sexta-feira, setembro 19, 2008

hey! teacher!

Semana Rick Wright - parte II

naquele 11/08/1994, eu saí do show do pink floyd não com licks ou solos de guitarra na cabeça, mas sim com a linha de baixo de sorrow e vários, vários acordes de strings (os de keep talking, por exemplo) e hammond. na maioria das vezes, apenas tríades, tônica-terça-quinta, mas o suficiente pra sustentar uma músic.

portanto nada mais lógico que eu me tornasse baterista.

sim. baterista. porque também havia gary wallis e sua incrível bateria/percussão. um legítimo showman, pulando pra alcançar os pratos mais altos e tendo ainda um espetacular SINO no kit. learning to fly sozinha já bastava pra ver que ele tava se divertindo pra caralho.

às custas disso, eu ganhei uma bateria eletrônica Yamaha DD-14. a febre durou até 1996, quando eu cansei, frustrado por não ter uma bateria de verdade, a qual nunca rolou. então um dia aconteceu de eu me dar conta que eu conseguia reproduzir os acordes de learning to fly no meu Casio SA-21 ToneBank. eu tinha até um timbre meio parecido com aquele hammond organ. e outro dia, aconteceu de eu me dar conta de que eu tinha dois teclados. e que eu poderia montar um em cima do outro e ter dois timbres ao mesmo tempo. hmmmm...

a mágica aconteceu juntando uma cadeira que eu tinha, com braços. botei um skate atravessado nos braços e montei dois livros. botei o teclado menor na frente de tudo isso, na ponta dos braços, e montei o outro em cima dos livros que estavam em cima do skate. estava feito meu teclado de dois andares. era ridículo. os dois teclados tinham teclas pequenas e no máximo 4 oitavas. mas eu tinha 13 anos, então... dava.

como eu já tinha começado com learning to fly, resolvi partir pro resto do pulse. e tirei 90% dele. nota por nota. foi a partir daí que eu comecei a assimilar a maneira do rick wright de pensar a posição dos teclados dentro das músicas. ficou difícil de dissociar "progressivo" de "teclados" a partir daí, porque claramente eram os acordes e os timbres do cara que definiam boa parte do som do pink floyd.

e ainda hoje eu paro pra pensar no assunto. eu acabei me tornando um tecladista de dedos nervosos. não sei parar quieto e, principalmente na absence of, não resisto a dobrar uma linha de guitarra ou, de repente, ser a guitarra. mas tem horas que um acorde besta, tônica-terça-quinta. ou, mais rebuscados, existem tantos acordes bonitos que, quando bem colocados, parece que criam novas dimensões pruma mesma música. basta saber usar. esse foi o maior ensinamento que eu tive do meu primeiro professor de teclado.

segunda-feira, setembro 15, 2008

the time is gone, the song is over, thought I'd something more to say...

Semana Rick Wright - parte I

volta e meia eu penso o efeito que teria tido na minha vida se eu ou meus pais tivéssemos tido a luz de que aquele teclado Casio SA-21 ToneBank, hoje representado por um Korg e um Tokai, ia ser o início de uma paixão que ia bem além de um simples hobby. eu me ouço tocando e vejo que tudo aquilo que eu aprendi de ouvido, na base de muito esforço e de teorias musicais pessoais e, creio eu, até exclusivas, poderia exigir menos de mim se eu tivesse começado do jeito certo, sem me sujeitar aos vícios de quem aprende sozinho, tentando entender uma língua com raciocínios próprios.

mas eu acho que se eu tivesse feito isso, talvez eu também tivesse me blindado pra sempre da revolução que esse senhor provocaria anos mais tarde, no dia em que ele e uma banda que eu não fazia questão de ir ver definiram o meu amor incondicional pelo progressivo.

naquela noite, eu saí do show do pink floyd não com licks ou solos de guitarra na cabeça, mas sim com a linha de baixo de sorrow e vários, vários acordes de strings (os de keep talking, por exemplo) e hammond. na maioria das vezes, apenas tríades, tônica-terça-quinta, mas o suficiente pra sustentar uma música. mais exatamente, pra sustentar a beleza dos solos de um dos guitarristas mais inspirados de todos os tempos. aliás, eu não sei dizer até que ponto as camas de teclado do rick não foram cruciais pra que os próprios solos do gilmour explodissem in any colour he'd like. o wright fazia a cama, o gilmour fazia a fama.

se eu ou meus pais tívessemos tido a luz de me botar pra fazer aula de piano no instituto de belas artes de rio grande, eu tenho certeza que eu teria me tornado um tecladista espetacular. mas por outro lado, eu provavelmente teria deixado de me impressionar com esse cara, que foi o tecladista mais elegante que eu já vi e ouvi tocar. o rick não precisava de firulas. e é por isso que o gilmour escreveu hoje que nunca tocou com ningúem como ele. os dois sabiam fazer mais com menos, e acho que o progressivo sente falta dessa sensibilidade, hoje em dia.

esse post acabou, mas eu ainda tenho muito a dizer. começa aqui a Semana Rick Wright. até sexta pelo menos, vou tentar escrever um texto por dia sobre esse cara que foi meu primeiro professor de teclado. vai em paz, rick. te vejo no lado negro da lua.

terça-feira, setembro 09, 2008

critérios gastrosexuais.

- ...faz aquilo pra mim? engole tudinho?
- mas nem engolindo nadinha! é nojento!

no dia seguinte, na frente dele, ela repete duas vezes o mocotó dominical.

segunda-feira, setembro 01, 2008

regrado?

são 3 da manhã. depois de escovar os dentes e perceber que eu inconsciente e sorrateiramente tentava comer a pasta de dente, me rendi ao fato de que o café que eu tomei na mariana foi meramente ilustrativo, e que eu estou com uma puta fome.

depois das picanhas mal-passadas de sexta à noite e do filé à parmesão com fritas de ontem no zelig (regado a serramalte, que é sempre bom de ressaltar), iscas de filé ao molho de queijo. é por isso que tá difícil perder 2kg.

e eu nem posso reclamar do fato de eu ter fome ou tar acordado a essa hora. em teoria, no meu trabalho, sou eu que faço o meu horário.

quarta-feira, agosto 27, 2008

fumiga.

duas formigas se encontram na rua.
- oi. eu sou clínico geral.
- oi. eu sou ôto.
- ôto clínico geral?
- otorrinolaringologista.

sexta-feira, agosto 15, 2008

PRO HAIKU PARTA!,
ele gritou.
ninguém riu.

terça-feira, agosto 12, 2008

novidades nas esquerdas e direitas.

lamento, mas não tem nada com política. dei uma atualizada nos links do blog, ali do lado.

finalmente incluí, por exemplo, o gol(pe) de estado, blog futebol/direitístico do stefan e seus comparsas. logo que ele me disse que tava fazendo um blog eu lancei pra ele o desafio: escrever em português em vez de adevoguês. é o maior desafio do mundo pra qualquer estudante de direito escrever pras pessoas e não para as leis. 90% dos testimonials de estudantes de direito no orkut são intragáveis de ler. até os nerds das ciências da computação escrevem melhor...
mas acho que o código legal é mais forte. sei lá.
é engraçado que as opiniões sobre futebol ali são realmente imparciais, exceto quando surgiu um colorado alfinetador ali, que resolveu cantar de galo e... bom. de lá pra cá o inter só tomou na cabeça.

curiosamente, logo em seguida apareceu outro blog com a mesma proposta, o osso de costela, que enfrentou o eterno dilema do "que nome eu boto nessa porra?" antes de ser oficialmente (?) lançado. não lancei o desafio porque achei que não seria o caso. e até agora não foi mesmo. só tenho medo de quando o orontes resolver escrever sobre as leis, porque até agora ele não fez isso de verdade. só fez boas piadas em cima. e a questão proposta sobre a manuela foi muito boa também ehehehe.

e finalmente resolvi exibir meu verdadeiro eu no last.fm. um registro nem tão confiável assim do que eu escuto. o dia que esse treco for fiel MESMO ao que eu ando escutando vai ser quando ele fizer scrobbling no meu carro, que é onde eu realmente gosto de escutar música. acho que a situação em que eu mais sou visto por aí é cantando na direção e air drumming na sinaleira.
pros curiosos da absence of, às vezes pintam as dicas sobre o andamento das próximas músicas ali, já que eu não vou desabilitar scrobbling só pra escutar secretamente as masters que o valmor me manda. ehauihae
qualquer hora também faço aquele esquema afudê do mosaico. me faltou paciência pra fazer, até agora, então se o leandro quiser me passar o código... :P

qualquer hora também vou dar uma reorganizada. os links tão todos misturados, bandas, blogs, amigos, indicações, outros... bagunça geral.

