quinta-feira, setembro 25, 2008

o outro enigma do pink floyd.

Semana Rick Wright - parte III

muito antes de ter sido revelado (?) o enigma publius, ou pelo menos a existência dele, o pink floyd já tinha um enigma bem mais presente.

formações de banda são algo intrigante. eu sou contra, na verdade, bandas que possuem um vocalista-vocalista, caso da hiléia e da absence of. me incomoda bastante, por exemplo, os shows do dream theater, onde o labrie some do palco por vários minutos durante as sessões instrumentais. acho isso tão ruim que eu realmente gostava quando o diogo fazia malabarismo com bolinhas de tênis (ou limões) durante YYZ, nos shows da hiléia. no mínimo ele também se divertia junto com a gente. o vocalista não é como um saxofonista contratado, que entra, faz o solo de money, e cai fora.

sempre prefiro quando o vocalista também é guitarrista ou pelo menos baixista. a formação do pain of salvation, por exemplo, é perfeita, na minha opinião: ninguém fica sem ter do que se ocupar. fora, claro, o fato de que o pain of salvation tem um time de vocais fudido. o único que não canta é o tecladista.

tem gente que diz que o pink floyd acabou no the wall. essa bobagem acaba ficando pequena quando eu vejo gente dizendo que o pink floyd acabou quando o syd barrett saiu, mas continua sendo uma bobagem. primeiro porque é foda desconsiderar o division bell, que é um dos melhores discos que eu ouvi na minha vida inteira, e é foda também pela falta de critério: se o que vale é a coesão da banda, o pink floyd acabou quando lançou o animals. o the wall já é 90% do waters, que escanteou de vez o gilmour no the final cut.

mesmo que o animals seja o meu preferido do pink floyd, pela energia que tem nele (críticos apontaram o disco como heavy metal), não tenho como negar que o auge foi 1973 com o dark side of the moon. ainda me impressiono como quatro caras conceberam essa obra, e me impressiono mais quando penso que o trabalho foi espetacularmente colaborativo: a única voz que não se ouve é a do nick mason. e é nas vozes que tá um dos grandes trunfos da banda, por ter três vocalistas de características muito diferentes.

o gilmour era provavelmente a voz oficial da banda, já que entrou pra substituir o syd barrett. era o vocal mais completo da banda, com um timbre bonito e versátil, além de talento pra interpretar (ver dogs). nick mason diz no livro inside out que os vocais da banda cresciam quando o gilmour interpretava as linhas imaginadas pelo waters. os vocais de mais força eram essencialmente com ele, como acontece em time ou young lust.
o waters era ácido e irônico quando cantava alto. conseguia parecer realmente louco. nos tons baixos ou vocais de dinâmica baixa, era a encarnação da tristeza e do desespero. essa foi a alma do the wall.
a terceira voz é uma voz difícil de definir. distante das interpretações mais viscerais que os outros dois eram capaz de dar, wright tinha outra tônica: um vocal linear, limpo, simples.

não conheço muitas vozes que conseguem transparecer isso. kevin moore, ex-DT, no chroma key, é o único que fecha perfeitamente. é o cover perfeito do rick wright. o steven wilson, do porcupine tree, também vai nessa linha, mas perde no enigma e ganha na versatilidade.

aparentemente, a voz do rick wright refletia exatamente o que ele era, pelo que se pode ler no inside out. mason define que era difícil de ver wright irritado ou chateado com alguma coisa, dado que ele era mais conhecido por "thinking about thinking". é uma voz pensativa, de fato.
não por menos, pela própria letra, ele entra no refrão de time pra ser uma espécie de fala da razão, e existe algo de enigmático na interpretação dele. também ajuda na letra da etérea echoes, e se repete no personagem passivo de wearing the inside out, no division bell, que aparentemente suporta uma transição de estados, uma situação indefinida, sabendo que é capaz de superar e ressurgir dessa situação.

ontem ainda eu tava comentando com a senhorita e-bow que ao mesmo tempo que o pink floyd não faria sentido sem os shows espetaculares, os shows espetaculares não fariam sentido sem o pink floyd. os stones colocam uma parafernália violenta, mas o carnaval me parece meio gratuito. a performance musical do último show no rio, por exemplo, não sustentou toda a pirotecnia. até na comparação com os shows do rush eu acho que o pink floyd prova que toda a tecnologia casa melhor com eles do que com qualquer outra banda. acho que nada pode ser mais emblemático pra explicar isso do que shine on you crazy diamond no pulse.

