele de luís crispino. foda.

terça-feira, outubro 28, 2008

esboço de anúncio para a playboy da cláudia ohana.

(partindo da suposição de que essa vez ela vem com tudo raspado, como é possível imaginar a partir desta foto).

foto 1, texto "Antes." (ou "1985.")

foto 2, texto "Depois." (ou "2008.")
texto assinatura: Cláudia Ohana na Playboy de novembro. O aquecimento é global.
assina logotipo.

obs1: diretor de arte, favor eliminar ou amenizar ou aspecto "estrias" da foto. ou achar foto de deserto liso.
obs2: é página simples ou é página dupla?

quinta-feira, outubro 23, 2008

o mercado global.

quem trabalha com comunicação sente isso direto: quando bate a crise no mundo, não interessa se teu cliente é pequeno ou grande, se ele trabalha direto com negociações em dólar ou não. o cobertor é curto e furado. quando puxarem, quem vai ser destapado É TU.

uma crise dessas é a prova de que qualquer planejamento é utópico. quando eu escrevi a minha análise de macro-ambiente econômico pro meu plano de conclusão da pós-graduação, em maio, o resumo da ópera era:
VÂMO FUNDO! até o final do ano o dólar bate nos R$ 1,50, o crédito não vai parar de aumentar pro consumidor brasileiro e a putada tá metendo o pé na jaca!

no dia 3 junho, eu lembro muito bem que a coisa começou a mudar. as ações da petrobras, por exemplo, despencaram legal, do nada. aliás, do nada não: provavelmente porque neste dia eu coloquei uma certa grana em fundos de investimento. e agora eu tou reescrevendo a parte de análise econômica. claro, como preza a boa conduta do vinícius (resumida na frase da saudosa vó do samuca, que eu nunca conheci: "quem guarda, tem") eu não joguei nada fora. eu apenas troquei todo o texto pelo condicional e iniciei um novo parágrafo, no final, que começa com O cenário financeiro, entretanto, sofreu em poucos meses uma reviravolta gigantesca...

em paralelo a isso, eu sempre imagino as divisões estratégicas das empresas no momento em que estourou a bolha do crédito imobiliário nos EUA:
- senhores, precisamos nos ajustar à crise financeira mundial.
- já estamos ajustados, senhor!
- já?
- sim! o mundo está em crise, e nós também, senhor.

terça-feira, outubro 21, 2008

estimativas

segundo o matemático tristão garcia, são grandes as chances de que o meu próximo post seja... na próxima semana.

segunda-feira, outubro 13, 2008

matando rick wright.

Última parte do Semestre Rick Wright, mas ninguém garante.

é complicado matar quem já morreu, mas vamos lá. eu era pra ter feito um show com a re:floyd, banda cover de... ahm... pink floyd no dia 13 de setembro, no garagem hermética. o tecladista dos caras tinha show com uma outra banda, e eu já tava me preparando pra tirar umas 6 ou 7 músicas quando o nelso, guitarrista/líder do esquema, me disse que o outro show do tecladista tinha sido cancelado.

meio frustrante. eu mesmo já tive a minha pink floyd cover em rio grande. eu me jogaria em qualquer oportunidade que me oferecessem de tocar pink floyd numa banda j
á pronta e ensaiada, em que o mala perfeccionista aqui pudesse simplesmente chegar, tocar, arrumar o que tem pra arrumar (sempre tem) e depois só curtir. eles fizeram o show. eu não toquei. e dois dias depois morreu o rick wright.

agora sim: completamente frustrante.

deixei uma mensagem offline no msn do nelso: "QUERO TOCAR NO PRIMEIRO SHOW QUE APARECER". pedi, levei. fui atendido em questão de 15 minutos. ele me ligou me perguntando se eu topava fazer um show em
imbé, no joe's, no dia 27 de setembro. bastava eu dizer "sim" e a vaga era minha, o outro tecladista que se danasse se cancelasse o show da outra banda dele. topei na hora, é claro, e aí o nelso começou a passar o set list de apenas... 22 músicas, incluindo coisas que eu nunca tinha tirado, como DOGS, a versão original de SHINE ON e, pra finalizar, ECHOES, que nem sequer gosto muito. confirmei que eu tava dentro, mas aí eu já tava apavorado: era quinta-feira 18/09, eu só ia poder começar a trabalhar nas músicas na segunda-feira e eu não tinha praticamente nenhum timbre.

a sorte me abraçou e me deu uma pauta tranqüila na player (a agência "na qual" eu trabalho) durante aquela semana. eu trabalho em casa, logo ninguém ia estranhar que eu estivesse tocando teclado no meio do escritório. foi algo alucinante: eu tinha que timbrar 80% do dark side of the moon. dogs sozinha me tomou 16 horas ininterruptas de trabalho. learning to fly, uma tarde. comfortably numb seria uma barbada se fosse a versão do pulse, mas a original complica.


no total, calculo que foram entre 50 e 60 horas SÓ de edição de timbres no korg. felizmente o tokai tx-5 evitou que eu tivesse que programar os timbres de hammond, também. e o show foi excelente: 2 horas e meia de pink floyd sem parar, com uma galera pequena, mas que tava curtindo pra caralho. o palco era bastante espaçoso e, coincidentemente, lembrava o palco do PULSE. tinha até um laser. e, pela primeira vez na minha vida, eu fiz solo de cachorro e de vento, sem falar nos efeitos de avião e de helicóptero.

e eu tive que aprender a tocar as músicas nas versões originais. sempre tirei tudo pelo PUL
SE, e descobri que existe uma boa diferença entre os arranjos dos discos e os arranjos de 94. confirmei a impressão que eu sempre tive de que no dvd o rick é um músico preguiçoso. os arranjos mais complicados são quase todos feitos pelo jon carin, enquanto o rick faz acordes simples e distribui sorrisos.

num post passado eu disse que tudo se baseava em tríades no trabalho dele. pois bem, me enganei. diferente dos seus últimos registros ao vivo, o wright da década de 70 era uma mente em ebulição completa. é provável que musicalmente ele tenha sido o melhor dos floyd. em shine on e dogs, eu descobri que ele subverte escalas, aplicando umas harmonias tortas. no pulse, ele simplifica shine on, cortando uns acordes diminutos que eram espetaculares.

juntando com o que nick mason diz no inside out, que em 94 o jon carin foi fundamental pra recuperar a auto-estima musical do wright, eu fiquei me perguntando: será que o wright já não tava musicalmente morto desde o the wall, ou até antes? é difícil de conceber que o mesmo cara que criou duas das peças fundamentais (the great gig in the sky e us and them) do disco fundamental dos anos 70 tenha caído tanto por nada. me parece que o roger waters matou um pouco dele já naquela época.

então eu cheguei no ensaio da absence of hoje (domingo) à noite com meus dois teclados, pra ver co
mo eu me saía com eles fora do pink floyd. o korg ainda tava com todos os timbres do show de imbé. mas, como sempre, íamos abrir o ensaio com blank, pra aquecer. em 5 segundos eu inseri meu cartão de memória pra dar load nos timbres da banda e me dei conta de que eu não tinha salvo os timbres da re:floyd. eu tinha acabado de deletar 5 dias de edição de timbres que eu considerei como 95% perfeitos em relação ao próprio pink floyd.

que merda... doeu um pouco menos do que a própria notícia da morte dele, mas simbolicamente foi mais ou menos como se eu tivesse matado o cara. de novo.

mais fotos do show aqui. e pra fechar, meu set completo pela primeira vez em ação.