quarta-feira, agosto 06, 2008

po, esqueci justamente de fechar a referência do título do post anterior: nei lisboa me manda de volta pra quando eu era pequeno e nós íamos de carro pro cassino. SEMPRE tocava pra viajar no cosmos não precisa de gasolina.

quinta-feira, julho 31, 2008

teletransporte ACME, nº 4

esses dias me pediram pra elaborar a lista dos 5 principais albums (nunca soube escrever isso no plural) da minha vida, e eu descobri que é impossível. não sei dizer qual é o quinto. e pior: não tenho certeza de que estes são os 4, não necessariamente nessa ordem.
- sting - the soul cages
- pink floyd - division bell
- dream theater - scenes from a memory
- pain of salvation - remedy lane

tem uma porrada de candidatos pro quinto lugar, entre eles: clutching at straws (marillion), synchronicity e ghost in the machine (the police), dark side of the moon (pink floyd), a show of hands (rush), anderson, bruford, wakeman, howe (homônimo), the perfect element pt I (pain of salvation), falling into infinity (dream theater), union (yes), entre vários outros. é o problema de subjetividade, já que cada um contribuiu de algum jeito. na real, isso me deixa meio agoniado, até. eu queria saber qual é o quinto. talvez a lista dos 10 melhores seja mais fácil de fazer. se bem que... aí, a dúvida vai ser quem é o décimo.

ainda ontem eu tava aqui trabalhando e escutando música e, do nada, eu tava indo pro cassino numa sexta-feira à noite, prum churrasco da oceano da FURG. meu pai tá dirigindo e eu tenho 14 ou 15 anos. tudo porque o shuffle do winamp colocou faits divers, do bernard lavilliers, na fila.

aquela foi a noite em que eu me dei conta de que eu gostava de bernard lavilliers. porque ele me manda de volta pra frança, assim como também faz o ten summoner's tales, do sting, ou o elemental, do tears for fears. assim como esse (primeira música), esse (a partir dos 6:43) e, principalmente, o vídeo abaixo me fazem voltar pro momento mais incrível, absurda, sensacional, afudê que eu já vi na minha vida. assim como o liquid tension experiment 1 me faz voltar pra novembro de 1999, quando a gente se mudou e o meu quarto era um colchão no chão e um som no canto. assim como quase tudo que é música me leva de volta pra algum lugar.

ou, ainda, eu também tenho a impressão que por mais que eu conheça um monte de bandas novas e goste delas, no fim das contas, eu vou sempre voltar lá atrás e acabar gostando de todas as músicas e bandas que o meu pai escuta.

aí eu recebo um email dizendo "Poucas pessoas na vida têm o privilégio de trabalhar escutando as musicas dos seus próprios filhos. Eu tenho, e é o que estou fazendo agora."
pois é, pai. são as músicas que tu me fez escutar que, além de me fazer voltar, volta e meia também acabam voltando pra ti.

sexta-feira, julho 25, 2008

os filhos que eu quero ter.

tu vê... quando "surgiu" o saja no grêmio ano passado, numa cobrança de pênalti em montevideo, eu comecei a criar um certo apreço não só pelo goleiro, mas pelo nome dele também.

não me refiro a "saja", idiota. me refiro a sebastián, que nem é o primeiro nome dele (é diego). o cara lá, virando ídolo e eu pensando:
- po. sebastian é um nome bacana. não é excessivamente hermano. também não é "sebastião", que é 100% nordestino. e apesar de ter sílabas demais, é um nome bem forte. taí. é um belo nome pro meu segundo filho.

a mariana não curtiu tanto assim. ah, o nome do primeiro: victor.

quinta-feira, julho 10, 2008

(ausência de)

cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri cri

quarta-feira, julho 02, 2008

da mesmice.

toda novas bandas se dirá inovadora e original.
todo novo álbum de bandas de metal melódico será mais pesado, mais sinfônico e mais progressivo.
toda nova banda inglesa, tenha ela 2 ou 38 integrantes, será a salvação do rock.
todo novo álbum do dream theater terá uma música já gravada pelo muse.
toda nova agência se dirá diferente.
and so it goes.

terça-feira, junho 24, 2008

... there's a time to meet the maker...

amiga minha ontem me disse que comprou uma revista só pra ver como a fernanda souza operou o milagre da sua autogostosalização... só pra descobrir que o grande segredo era uma lipo. além de uma operação de refação de nariz.

é bem mais fácil quando tu pode nascer de novo. eu, se eu quisesse me tornar um dos maiores tecladistas do mundo, também faria algo nesse estilo. em vez de estudar, me dedicar diariamente ao piano, eu ia simplesmente transplantar o cérebro do jordan rudess pra minha caixola.

e depois alardaria isso me auto-atribuindo todo o mérito do mundo.

quinta-feira, junho 12, 2008

bring to me my big old sweater, nothing more will make me better.

trabalhar em casa tem algumas vantagens. eu poderia ficar no expediente totalmente nu. ou vestido de esquilo. ou poderia, por exemplo, nem tirar a calça do pijama, apenas botando uma de abrigo por cima.

que é exatamente o que eu fiz hoje.

uns vieram me dizer que esse frio era imoral. outros, que era um frio mortal. na boa, esse frio não é nem um nem outro. ou é os dois. não acaba nunca: esse frio é imortal, mesmo.

sexta-feira, junho 06, 2008

morning glory.

acorda e vai na cozinha.
abre a geladeira e pega a coca. abre o armário e pega um prato.
pára, olha e pensa: "porra."

volta na geladeira, guarda a coca e pega o leite.
volta no armário, guarda o prato e pega o copo. também pega o nescau e uma colher.
junta copo, leite, nescau e colher.

vai até a geladeira e guarda o nescau.
pára, olha e diz: "PORRA!"

quinta-feira, junho 05, 2008

a cara do tango.

não torço pra nenhum outro time do brasil senão o grêmio. não faz muito ainda ouvi de alguns "anciões" que não era errado ter um time em cada estado. pensar assim só seria certo se não houvesse um campeonato nacional. mas há, portanto somos todos rivais.

claro... se tu nasceu no rio e tua família era botafoguense, mas tu foi pra curitiba aos 2 anos de idade e te tornou paranista, nada mais normal do que tu dividir tuas paixões entre os dois clubes. tu é um puta dum azarado, na real, mas isso pode ser devido a vários fatores.

ontem, entretanto, eu torci pro flu como torci por eles contra o são paulo. na verdade, não torci pro time: torci pelo renato. não dá pra ignorar um cara que eu tenho certeza que usa sempre, pelo menos, uma cueca do grêmio. no mínimo o pijama dele é azul preto e branco. ainda por cima quando esse cara vai pegar o boca: só faltou ele dizer, que nem o emerson no mundial, que tinha vingado o grêmio dele.

enquanto isso, a comunidade do grêmio tem um racha. enquanto uns torcem por um ídolo eterno, outros dizem que só falta agora os gremistas gritarem o nome do washington e do thiago neves. como somos recalcados... os idiotas argumentam como torcedores de time pequeno: "é melhor que poucos times brasileiros ganhem a libertadores. agora qualquer time sem camisa vai lá e ganha". hilariamente, os colorados deram o mesmo argumento na sua comunidade. surgiram pro mundo ontem e já se acham veteranos no assunto. não sei quem é mais idiota nesse caso.

mas o que interessa MESMO é que dizem que o riquelme, aqueles olhos caídos e expressão chorona que fez uma barreira recuar mais 1 metro além dos 9,15m regulamentares, é a cara do tango. pois ontem ele era só cara de cu.

TE FODE, BUÊCA!