independente do enigma publius, o pink floyd tinha o enigma já no som. a mágica era diferente das demais bandas, ainda mais das demais progressivas. por exemplo, em 1973 o yes lançou o close to the edge, que é espetacular, mas parece que esbarra na comparação com o dark side por, na verdade, não ter nada para dizer. ninguém até hoje me explicou o que jon anderson e companhia quiseram dizer com aquelas letras malucas...

calçado sobre acordes de strings e hammonds, bases simples, guitarras inspiradas, efeitos mil e um time de vocais que contava com uma voz enigmática, o pink floyd é um enigma por si só. o publius é desnecessário.


obs: notem que a semana foi pro espaço. não ando conseguindo postar e vou explicar em breve o porquê. mas já é oficialmente uma BIsemana.

sexta-feira, setembro 19, 2008

hey! teacher!

Semana Rick Wright - parte II

naquele 11/08/1994, eu saí do show do pink floyd não com licks ou solos de guitarra na cabeça, mas sim com a linha de baixo de sorrow e vários, vários acordes de strings (os de keep talking, por exemplo) e hammond. na maioria das vezes, apenas tríades, tônica-terça-quinta, mas o suficiente pra sustentar uma músic.

portanto nada mais lógico que eu me tornasse baterista.

sim. baterista. porque também havia gary wallis e sua incrível bateria/percussão. um legítimo showman, pulando pra alcançar os pratos mais altos e tendo ainda um espetacular SINO no kit. learning to fly sozinha já bastava pra ver que ele tava se divertindo pra caralho.

às custas disso, eu ganhei uma bateria eletrônica Yamaha DD-14. a febre durou até 1996, quando eu cansei, frustrado por não ter uma bateria de verdade, a qual nunca rolou. então um dia aconteceu de eu me dar conta que eu conseguia reproduzir os acordes de learning to fly no meu Casio SA-21 ToneBank. eu tinha até um timbre meio parecido com aquele hammond organ. e outro dia, aconteceu de eu me dar conta de que eu tinha dois teclados. e que eu poderia montar um em cima do outro e ter dois timbres ao mesmo tempo. hmmmm...

a mágica aconteceu juntando uma cadeira que eu tinha, com braços. botei um skate atravessado nos braços e montei dois livros. botei o teclado menor na frente de tudo isso, na ponta dos braços, e montei o outro em cima dos livros que estavam em cima do skate. estava feito meu teclado de dois andares. era ridículo. os dois teclados tinham teclas pequenas e no máximo 4 oitavas. mas eu tinha 13 anos, então... dava.

como eu já tinha começado com learning to fly, resolvi partir pro resto do pulse. e tirei 90% dele. nota por nota. foi a partir daí que eu comecei a assimilar a maneira do rick wright de pensar a posição dos teclados dentro das músicas. ficou difícil de dissociar "progressivo" de "teclados" a partir daí, porque claramente eram os acordes e os timbres do cara que definiam boa parte do som do pink floyd.

e ainda hoje eu paro pra pensar no assunto. eu acabei me tornando um tecladista de dedos nervosos. não sei parar quieto e, principalmente na absence of, não resisto a dobrar uma linha de guitarra ou, de repente, ser a guitarra. mas tem horas que um acorde besta, tônica-terça-quinta. ou, mais rebuscados, existem tantos acordes bonitos que, quando bem colocados, parece que criam novas dimensões pruma mesma música. basta saber usar. esse foi o maior ensinamento que eu tive do meu primeiro professor de teclado.

segunda-feira, setembro 15, 2008

the time is gone, the song is over, thought I'd something more to say...