* a montagem genial não é minha. é do yuri ferrer.

quarta-feira, junho 04, 2008

ok, ok... voltei.

mas não 100%. como sou o number 2 da minha agência e a number 1 tá indo viajar, eu assumo.

assumo a posição de number 1, porra.

não. não vou assumir minha viadice. não tenho viadice pra assumir.

enfim. a moral é que os posts sobre o police, buenos aires, demissão da pública, frees do verão, verão, novos projetos, show do iron, não-conclusão da pós e novidades da absence of fica pra depois.

mas talvez eu poste esporadicamente uma e outra bobagem. como sempre. tipo sobre o gambá que cruzou o meu caminho à meia noite de domingo com toda a calma do mundo. e que, na hora de subir a calçada, errou o pulo em 20cm e deu com as fuças no meio-fio. haeiuhaeiuaehahe

terça-feira, maio 06, 2008

saudade

de escrever aqui. saudade de ter tempo e ter cabeça, também. na verdade, cabeça eu sempre tenho. eu maquino 10 idéias por dia de coisas pra escrever aqui, mas tou me controlando: até dia 26 de maio, data de entrega do plano final do pós (ou da pós. nunca cheguei a uma conclusão sobre esse gênero), este é um blog fantasma.

e eu, levando uma das minhas melhores criações até hoje ao pé da letra, sou um autor ausente. a absence of, por sinal, vai bem, apesar da pressa. o arthur se manda em julho pros EUA passar um ano. e a gente quer ver se ele viaja com um CD demo pra lá. por isso, sexta-feira o chan gravou 3 linhas de bateria (blank, herd e how do you feel now?) e sábado eu gravei 80% dos teclados de blank. vou tentar gravar mais no próximo fim de semana, mas não posso prometer nada. até dia 15, a música tem que tar nas mãos do valmor.

a situação é absolutamente estranha, na verdade. eu admito que eu tou extremamente angustiado com uma porrada de coisas. não só o arthur vai pros EUA, como também o diogo. é uma puta coincidência que meus dois vocalistas (ambos colorados) se mandem ao mesmo tempo pro mesmo lugar pra passar, no mínimo, o mesmo tempo fora. vou perder dois amigões por um tempo, e no caso do diogo eu nem sei se eu vou conseguir ir na festa de despedida dele, se ele fizer. (quieto no meu canto eu torço MESMO pra que a viagem dele atrase e essa festa só saia depois que o pós terminar).

a esses fatores, ainda se somam o fato de que faz pelo menos dois meses que eu não tomo uma cerveja num churrasco de domingo de tarde. eu sempre tenho que voltar pra casa pra escrever. faz um tempão também que eu digo não pra saídas noturnas, churrascos alheios, convites pra festas, idas a rio grande, futebolzinho à noite.

o milagre de tudo isso é que mesmo paranóico eu consigo dar atenção pra mariana. em outros tempos acho que eu pediria pra ela agir como se eu tivesse viajando pra malásia. aliás, acho que é ela que evita que eu me torne paranóico de vez. dá pra matar a saudade dela todo fim de semana, mas faz um tempão que me falta um tempinho pra matar a saudade de mim.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

(dores) crônicas para um tricolor.

o ano começa depois do carnaval, certo? se o teu time for o mesmo que o meu, também termina logo depois. falta muito pra 2009?

***

dia 27 eu vou ao olímpico ver o grêmio empatar com o grêmio jaciara. o celsão vai armar um ferrolho pra segurar o resultado, sempre respeitando o time adversário, que é uma equipe forte, de jogadores qualificados e destacados nos campeonatos de várzea e de comunidades indígenas que disputa ao longo do ano.

***

isaac newton finou-se como cientista frustrado, tanto é que desistiu de ser físico. tudo porque não conseguiu achar a lei una, aquela que resumiria o universo em uma única sentença. afinal, Ele havia criado uma única lei pra reger todo o cosmos. newton não conseguia resumir além (ou seria mais apropriado dizer "aquém"?) das suas 3.
isso porque o universo não é o grêmio. no grêmio, tudo se resume a uma única idéia: pelaipe.

***

pelaipe, tu é um cacalo sem grife.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

o jogo da hora.

da hora do rush, no caso. no carnaval, em atlântida sul, foi tão disputado quanto os controles do play2 pra jogar winning eleven, e passou pelo menos uma vez nas mãos de todas as 10 pessoas que tavam lá. graças à mariana, que ROUBOU o jogo - isso precisa ficar muito claro. hareiuhare

clica e te diverte descobrindo se tu é um bom garagista. o jogo "analógico" tem 40 níveis (fiz todos). alguns desses de internet têm bem menos. só tem uma merda: é altamente viciante.

e o mais engraçado é que, de noite, não era muito diferente o malabarismo que a gente tinha que fazer pra conseguir botar todos os carros pra dentro do pátio de casa. com a diferença que não tinha nenhum carro vermelho e TODOS tinham que sair.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

olha PRA FRENTE, BRASIL! e tira o olho da prova do coleguinha.

deve tar faltando gente na comunicação do governo. talvez eu devesse me candidatar a alguma coisa. não ia ser um duda mendonça, mas tenho certeza que eu posso, pelo menos, contribuir com algumas bobagens que se dizem nos pronunciamentos do nosso excelentíssimo. tipo esse que ele foi ao ar na TV, hoje:
- nesta semana, 57 milhões de estudantes vão voltar às aulas. é um número fabuloso, maior que a população de muitos países.

significa que, na lista dos países classificados por população, da coréia do sul pra baixo, nós temos mais gente na sala de aula do que eles têm no país. nossas classes são 198606 vezes mais populosas que belize. então beleza, mas... e daí??

pelo mero prazer de escrever (leia-se "uma bobagem qualquer").

este é um post de utilidade pública. utilidade pública pra mim mesmo, pra começar, porque temo que o blogger delete o blog por falta de comparecência do dono deste. não ando comparecendo. no blog, seu retardado, no blog.

e é também de utilidade pública para o leandro. pois ele reclama da chuva, num post recente, e alega que correu pra se molhar menos. lamento, fonseca, mas correndo tu te molha mais. mais pingos que caem no eixo y te atingem enquanto te descola no eixo x. até no discovery channel já vi.

mas estes dados, claro, dizem respeito a chuvas verticais. como percebi hoje pela manhã no litoral norte gaúcho, para chuvas horizontais a técnica funciona, sim.

grato pela atenção.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

vinícius buendía.

eu li o final de cem anos de solidão aproximadamente 5 vezes. as 4 páginas finais da minha edição, no caso. li a primeira vez, na ânsia de saber o final, e não acreditei. tive que ler de novo. e de novo. e de novo. e mais uma vez. pra ter certeza de que aquele era realmente o fim da história.

acho que nenhum livro até hoje me grudou daquele jeito. eu fiquei dias preso no final, relendo pra ter certeza de que era aquilo mesmo: tudo acabava. macondo sofria um big bang ao contrário, como se tudo o que houvesse ali fosse tragado pra dentro de uma caixa de fósforos fiat lux. e "tudo", no caso, era não apenas coisas materiais, mas também todas as histórias e laços malucos de sangue que levaram o coitado do aureliano babilônia de volta pra casa naquele dia. histórias desde a época em que josé arcadio buendía fugiu de sua casa e fundou um novo povoado. cem anos antes.

hoje eu descobri mais ou menos como é. no dia 12 de agosto de 2007 eu recebi o email que começava com o seguinte parágrafo: "Venho por meio deste comunicar (apenas ao Chuchu, pois o resto do pessoal já sabe) que, em vista da formatura do Diogo no dia 19 de janeiro de 2008 (acho que é isso), sua mãe, Fátima Fonseca, veio me pedir que a Hiléia tocasse DE SURPRESA na festa do formando."
que coisa afudê, isso aí. reunir a hiléia na formatura de um de nós era coisa pra ser filmada e virar DVD. e, na época, todos nós éramos parceiros de fazer: eu, ivan, márcio e cruz, mesmo que o márcio tivesse medo das tendinites dele.

a perfeição da coisa ainda aumentou quando eu descobri que, além da mariana, mais duas amigas nossas iam pra rio grande de carro com a gente. dividida por quatro, a viagem ia ser absurdamente barata. que lindo.

aí descobrimos que a recepção, onde ia rolar esse esquema todo, não era no sábado. era na sexta. ocorre que eu estou trabalhando num lugar novo, que tem clientes do varejo de automóveis. o que significa que sexta-feira tende a ser o caos pra liberar todos os anúncios do mundo, exatamente como foi nas duas sextas-feiras anteriores. e desse jeito, eu nunca ia conseguir sair de porto alegre em horário decente pra gente fazer a nossa surpresa em rio grande. as chances de pegar a estrada por volta das 17 horas eram ridículas, por experiência. mas a esperança é a última que morre. conversei com o pessoal do trabalho e pedi pra fazermos um mutirão. faríamos o possível pra eu conseguir sair.