Semana Rick Wright - parte I

volta e meia eu penso o efeito que teria tido na minha vida se eu ou meus pais tivéssemos tido a luz de que aquele teclado Casio SA-21 ToneBank, hoje representado por um Korg e um Tokai, ia ser o início de uma paixão que ia bem além de um simples hobby. eu me ouço tocando e vejo que tudo aquilo que eu aprendi de ouvido, na base de muito esforço e de teorias musicais pessoais e, creio eu, até exclusivas, poderia exigir menos de mim se eu tivesse começado do jeito certo, sem me sujeitar aos vícios de quem aprende sozinho, tentando entender uma língua com raciocínios próprios.

mas eu acho que se eu tivesse feito isso, talvez eu também tivesse me blindado pra sempre da revolução que esse senhor provocaria anos mais tarde, no dia em que ele e uma banda que eu não fazia questão de ir ver definiram o meu amor incondicional pelo progressivo.

naquela noite, eu saí do show do pink floyd não com licks ou solos de guitarra na cabeça, mas sim com a linha de baixo de sorrow e vários, vários acordes de strings (os de keep talking, por exemplo) e hammond. na maioria das vezes, apenas tríades, tônica-terça-quinta, mas o suficiente pra sustentar uma música. mais exatamente, pra sustentar a beleza dos solos de um dos guitarristas mais inspirados de todos os tempos. aliás, eu não sei dizer até que ponto as camas de teclado do rick não foram cruciais pra que os próprios solos do gilmour explodissem in any colour he'd like. o wright fazia a cama, o gilmour fazia a fama.

se eu ou meus pais tívessemos tido a luz de me botar pra fazer aula de piano no instituto de belas artes de rio grande, eu tenho certeza que eu teria me tornado um tecladista espetacular. mas por outro lado, eu provavelmente teria deixado de me impressionar com esse cara, que foi o tecladista mais elegante que eu já vi e ouvi tocar. o rick não precisava de firulas. e é por isso que o gilmour escreveu hoje que nunca tocou com ningúem como ele. os dois sabiam fazer mais com menos, e acho que o progressivo sente falta dessa sensibilidade, hoje em dia.

esse post acabou, mas eu ainda tenho muito a dizer. começa aqui a Semana Rick Wright. até sexta pelo menos, vou tentar escrever um texto por dia sobre esse cara que foi meu primeiro professor de teclado. vai em paz, rick. te vejo no lado negro da lua.

terça-feira, setembro 09, 2008

critérios gastrosexuais.

- ...faz aquilo pra mim? engole tudinho?
- mas nem engolindo nadinha! é nojento!

no dia seguinte, na frente dele, ela repete duas vezes o mocotó dominical.

segunda-feira, setembro 01, 2008

regrado?

são 3 da manhã. depois de escovar os dentes e perceber que eu inconsciente e sorrateiramente tentava comer a pasta de dente, me rendi ao fato de que o café que eu tomei na mariana foi meramente ilustrativo, e que eu estou com uma puta fome.

depois das picanhas mal-passadas de sexta à noite e do filé à parmesão com fritas de ontem no zelig (regado a serramalte, que é sempre bom de ressaltar), iscas de filé ao molho de queijo. é por isso que tá difícil perder 2kg.

e eu nem posso reclamar do fato de eu ter fome ou tar acordado a essa hora. em teoria, no meu trabalho, sou eu que faço o meu horário.

quarta-feira, agosto 27, 2008

fumiga.

duas formigas se encontram na rua.
- oi. eu sou clínico geral.
- oi. eu sou ôto.
- ôto clínico geral?
- otorrinolaringologista.

sexta-feira, agosto 15, 2008

PRO HAIKU PARTA!,
ele gritou.
ninguém riu.

terça-feira, agosto 12, 2008

novidades nas esquerdas e direitas.

lamento, mas não tem nada com política. dei uma atualizada nos links do blog, ali do lado.

finalmente incluí, por exemplo, o gol(pe) de estado, blog futebol/direitístico do stefan e seus comparsas. logo que ele me disse que tava fazendo um blog eu lancei pra ele o desafio: escrever em português em vez de adevoguês. é o maior desafio do mundo pra qualquer estudante de direito escrever pras pessoas e não para as leis. 90% dos testimonials de estudantes de direito no orkut são intragáveis de ler. até os nerds das ciências da computação escrevem melhor...
mas acho que o código legal é mais forte. sei lá.
é engraçado que as opiniões sobre futebol ali são realmente imparciais, exceto quando surgiu um colorado alfinetador ali, que resolveu cantar de galo e... bom. de lá pra cá o inter só tomou na cabeça.

curiosamente, logo em seguida apareceu outro blog com a mesma proposta, o osso de costela, que enfrentou o eterno dilema do "que nome eu boto nessa porra?" antes de ser oficialmente (?) lançado. não lancei o desafio porque achei que não seria o caso. e até agora não foi mesmo. só tenho medo de quando o orontes resolver escrever sobre as leis, porque até agora ele não fez isso de verdade. só fez boas piadas em cima. e a questão proposta sobre a manuela foi muito boa também ehehehe.

e finalmente resolvi exibir meu verdadeiro eu no last.fm. um registro nem tão confiável assim do que eu escuto. o dia que esse treco for fiel MESMO ao que eu ando escutando vai ser quando ele fizer scrobbling no meu carro, que é onde eu realmente gosto de escutar música. acho que a situação em que eu mais sou visto por aí é cantando na direção e air drumming na sinaleira.
pros curiosos da absence of, às vezes pintam as dicas sobre o andamento das próximas músicas ali, já que eu não vou desabilitar scrobbling só pra escutar secretamente as masters que o valmor me manda. ehauihae
qualquer hora também faço aquele esquema afudê do mosaico. me faltou paciência pra fazer, até agora, então se o leandro quiser me passar o código... :P

qualquer hora também vou dar uma reorganizada. os links tão todos misturados, bandas, blogs, amigos, indicações, outros... bagunça geral.

quarta-feira, agosto 06, 2008

po, esqueci justamente de fechar a referência do título do post anterior: nei lisboa me manda de volta pra quando eu era pequeno e nós íamos de carro pro cassino. SEMPRE tocava pra viajar no cosmos não precisa de gasolina.

quinta-feira, julho 31, 2008

teletransporte ACME, nº 4

esses dias me pediram pra elaborar a lista dos 5 principais albums (nunca soube escrever isso no plural) da minha vida, e eu descobri que é impossível. não sei dizer qual é o quinto. e pior: não tenho certeza de que estes são os 4, não necessariamente nessa ordem.
- sting - the soul cages
- pink floyd - division bell
- dream theater - scenes from a memory
- pain of salvation - remedy lane

tem uma porrada de candidatos pro quinto lugar, entre eles: clutching at straws (marillion), synchronicity e ghost in the machine (the police), dark side of the moon (pink floyd), a show of hands (rush), anderson, bruford, wakeman, howe (homônimo), the perfect element pt I (pain of salvation), falling into infinity (dream theater), union (yes), entre vários outros. é o problema de subjetividade, já que cada um contribuiu de algum jeito. na real, isso me deixa meio agoniado, até. eu queria saber qual é o quinto. talvez a lista dos 10 melhores seja mais fácil de fazer. se bem que... aí, a dúvida vai ser quem é o décimo.

ainda ontem eu tava aqui trabalhando e escutando música e, do nada, eu tava indo pro cassino numa sexta-feira à noite, prum churrasco da oceano da FURG. meu pai tá dirigindo e eu tenho 14 ou 15 anos. tudo porque o shuffle do winamp colocou faits divers, do bernard lavilliers, na fila.

aquela foi a noite em que eu me dei conta de que eu gostava de bernard lavilliers. porque ele me manda de volta pra frança, assim como também faz o ten summoner's tales, do sting, ou o elemental, do tears for fears. assim como esse (primeira música), esse (a partir dos 6:43) e, principalmente, o vídeo abaixo me fazem voltar pro momento mais incrível, absurda, sensacional, afudê que eu já vi na minha vida. assim como o liquid tension experiment 1 me faz voltar pra novembro de 1999, quando a gente se mudou e o meu quarto era um colchão no chão e um som no canto. assim como quase tudo que é música me leva de volta pra algum lugar.

ou, ainda, eu também tenho a impressão que por mais que eu conheça um monte de bandas novas e goste delas, no fim das contas, eu vou sempre voltar lá atrás e acabar gostando de todas as músicas e bandas que o meu pai escuta.

aí eu recebo um email dizendo "Poucas pessoas na vida têm o privilégio de trabalhar escutando as musicas dos seus próprios filhos. Eu tenho, e é o que estou fazendo agora."
pois é, pai. são as músicas que tu me fez escutar que, além de me fazer voltar, volta e meia também acabam voltando pra ti.

sexta-feira, julho 25, 2008

os filhos que eu quero ter.

tu vê... quando "surgiu" o saja no grêmio ano passado, numa cobrança de pênalti em montevideo, eu comecei a criar um certo apreço não só pelo goleiro, mas pelo nome dele também.