mais de cinco meses depois de planejamento, eis o que realmente aconteceu:
1. o cruz, pra variar, deu pra trás. conforme a data ia chegando, ele ia dando sinais de que pularia fora. e pulou.
disse que não ia mesmo na formatura, que ia viajar, não ia tar na cidade. com isso, a gurizada se desmotivou, mas ainda tentamos arquitetar um plano b: ou arranjar outro batera, ou fazermos voz/violão/piano, com rearranjos das músicas da banda.
2. a mariana decidiu, por um motivo muito justo, não ir mais para rio grande. a irmã dela passou no vestibular e ela obviamente não queria perder a festa.
3. quatro horas depois da mariana mudar de idéia, eu fui me deitar, depois de fazer minhas malas. era perto das 3 da madrugada. e eu rolei a cama até umas 15 pras 4. lá pelas 3:10 me veio a iluminação: a victória vai dar pra trás. acordei às 9 da manhã e liguei meu celular. chega a mensagem: "vinícius, me desculpa. tive uns problemas e não vou poder ir a rio grande contigo". com isso, a paula, que vinha com ela, não iria também.

ou seja: depois da reunião da banda ter se tornado impossível, todas as minhas chances de fazer uma viagem barata e com companhia pra enfrentar a estrada foram sumariamente reduzidas a 0. qualquer ônibus que eu pegasse não levaria menos de 4 horas e meia pra chegar em rio grande. e eu perderia toda a festa do diogo. mas meus cinco meses de planejamento já tinham sido reduzidos a pó, bem guardado em uma caixinha de fósforos fiat lux, feito um big bang ao contrário. exatamente como macondo.

Entretanto, antes de chegar ao verso final já tinha compreendido que não sairia nunca daquele quarto, pois estava previsto que a cidade dos espelhos (ou das miragens) seria arrasada pelo vento e desterrada da memória dos homens no instante em que Aureliano Babilonia acabasse de decifrar os pergaminhos e que tudo o que estava escrito neles era irrepetível desde sempre e por todo o sempre, porque as estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra.

aham.

observação importante: das 17 às 19h eu fiquei praticamente só enrolando na agência.
a coisa sobre a qual eu tinha menos controle foi justamente a que deu certo.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

quinta-feira, novembro 29, 2007

one warm day no myspace.

isso não é montagem. e a música ficou com um peso do demo, mesmo. (ou um peso de demo? duh).
www.myspace.com/absenceofbr. primeira música da lista. clica e escuta a nossa "musiqueta pra tocar nas rádios" heheauhae.
letra do arthur, música do orontes com alguma participação do resto da banda, mixagem do valmor.

segunda-feira, novembro 26, 2007

na pele.

3 de maio de 1981. é tatuagem.
28 de julho e 11 de dezembro de 1983. são tatuagens.
2 de setembro de 1989. 10 de agosto de 1994. 30 de agosto de 1995. 15 de dezembro de 1996. 22 de maio de 1997. 17 de junho de 2001. tudo isso é tatuagem.

26 de novembro de 2005 é cicatriz. e se não fosse por ela, não haveria mais nada o que tatuar. no fim das contas, cicatrizes valem bem mais que tatuagens.

quinta-feira, novembro 22, 2007

one warm day LIVE


gostaria de agradecer pra xuxa, pro meu pai, pra minha mãe, pra toda a minha família, pra minha turma da quadra e pro chan, que adiantou a entrada no meu solo e fez uma pegadinha com a galera.
one warm day, última música do show do dia 14. deve sair no myspace nos próximos dias. FINALMENTE estamos chegando na mixagem final... da versão beta.

sexta-feira, novembro 16, 2007

ausência de cabaço - o primeiro show da Absence Of.

o primeiro show a gente nunca esquece? esquece, sim. se um dia eu achei que eu nunca ia esquecer como foi esse show citado pelo post logo abaixo, eu tava redondamente enganado. fui perguntar pro ivan e ele foi mais longe ainda, dizendo que a gente provavelmente tocou the worst day of your life. eu andava pensando em não escrever reviews sobre os shows, mas quando me liguei que foi o site da hiléia quem me lembrou do nosso primeiro show, me liguei de como isso acaba sendo importante pra não esquecer algumas grandes bobagens.

então lá vai. o primeiro show da absence of foi simplesmente FODA. essa é a minha opinião, mesmo. fiquei com a impressão de que a gente acertou de 90 a 95% do show. como eu já vi até dream theater e pain of salvation errar, tou bem satisfeito com nós mesmos, hehehe. sobre o público, ao mesmo tempo em que não tinha todo mundo que eu esperava, achei que tinha um público legal quando a gente resolveu subir pra montar de vez as coisas e encarar. a todo momento entrava mais gente, mas eu não sei exatamente pra quantas pessoas tocamos.

então por volta da meia noite, depois de eu acertar o volume do retorno com o cara da mesa, a gente tava pronto, e o chan marcou 2 tempos pra gente abrir com o peso de I'm coming, usando ela exatamente pra função que ela foi criada: começar. a partir desse momento, foi quase uma montanha russa. I'm coming foi reta, praticamente sem nenhum sobressalto. não errei nenhuma das bobagens que eu costumo errar em ensaio, o que já me deixou bem mais confiante. depois dela, emendamos analog kid, do rush, com seus refrões etéreos. por pouco não rolou aquele teto que eu tive na festa do mar, com a hiléia, em 2003, quando, assim que eu bati o primeiro acorde do primeiro refrão, eu praticamente entrei em transe de tão afudê que é aquele trecho. quarta-feira eu senti de novo a força daqueles choirs em fa maior. sensacional.

depois da abertura, o arthur anunciou a primeira das músicas que a gente tinha certeza que ninguém ia conhecer. blank é muito do caralho. ela é reta, mas com acordes altamente bizarros e um baixo marcadão, além de ter uma parte do meio bastante viajante e um final cheio de harmonias vocais e backings. fiquei surpreso por ela ter saído tão limpa. também gostei de ouvir, depois, os "pô, muito show aquela música que eu não conhecia".

depois de blank, veio aquela que é a maior candidata a "primeiro clássico da absence of". não pra menos, assim que o orontes começou o dedilhado e eu fiz a cama de acordes, rolou um "uhuuuu!" lá do fundo. impossível saber se alguém sabia cantar junto, mas talvez não tenhamos sido só nós a nos despedir de Bunker Hill. e ela saiu fácil. o solo dela saiu praticamente 100%, resultado de ter passado uma hora treinando ele na véspera.

segurei o último grave de goodbye Bunker Hill pra cair meio tom no pitch bend e chegar num dó que chegou a me arrepiar. sou apaixonado por who? desde a primeira vez que eu criei o dedilhado dela no teclado, sem querer (pra variar), sozinho em casa numa noite do verão de 2002. de lá até início de 2005, ela foi lapidando na minha cabeça, quase sozinha, até que eu tive que dar uma puxada de rédeas nela, senão ela ia virar um monstro. mas não virou, e eu considero ela a minha obra prima, dentro das minhas exigências e chatices sobre o quanto uma música só é perfeita se o instrumental responde com aquilo que a letra tá pedindo. nela eu tenho certeza absoluta de que consegui. o engraçado é que eu arrepiei justamente no som que, diferente das outras músicas próprias da noite, tava estreando pela segunda vez. who? foi tocada pela primeira no dia 7 de dezembro de 2005, em pelotas, pela hiléia. pra 11 pessoas.

e eu continuaria tranqüilo pela música inteira, não fosse pelo fato de que, lá pelas tantas, o retorno deu pau e o teclado sumiu. o engraçado é que eu não errei nenhuma linha de teclado por culpa disso, mas esqueci de entrar num backing vocal. mas tudo bem... a música tá gravada mas não foi lançada, então ninguém vai saber se eu errei ou não, mesmo. e, pra minha felicidade, meu solo de piano saiu quase perfeito. fiquei impressionado também com o potencial live dessa música. ela ficou muito melhor do que em qualquer ensaio.

no intervalo pra próxima música, enquanto o arthur anunciava que, depois de uma música como who?, que é uma balada em 4/4, 5/4, 4/8 e 5/8 (se é que isso existe), nada melhor que outra balada, a mesa acertou de novo o retorno pra mim. e fomos pra tal da balada. balada? herd abre com um riff destruidor de guita, baixo e batera. e logo depois eu entro com um solo curto de teclado no timbre mais derek sherinian que eu tenho, que poderia ser chamado de "metal cat from hell (with wah wah)". depois disso, ela acalma um pouco pra primeira estrofe, mas vai crescendo aos poucos, de estrofe em estrofe, até que a gente estoura de novo o riff inicial, volta pra terceira estrofe mais pesada e entra nas partes do meio que, mesmo sendo em 4/4, são produto de cabeças dementes. ela deve tar sendo ensaiada de verdade faz só 2 meses, e, pra completar, eu ainda inventei de última hora que num determinado trecho eu ia deixar de fazer um tema de piano elétrico pra meter um solo de lead. (porque eu tinha só um SOLO de lead no show, o de Bunker Hill). tinha tudo pra dar errado, mas tirando um erro do chan, saiu de barbada, também.

repetindo todas as outras músicas, fomos bastante aplaudidos no final dela. eu não tinha mais motivos pra achar que a gente não tava agradando, e houve até quem dissesse que a absence of foi quem teve os maiores índices da noite no aplaudômetro. por isso, chegando no fim do show eu já tava tri tranqüilo. vai um porcupine tree aí? apesar de ser cover, eu tava LOUCO pra tocar blackest eyes. primeiro porque ela é deixar o cara com ganas de quebrar tudo. segundo porque eu me prestei a simular os efeitos viajantes de mellotron que o steven wilson sempre bota nas músicas e bolei uns timbres pra cumprir esse papel. e ficou tri bom! I've got a wiring loose inside my head, I've got books that I never ever read, SWIM WITH ME INTO YOUR BLACKEST EEEEEEEEEEYES!

e aí chegou a hora de dar a finaleira. one warm day e todo o sentimento de libertação que vem com ela e a mulher que quer se livrar de toda aquela merda que virou o relacionamento dela. riffzão no baixo, banda entra junto, estrofe pop, refrão chiclete, estrofe pop pesada, refrão chiclete mas com arranjo diferente, riffzão. pausa! o piano entra em cena e a banda parte pruma viagem com solo de baixo, piano com influências latinas, a guitarra fazendo cama pra tudo isso, swing na batera. pára de novo. a guitarra faz o riffzão com um timbre maluco e todo mundo explode durante o meu solo de hammond. e mete pau nessa porra que vem o refrão final, mais vibrante que os anteriores e eu tenho que botar minha goela lá em cima pra cantar "OOOONE WAAAARM DAAAAAAAAAAAYYYY" em harmonia com o daniel enquanto o arthur "sola" as últimas frases da letra. final com hammond fazendo a harmonia, a guitarra viajando, o baixo marcando o grave. fim de show.

o que eu ouvi de comentários legais depois não tá no mapa. ouvi comentário até sem querer, quando o pessoal da epitaph, no final da noite, tava comentando com um dos fãs deles que antes tinha tocado a ankh e uma banda nova, a absence of, que fez um show animal. eu tava passando atrás deles, com meu teclado na mão e larguei um "po, valeu!". e aí os caras vieram bater um papo comigo e repetiram tudo o que eles tinham achado da gente. o batera me garantiu que a gente virou referência certa pra marcar novas parcerias. bom começo.

foi legal, também, que tinha muita gente no lugar que já me conhecia da hiléia. gente, inclusive, que era FÃ da banda nos tempos áureos de shows em pelotas. além, claro, da opinião de alguém da própria hiléia. fiquei estupidamente feliz do márcio ter ido ver esse show. e falando em hiléia, se teve uma coisa que eu pude perceber claramente nesse show foi a diferença entre o vinícius ausente e o vinícius hiléico, errando coisas idiotas no palco. me senti absolutamente maduro e consciente do que eu tava fazendo lá. eu já vinha achando que eu consegui crescer musicalmente nos últimos tempos, mas ao vivo a sensação foi muito forte.

o post tá longo e eu não sei como terminar. se eu tivesse que resumir tudo, eu diria que eu fiquei absolutamente feliz de ver outro projeto musical meu mostrar a força que mostrou. pra variar, achar os caras certos pra encarar isso foi fundamental. foi assim com a hiléia, é assim com a absence of.
ou seja, eu sou o máximo! :D

terça-feira, novembro 13, 2007

first timer. again.

nunca vou esquecer do primeiro show da hiléia. e por um motivo muito simples: foi uma bosta. a gente tinha 35 minutos pra tocar. a banda mais nervosa do mundo. a namorada do baterista sentada do lado dele NO PALCO (fato histórico). eis o relato do show na seção da história da banda, no nosso site:
No dia 19 de janeiro de 2002 a Hiléia fez sua primeira apresentação oficial, no Bar Soleil, na praia do Cassino. O show de 35 minutos, começado com "Highway star", foi um convite do Carioca, que também se apresentou com sua banda Traci Lords. Os rapazes da Hiléia demonstraram estar bastante nervosos, executando a que talvez tenha sido a pior versão existente de "Paranoid", que não era ensaiada há mais de meio ano. O primeiro show também contou com "Wicker man", "Lisbon", "Hunting nigh and low" e "Overture 1928/Strange déjà vu", e, apesar dos erros, foi bem aceito pelo público presente.

o grifo é sincero. paranoid é uma música absolutamente idiota. é o tipo de som que emociona horrores dois tipos de caras: fãs absolutos de ozzy/sabbath e adolescentes na faixa dos 14-17 anos que recém começaram a tocar guitarra. mesmo assim, a gente aniquilou a música. mas a única saída eram os covers conhecidos. a gente ainda não tinha nem the worst day of your life exatamente pronta, na época.

com o tempo, o nervosismo passa. de lá pra cá eu já devo ter feito mais de 30 shows, juntando hiléia, proibida, jardim ellétrico, burnin' boat, crazy ness. e isso vai desde shows 100% underground com 11 pessoas, larus, diesel em pelotas, república e don pepe em rio grande, boates do cassino, festas de casamento, formaturas. até em encontro de jovens eu já toquei, fazendo aqueles acordes insossos enquanto um gordinho tocava violão e uma turma do são francisco cantava alguma coisa louvando ao senhor.

também teve um dos shows mais animais que eu fiz, que saiu sem querer, num buteco no cassino. eu, o márcio, o aranha e o gabriel íamos APENAS dar uma canja, às 2 da manhã. terminamos de tocar às 4:45, quando chegou a polícia, depois da gente tocar uma porrada de música dos anos 70 e mais da metade do dark side of the moon. melhor festa de carnaval da minha vida.

amanhã eu começo de novo. 50 minutos, 6 músicas próprias, 2 covers. meio mundo me perguntando se eu tou nervoso, e eu não tou. eu tou ansioso. quero fazer esse show de uma vez. quero ouvir o que o pessoal que vai tar lá vai dizer. se vão gostar e vão querer ir a outro show um dia, é uma coisa. a única coisa que eu garanto é que a gente vai tentar fazer a coisa mais profissional possível. e que não vamos tentar tocar paranoid.

quarta-feira, novembro 07, 2007

papos de agência

produtor gráfico: que tamanho tem o teu aí, daniel?
diretor de arte: peraí que eu tou abrindo aqui.
produtor gráfico: beleza.
diretor de arte: olha, eu sei que tamanho terminou, mas não sei que tamanho começou.

terça-feira, novembro 06, 2007

utilidade pública.

me descobriram. tenho recebido e-mails compassivos de gente que quer me ajudar. são várias mensagens por dia, isso que eu nem sabia que minha fama tinha se alastrado tanto assim. selecionei alguns pra ilustrar.


hello there viniciusmoller
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Hey ya viniciusmoller
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Nice to meet you viniciusmoller
do you know how good it feels to have 3 orgasms? i bet you dont
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steen Ngai

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como esta vinicius
if she doesn't like you, she'll fall in love with your cock!
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vivian cottonyarbrough

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hey yo vinicius
she said the sex was good but did she climax?
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pony Parkin

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wats up vinicius
play time is over now, get serious and increase your dick
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Tobias veitch


informativos, diretos e sinceros. quanta bondade. qualquer dia desses, recebo um abaixo-assinado.

segunda-feira, novembro 05, 2007

spirit of radio

rádio emociona as pessoas. não tou falando de ti enquanto ouvinte. tou falando de ti enquanto "falante". tu já teve a chance de falar na rádio? ok. não precisa, mesmo. tenho exemplos no dia-a-dia.