não me refiro a "saja", idiota. me refiro a sebastián, que nem é o primeiro nome dele (é diego). o cara lá, virando ídolo e eu pensando:
- po. sebastian é um nome bacana. não é excessivamente hermano. também não é "sebastião", que é 100% nordestino. e apesar de ter sílabas demais, é um nome bem forte. taí. é um belo nome pro meu segundo filho.

a mariana não curtiu tanto assim. ah, o nome do primeiro: victor.

quinta-feira, julho 10, 2008

(ausência de)

cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri

quarta-feira, julho 02, 2008

da mesmice.

toda novas bandas se dirá inovadora e original.
todo novo álbum de bandas de metal melódico será mais pesado, mais sinfônico e mais progressivo.
toda nova banda inglesa, tenha ela 2 ou 38 integrantes, será a salvação do rock.
todo novo álbum do dream theater terá uma música já gravada pelo muse.
toda nova agência se dirá diferente.
and so it goes.

terça-feira, junho 24, 2008

... there's a time to meet the maker...

amiga minha ontem me disse que comprou uma revista só pra ver como a fernanda souza operou o milagre da sua autogostosalização... só pra descobrir que o grande segredo era uma lipo. além de uma operação de refação de nariz.

é bem mais fácil quando tu pode nascer de novo. eu, se eu quisesse me tornar um dos maiores tecladistas do mundo, também faria algo nesse estilo. em vez de estudar, me dedicar diariamente ao piano, eu ia simplesmente transplantar o cérebro do jordan rudess pra minha caixola.

e depois alardaria isso me auto-atribuindo todo o mérito do mundo.

quinta-feira, junho 12, 2008

bring to me my big old sweater, nothing more will make me better.

trabalhar em casa tem algumas vantagens. eu poderia ficar no expediente totalmente nu. ou vestido de esquilo. ou poderia, por exemplo, nem tirar a calça do pijama, apenas botando uma de abrigo por cima.

que é exatamente o que eu fiz hoje.

uns vieram me dizer que esse frio era imoral. outros, que era um frio mortal. na boa, esse frio não é nem um nem outro. ou é os dois. não acaba nunca: esse frio é imortal, mesmo.

sexta-feira, junho 06, 2008

morning glory.

acorda e vai na cozinha.
abre a geladeira e pega a coca. abre o armário e pega um prato.
pára, olha e pensa: "porra."

volta na geladeira, guarda a coca e pega o leite.
volta no armário, guarda o prato e pega o copo. também pega o nescau e uma colher.
junta copo, leite, nescau e colher.

vai até a geladeira e guarda o nescau.
pára, olha e diz: "PORRA!"

quinta-feira, junho 05, 2008

a cara do tango.

não torço pra nenhum outro time do brasil senão o grêmio. não faz muito ainda ouvi de alguns "anciões" que não era errado ter um time em cada estado. pensar assim só seria certo se não houvesse um campeonato nacional. mas há, portanto somos todos rivais.

claro... se tu nasceu no rio e tua família era botafoguense, mas tu foi pra curitiba aos 2 anos de idade e te tornou paranista, nada mais normal do que tu dividir tuas paixões entre os dois clubes. tu é um puta dum azarado, na real, mas isso pode ser devido a vários fatores.

ontem, entretanto, eu torci pro flu como torci por eles contra o são paulo. na verdade, não torci pro time: torci pelo renato. não dá pra ignorar um cara que eu tenho certeza que usa sempre, pelo menos, uma cueca do grêmio. no mínimo o pijama dele é azul preto e branco. ainda por cima quando esse cara vai pegar o boca: só faltou ele dizer, que nem o emerson no mundial, que tinha vingado o grêmio dele.

enquanto isso, a comunidade do grêmio tem um racha. enquanto uns torcem por um ídolo eterno, outros dizem que só falta agora os gremistas gritarem o nome do washington e do thiago neves. como somos recalcados... os idiotas argumentam como torcedores de time pequeno: "é melhor que poucos times brasileiros ganhem a libertadores. agora qualquer time sem camisa vai lá e ganha". hilariamente, os colorados deram o mesmo argumento na sua comunidade. surgiram pro mundo ontem e já se acham veteranos no assunto. não sei quem é mais idiota nesse caso.

mas o que interessa MESMO é que dizem que o riquelme, aqueles olhos caídos e expressão chorona que fez uma barreira recuar mais 1 metro além dos 9,15m regulamentares, é a cara do tango. pois ontem ele era só cara de cu.