a verdade é que até mesmo as pessoas que deveriam ser acostumadas com a situação falam grandes bobagens. em 2005, o grêmio tinha o marcinho caganeira. o gil, do cruzeiro, é outro caso impagável:
- e aí, gil? vale tudo pra comemorar o título?
- é... só não vale dar o cu, né?

milton neves:
- e o ouvite sérgio pega no meu pau aqui... OPA! pega no meu pé... pega no meu pé...
com a hebe gritando no telefone:
- mas miltiiiiinho!!! que isso meu fiiiilho?? hahahah!

um horror.
os jogadores do grêmio até que falam bem. o mano menezes tem aquele jeito dele de dar entrevistas. às vezes é hilário, outras é um pé no saco. no beira-rio, na última semana, eu ouço entrevistas pra rir. ontem, depois de ganhar do vasco, o fernandão falou uma baita duma bobagem, provavelmente sobre o nilmar, mas eu não lembro o que foi.

no intervalo do jogo contra o sport, o abel d'água tava claramente bêbado, mas a pérola da noite foi um torcedor entrevistado no final do jogo. antes dele, outros dois deram o depoimento. os dois indignados com o time, um deles acusando o luigi de ser o culpado de tudo isso, e no final ambos mandando abraços pra não sei onde ou pra não sei quem. aí vem o terceiro, um pouco mais embriagado;
- pra começar eu não vou mandar abraço pra homem, que isso é coisa de gremista.
legal, meu chapa. tu vai mandar o que, então? abraço pra tua namorada? ou um beijo pro nego aranha? cada uma...

das poucas entrevistas que eu sei que o cara não se emocionou demais com a presença do mic foi dada depois do primeiro jogo da final da copa do brasil de 2001, no olímpico. e no caso, era eu o entrevistado.
o corinthians tinha saído ganhando, fazendo 2 a 0 até o início do segundo tempo, e o luís mário resolveu a questão e virou o jogo pra 2 a 2. sim. virou.
não lembro que rádio foi, provavelmente a guaíba, mas o cara me abordou no pátio do olímpico:
- e aí, meu jovem. acha que dá pra ganhar no morumbi?
- olha, depois de ter feito 2 a 0, o corinthians provavelmente não achava que o grêmio ia conseguir empatar o jogo. só que o grêmio pressionou muito e, mesmo com o corinthians tendo feito 2 gols fora de casa, acho que quem tá saiu de campo com a moral lá em cima foi o grêmio mesmo. o corinthians deve ir apavorado pro próximo jogo.
- taí o sentimento gremista. valeu.

eu deveria ser comentarista! eu poderia, por exemplo, estar no lugar do paulo césar vasconcelos, aquele idiota do sportv, pois meu prognóstico foi absolutamente certeiro.
e a minha entrevista poderia ser absolutamente perfeita, também, não fosse o final dela. porque quando ele ía saindo, eu resolvi deixar um abraço. e falei:
- só uma coisa. eu queria deixar um abraço pro pessoal de rio grande. e guardem esse nome: HILÉIA NA CABEÇA!
- ah tá. falou.

é. o rádio emociona qualquer pessoa.

quinta-feira, novembro 01, 2007

pergunta pro argentino.

- e aí, saja. e o nervosismo do grêmio?
- pergunta pro tcheco.

pois é, chiliquenta. tá na hora de tu entrar no eixo. a paciência da torcida tá indo pro espaço e com todos os motivos: NENHUM jogador do brasileirão reclama que nem tu. basta o grêmio tomar um gol e sair perdendo pra tu te descontrolar feito uma bixa.

vai te foder.

sexta-feira, outubro 19, 2007

metaconcentração

juro que tentei.
tu saiu falando e eu fiquei grudado
me concentrei do jeito que pude
até que fiquei cem por cento centrado
na minha própria concentração.
e antes mesmo que tu me pegasse pela mão
pra me segurar ali e me levar contigo
eu tinha saído voando.
já tava longe
em outro lugar.

quarta-feira, outubro 17, 2007

esse pessoal da criação não é mole...

- que coisa tansa. a guria é puta e ainda me tira uma foto numa escada de ap de motel...
- de repente nem é de motel...
- é sim! essa escadinha clássica sem apoio. dá até pra ver o toldo aquele que fecha a garagem. e a guria é puta. certo que é no motel.
- mas como é que tu sabe que a guria é puta?
- porra, de repente porque um amigo meu comeu ela e ela cobrou?
- ela cobrou??
- sim.
- então ele foi num puteiro?
- sim. é assim que tu tem acesso às putas. tu vai ao puteiro, escolhe uma puta, ela te diz um preço...
- como tu tá chulo hoje, vinícius. parece o daniel.
- daniel nada. chamei ela de puta, não de mina.
- mina é foda...
- e aí, paula. que que tu prefere: mina ou puta?
- ah, é 6 por meia dúzia.
- não, ué. puta tu é puta. mina tu é corinthiana!
- hm... é... prefiro puta, então.

quinta-feira, outubro 11, 2007

direto do publicidade de saia. mereceu o registro.
e, também, eu não ando com tempo pra postar porra nenhuma, mesmo. meu chefe repousa de férias e o trabalho repousa sobre mim.

quinta-feira, outubro 04, 2007

hello bunker hill.

vou dar minha opinião sincera sobre goodbye bunker hill: É UMA DAS COISAS MAIS AFUDÊ QUE EU JÁ OUVI.

clica ali no link e escuta ela. pode vir dar a tua opinião aqui mesmo. e eu já tou pensando em fazer um post, mais adiante, falando sobre tudo o que contribuiu como inspiração em cada uma das músicas. esses tempos eu parei pra pensar em who? e me dei conta de como as referências que geraram ela são distantes... ou não. árvore é apelido: é uma verdadeira sequóia genealógica musical.

nepotismo, sim, mas como autodidata que sempre duvida das suas próprias capacidades, eu tenho total direito de ficar tera orgulhoso de mim mesmo. ainda por cima quando o primeiro comentário que eu recebo, via e-mail, é "Mas que solo, hein, Sr. Vinícius?". ;)
é pra sair quicando.

letra do arthur, música minha e do chan.
manda bala: myspace.com/absenceofbr.

terça-feira, outubro 02, 2007

o eterno retorno.

se nietzche diz que as nossas escolhas ficam se repetindo ad infinitum, tem um momento da minha vida que eu gostaria de viver em replay todos os dias. uma vez meu pai sentou na minha frente e disse "vinícius, vai ter show do pink floyd aqui em bordeaux. tu TEM que ver esse show, só que eu vou tar viajando na semana do show. eu vou comprar ingresso pra ti e tu vai sozinho, tá?".
não questionei. "tu TEM que ver esse show" saiu como se meu pai tivesse me dando uma missão. seria a mesma coisa se ele me dissesse "tu TEM que conhecer o louvre", como uma obrigação moral de fazer algo pelo simples fato de que aquilo é AQUILO.

e aquilo era AQUILO, mesmo. não vai rolar agora, mas um dia eu vou escrever um post só sobre o assunto. vai ser o post mais longo e chato da história desse blog, só que é uma promessa de mim pra mim mesmo. a catarse do momento mais incrível da minha vida.

e o australian pink floyd no bourbon country. vi em 2005, vou ver hoje de novo. depois daquele show de 11 de agosto de 1994, durante anos a coisa que eu mais desejei foi ver tudo aquilo de novo. se um dia existir uma máquina do tempo, esse vai ser o dia qual eu vou querer voltar. se eu tiver uma ÚNICA chance de voltar no tempo, idem. e agora eu tou fazendo as contas: quantos aussie floyds eu preciso ver pra dizer que eu já vi pink floyd duas vezes?

sexta-feira, setembro 28, 2007

acidente de trabalho.

pois é. ganhei um bronze no colunistas RS 2007 com um anúncio de oportunidade do burger king... pra conquista da recopa pelo inter. juro que eu tentei me manter longe da coisa, mas eu tenho essa mania de ficar dando pitaco. deu nisso:
o anúncio não é só meu. mas SIM, ele também é meu. e como o momento era tão dourado pro futebol gaúcho que o grêmio já tinha enterrado o santos e carimbado passaporte pra bombonera, já saí criando idéias pro anúncio que eu realmente queria fazer.
e ainda tinha outros textos, alguns até mais punk, tipo:
MOTIVOS PARA VOCÊ COMEMORAR O TRI DA LIBERTADORES NO BURGER KING.
Muito simples: os outros hambúrgueres são fáceis demais de comer.

DEPOIS DE METER O BOCA, META A BOCA.
Whopper Triplo. Triplo como a glória tricolor.

FOME DE TRI.
Whopper Triplo. Você já fez um bocão. Comemore fazendo uma boquinha.

só que aí primeiro o juiz e depois o riquelme... ¬¬

enfim. a pública também levou outro prêmio, uma prata pelo maximídia sat 2006 em mídia digital. é isso aí, mano. vamo atrás do nosso espaço!

é fato.

quanto mais eu tento dormir cedo, menos eu consigo.

quarta-feira, setembro 26, 2007

economizar & comprar bem.

já estou convencido de que, mais cedo ou mais tarde, eu vou acabar recomprando todos os principais CDs da minha vida. eles obviamente gastam de tanto rodar. ano passado mesmo, a mariana me trouxe minha segunda cópia do the soul cages da alemanha, porque nunca mais vi pra vender no brasil.

aí ontem eu fui bater o ponto na cultura (porque eu entro lá, olho pra seção de metal e vou embora de mãos vazias e decepcionado) e vi ali, parado, o scenes from a memory. a minha cópia não apenas chegou ao estado de bagaço total, como ainda por cima eu emprestei e esqueci pra quem foi.

só que a cultura tem aquele sistema burro em que tu tem que perguntar prum carinha quanto custa um CD. não tá escrito na caixa. e as maquininhas que ficavam nas gôndolas sumiram. fui pro balcão:
- cara, quanto custa esse aqui?
(passa o CD na maquininha).
- 16,66.
- ?!?! esse CD custa 16 pila??
- sim.
- ...e é só passar no caixa?

16 PILA PELO SCENES FROM A MEMORY! mas o mais estranho é eu saber que eu cheguei a desconfiar do preço de um CD por ele custar o que ele REALMENTE custa. como é caro comprar CD no brasil.

terça-feira, setembro 25, 2007

tem horas que

escrever dá uma baaaaaaaita fadiga. (insere bocejo).

segunda-feira, setembro 17, 2007

desde que me conheço por porto-alegrense, essa cidade vive em obras. e parece que elas me perseguem. teve uma época que eu tinha certeza que elas variavam conforme o lugar onde eu trabalhasse. faz alguns meses, entretanto, elas chegaram aqui em casa.

então chego em casa de noite com aquela caralhada de trecos piscando laranja. e sempre aquela plaquinha: "DMAE em obras". mas, porras, se é o DMAE que tá em obras, por que o buraco é aqui??

quinta-feira, setembro 13, 2007

renan calheiros absolvido.

EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON! EDÍLSOOON!

quarta-feira, setembro 12, 2007

quinta-feira, setembro 06, 2007

www.myspace.com/absenceofbr


a absence of nasceu do próprio nome e de algumas coincidências. do próprio nome porque foi isso mesmo que aconteceu. me ocorreu a idéia primeiro com o jogo de palavras e só então a idéia de ter uma banda com esse nome.

foi quase instantâneo, na verdade. o nome bateu e trouxe junto uma puta vontade de botar ele em prática. só que não fazia sentido montar outra banda enquanto eu tinha a hiléia, assim como não havia sentido em sequer pensar em tentar convencer o ivan a mudar o nome da banda. então eu tinha na cabeça uma idéia que eu mesmo julgava genial, impactante e poderosa, mas que não via a menor perspectiva de executar.

e aí começam as coincidências: a hiléia acabou 2 ou 3 dias depois. ok, isso me deixou triste pra caralho. a questão era clara: como eu e o ivan concentrávamos a maior parte da criação da banda na gente, tanto letra quanto música, se um de nós saísse a banda acabava. e assim se fez. o ivan disse "tô fora" e eu disse "eu também", que era a mesma coisa que dizer "então acabou". tanto faz. acabou que eu sentei na cama e, numa boa, chorei. não era pra menos. parecia que eu nunca mais ia conseguir montar uma banda com as pessoas tão orientadas prum tipo de som.

mas eu tava enganado. passado o luto, ou seja, alguns dias depois, acionei uma coincidência anterior: a victória namorava aquele tal de orontes, um guri que ela tinha me apresentado na saída do show do australian pink floyd em junho de 2005, quando eles nem namoravam, sob o pretexto de "ele também tem uma banda com um som tipo o teu!". as músicas da ektapang eram completamente loucas e muito mal gravadas, mas eu curtia os arranjos deles, especialmente os timbres da guitarra e os direcionamentos melódicos e harmônicos. convidei o orontes, guitarrista, e o chan, irmão dele, baterista, pra entrar na história.

pro vocal, nova coincidência. ou conhecidência, nesse caso. porque o arthur era amigo de uma amiga minha e amigo do ex-professor de guitarra do orontes, coisa de 6 ou 7 anos atrás. não foi o primeiro nome que eu pensei, e eu até achava que ele não ia aceitar por causa da indriya. mas ele já tinha me convidado pra dois projetos, um deles sendo um marillion cover, e eu tinha ótimas referências da performance dele (mesmo que as pessoas que me falassem dele também tinham só as referências. nem a namorada lembrava dele cantando até outubro ou novembro do ano passado). expliquei minhas idéias pro arthur e ele topou.

e no baixo, era pra ser o ivan. convidei, mas ele disse que dificilmente toparia algo em porto alegre. ele ainda tinha a faculdade de música em pelotas, e não tinha perspectiva de se mudar pra capital, ainda menos se fosse só por uma banda. e então a última coincidência: quando eu convidei o orontes, ele me falou que a ektapang também não andava legal, e que poderia terminar. logo, o baixista deles também ficaria sem banda. logo, o daniel era uma pedida óbvia.

hoje eu botei no ar, na nossa página do myspace, o primeiro resultado dessa confusão toda. I'm coming foi feita pra ser exatamente do jeito que ela é: direta, sem rodeios, pra passar uma sensação de gana. tudo gravado em casa, como eu anunciei em vários posts desde janeiro, exceto pelos vocais e pela bateria. ela é a primeira de 4 que a gente tá terminando de gravar agora, e eu espero que o primeiro verso dela seja exatamente o que a banda representar pra quem ouvir nosso som:

more than what you wish
more than what you think of me
more than you ever expected
or what you wished me to be

escuta lá e depois pode vir me dizer aqui o que tu achou. se quiser a mp3, é só pedir. e eu sou pai orgulhoso pra caralho de um nome que foi além do nome.

nice.

dia 22 vai fazer um ano que eu me dirigi ao olímpico num sábado sem jogo. peguei uma fila que demorou mais do que aquele atrolho do portão 10. tudo porque o grêmio não indicava outra coisa que uma disputa de libertadores em 2007, e eu sabia que se eu não associasse eu e meu irmão a gente ia ficar de fora dessa. dessa de qualquer jogo importante.

e em dias de jogo nem tão importante assim segue vantajoso. tu sai do trabalho e vai pra aula. sai da aula e entra 5 minutos antes do segundo tempo começar, sem nenhuma culpa de ter pedido o primeiro e pagar (pagar?) pra ver só metade. e ainda vê o tuta dar passe de letra pro hidalgo dizer, com muita autoridade, "vai, sandro. faz esse pra quem já te comparou com o edinho". um horror.

obs. 1: preciso ver o lance do labarthe na TV. não sabia que chutar a gol dava expulsão.

obs. 2: post escrito ao som de I'm coming, da absence of. eu e o arthur já aprovamos ela. a menos que os outros 3 rapazes da banda levantem algum ponto, é questão de horas pra ela estrear no myspace.

segunda-feira, setembro 03, 2007

flashback/perspectivas para o futuro.


grêmio e botafogo 2007.


grêmio e botafogo 2006.

ontem no olímpico de 28 mil pessoas eu me sentia em 2006. o tuta que era um rômulo, e parecia até que o hugo e o lucas tavam jogando.
...se bem que parece mesmo que o grêmio procura um reforço pra posição de "polaco".