TE FODE, BUÊCA!

* a montagem genial não é minha. é do yuri ferrer.

quarta-feira, junho 04, 2008

ok, ok... voltei.

mas não 100%. como sou o number 2 da minha agência e a number 1 tá indo viajar, eu assumo.

assumo a posição de number 1, porra.

não. não vou assumir minha viadice. não tenho viadice pra assumir.

enfim. a moral é que os posts sobre o police, buenos aires, demissão da pública, frees do verão, verão, novos projetos, show do iron, não-conclusão da pós e novidades da absence of fica pra depois.

mas talvez eu poste esporadicamente uma e outra bobagem. como sempre. tipo sobre o gambá que cruzou o meu caminho à meia noite de domingo com toda a calma do mundo. e que, na hora de subir a calçada, errou o pulo em 20cm e deu com as fuças no meio-fio. haeiuhaeiuaehahe

terça-feira, maio 06, 2008

saudade

de escrever aqui. saudade de ter tempo e ter cabeça, também. na verdade, cabeça eu sempre tenho. eu maquino 10 idéias por dia de coisas pra escrever aqui, mas tou me controlando: até dia 26 de maio, data de entrega do plano final do pós (ou da pós. nunca cheguei a uma conclusão sobre esse gênero), este é um blog fantasma.

e eu, levando uma das minhas melhores criações até hoje ao pé da letra, sou um autor ausente. a absence of, por sinal, vai bem, apesar da pressa. o arthur se manda em julho pros EUA passar um ano. e a gente quer ver se ele viaja com um CD demo pra lá. por isso, sexta-feira o chan gravou 3 linhas de bateria (blank, herd e how do you feel now?) e sábado eu gravei 80% dos teclados de blank. vou tentar gravar mais no próximo fim de semana, mas não posso prometer nada. até dia 15, a música tem que tar nas mãos do valmor.

a situação é absolutamente estranha, na verdade. eu admito que eu tou extremamente angustiado com uma porrada de coisas. não só o arthur vai pros EUA, como também o diogo. é uma puta coincidência que meus dois vocalistas (ambos colorados) se mandem ao mesmo tempo pro mesmo lugar pra passar, no mínimo, o mesmo tempo fora. vou perder dois amigões por um tempo, e no caso do diogo eu nem sei se eu vou conseguir ir na festa de despedida dele, se ele fizer. (quieto no meu canto eu torço MESMO pra que a viagem dele atrase e essa festa só saia depois que o pós terminar).

a esses fatores, ainda se somam o fato de que faz pelo menos dois meses que eu não tomo uma cerveja num churrasco de domingo de tarde. eu sempre tenho que voltar pra casa pra escrever. faz um tempão também que eu digo não pra saídas noturnas, churrascos alheios, convites pra festas, idas a rio grande, futebolzinho à noite.

o milagre de tudo isso é que mesmo paranóico eu consigo dar atenção pra mariana. em outros tempos acho que eu pediria pra ela agir como se eu tivesse viajando pra malásia. aliás, acho que é ela que evita que eu me torne paranóico de vez. dá pra matar a saudade dela todo fim de semana, mas faz um tempão que me falta um tempinho pra matar a saudade de mim.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

(dores) crônicas para um tricolor.

o ano começa depois do carnaval, certo? se o teu time for o mesmo que o meu, também termina logo depois. falta muito pra 2009?

***

dia 27 eu vou ao olímpico ver o grêmio empatar com o grêmio jaciara. o celsão vai armar um ferrolho pra segurar o resultado, sempre respeitando o time adversário, que é uma equipe forte, de jogadores qualificados e destacados nos campeonatos de várzea e de comunidades indígenas que disputa ao longo do ano.

***

isaac newton finou-se como cientista frustrado, tanto é que desistiu de ser físico. tudo porque não conseguiu achar a lei una, aquela que resumiria o universo em uma única sentença. afinal, Ele havia criado uma única lei pra reger todo o cosmos. newton não conseguia resumir além (ou seria mais apropriado dizer "aquém"?) das suas 3.
isso porque o universo não é o grêmio. no grêmio, tudo se resume a uma única idéia: pelaipe.

***

pelaipe, tu é um cacalo sem grife.