/

sábado fomos à casa do valmor pra dar um pitaco nas mixagens de I'm coming e goodbye bunker hill. I'm coming deve ficar pronta essa semana. acho que vai ficar exatamente do jeito que eu imaginei ela quando compus: pesada, densa e direta.

e em bunker hill nós infiltramos alguns samplers do pergunte ao pó, um filme que não tem nada de mais, a não ser a salma hayek pelada em plano aberto (melhor cena do filme. se o oscar fosse como premiação de propaganda e desse pra inscrever cenas isoladas, assim como se pode inscrever anúncios isolados, oscar pra ela).
a música sem os samplers já tava monumental, mas os diálogos deixaram a coisa muito maior. arrepiei ouvindo, mesmo sem grandes mixagens. a música tá ficando tão espetacular que nós decidimos não mostrar ela pra ninguém. do jeito que andam as coisas, em seis meses vem uma bandinha européia e qualquer e leva ela por alguns milhões de euros.

e a agatha, filha do nosso co-produtor/faz-quase-tudo vai ser uma gathinha. (trocadilho inevitável).

sábado, setembro 01, 2007

déjà vu.

01:45 da manhã e eu estou na agência. acabei de perder o churrasco da turma do pós, sendo que o andrei já me lançou a notícia de que a fernanda foi de sóbria a out-of-the-little-house em 0.3 segundos.
não é a primeira vez. ano passado, no dia 3 de março, ou seja, logo depois do carnaval, com todo mundo de férias, eu tava aqui, só que no lado oposto da sala.

pelo menos dessa vez eu não estou sozinho.

quarta-feira, agosto 29, 2007

um urubu cagou no meu carro.

ou talvez eu devesse até rever esse título e dizer "um urubu cagou O meu carro". porque o bicho cagou o meu carro quase que por INTEIRO. era uma trilha de "titica" (?) do limpador de pára-brisa até um pouco antes do vidro traseiro, praticamente tapando a visão do passageiro.

neste momento, tu estás aí te perguntando por que é que eu sei que foi um urubu. bom. eu sou um ornitólogo hornorário. "mapeei" várias espécies pouco comuns nessa região de porto alegre: tico-ticos, almas-de-gato (as verdadeiras, não os anús-brancos que se convencionou chamar de alma-de-gato), 01 cardeal, uma família de suiriris. e, lógico, 3 ou 4 urubus que sobrevoam os prédios aqui da volta em dias como essa quarta-feira de sol. aí ontem me perguntaram:
- mas como tu tem tanta certeza?
- olha... até onde eu sei, avestruz não voa.
até fiquei surpreso que um urubu cague tanto numa única rajada. mas não existe outra explicação. sem falar na precisão. tão precisos quanto as águias que miravam nas cabeças dos espanhóis no quadro "os últimos dias dos astecas", do primeiro onde está wally?.

e, claro, recebi comentários positivistas, da mesma família do "sonhar com merda é presságio de grana". com uma cagada daquelas, não é mal negócio, se for verdade. ainda mais em tempos em que a megasena tá em 45 milhões de reais.

terça-feira, agosto 28, 2007

scary pumpkin.

rolou uma baita preguiça hoje. caso alguém reclame, I slept with your wife.

sexta-feira, agosto 24, 2007

maldade III: uma bola de neve.

scary pumpkin diz (18:34):
beber umas cervejinhas, bixo... a vida não pára.
scary pumpkin diz (18:34):
e fica um travando o outro.
scary pumpkin diz (18:34):
que merda!
scary pumpkin diz (18:34):
"nah, vai lá e aproveita que tu pode. quando eu tiver bom eu te acompanho"

scary pumpkin diz (18:35):

e o altruísmo? onde fica?
mariana diz (18:35):
exatamente. eu que pergunto.
scary pumpkin diz (18:35):
não nasceram colados. não se colem agora!
mariana diz (18:35):
queria ver tu dar essa liçãozinha de moral pra gêmeos siameses.
scary pumpkin diz (18:35):
só porque um não pode se divertir não quer dizer que o outro tem que ficar ali sofrendo junto.
scary pumpkin diz (18:36):
bah. vou postar isso no blog. só pra todo mundo ver essa moral de cuecas tua do "vou fingir que não li isso".

depois dizem que as mulheres são mais sensíveis...
e eu tava com esse nick idiota por causa das tiras menos engraçadas do mundo, especificamente a série que começa na número 13.

quarta-feira, agosto 22, 2007

que fase...

o cara perdeu a eliana. tá certo que a eliana não é lá grande coisa. mas sair dela pra pegar a irmã do gavilan é uma merda!

ah pára, galvão!

vagner love recebe passe na intermediária, avança e é abraçado e derrubado antes da grande área... pelo goleiro. nada é marcado. galvão bueno mostra toda sua indignação afirmando que não é possível que um juiz da segunda divisão francesa apite um jogo da seleção brasileira.

ora galvão. tu diz isso porque não anda narrando jogos da primeira divisão do brasileirão. ano passado, quando eu escrevia no semcaneleira, eu lancei o conceito de brasileirão plus, que era esse campeonato paralelo que os times de fora do eixo rio-são paulo, especialmente os gaúchos (porque eram os que tinham mais chances de roubar do sudeste do país o título), disputavam. o brasileirão plus era um patch do brasileirão normal, que aumentava o level de dificuldade do jogo. os textos infelizmente não estão mais no ar, apesar do carlo, editor e dono do site, ter se declarado fã da idéia. a cada rodada do brasileiro eu confirmava minha teoria.

pois esses dias eu postei aqui que a dupla gre-nal anda jogando um subcampeonato. ERREI! a dupla gre-nal anda somente jogando o brasileirão plus '07. lançado pela CBF para o brasileirão deste ano, o patch faz o torcedor valorizar ainda mais cada vitória, já que os jogos tornam-se mais difíceis em função de arbitragens razoavelmente tendenciosas. o adicional desse ano é que até mesmo times paranaenses conseguem roubar dos gaúchos. sábado mesmo eu fui ao olímpico ver o grêmio ganhar do paraná de 2 a 0. seria 4 a 0 se não fosse o juiz que não apenas não deu dois pênaltis (veja os dois pênaltis aqui. o primeiro a 00:48 de vídeo e o segundo a 3:23). saí do estádio com a sensação muito clara de ter visto um dos jogos em que mais roubaram do grêmio em ANOS. coisa parecida já tinha acontecido contra o atlético paranaense, quando o juiz travou a partida inteira com faltas ridículas.

assim fica difícil mesmo, mano. tá certo que o grêmio não fez grande partida contra o corinthians, mas quem disse que a derrota não passou pela arbitragem ou não viu o jogo ou quis supervalorizar as falhas do grêmio. quem explica que o juiz não tenha dado falta quando o goleiro mostrou a sola para o tuta? quem explica que o juiz tenha inventado uma falta em que o anderson pico não apenas está com a bola dominada como nem sequer ele toca no jogador do corinthians que marca ele na intermediária lateral esquerda de ataque, lance que acabou originando o escanteio do primeiro gol do corinthians? e os colorados também tiveram motivos pra reclamar do fim-de-semana e das últimas rodadas.

atualmente, galvão,
a menos que se considere apenas atuações de árbitros em jogos entre times do eixo rio-são paulo, NENHUM árbitro brasileiro tem condições de apitar um jogo da seleção. mas pra ti pouco deve importar. porque teu flamengo vai se safar do rebaixamento, do mesmo jeito que já tão safando o "timão".

terça-feira, agosto 21, 2007

maldade II (atmospheric dark doom evil humour).

esse é o tipo de post que envergonha teus pais.

vinícius diz (11:00):
cara, o lance na casa do tatu é com as mujeres, né?
Gustavo diz (11:01):
pelo o que eu entendi sim
vinícius diz (11:01):
ah bom
vinícius diz (11:01):
ok
Gustavo diz (11:01):
hehehe
vou ver se a minha mujer vai querer ir, ela geralmente fica meio de cara quando eu vou no jogo
vinícius diz (11:02):
que bobagem isso. por que?
ela não gosta que tu vá ao futebol com os amigos?
aheuiaheiuhaehae
Gustavo diz (11:02):
pq ela detesta futebol. acha a maior perda de tempo, babaquice e falta de cérebro que existe
e isso que ela nunca foi no senado
vinícius diz (11:02):
ARHEUARHEARE
então começa a fazer terrorismo poético.
avisa que tu vai querer ter 11 filhos e TODOS vão jogar na escolinha do grêmio.
Gustavo diz (11:03):
hauehauehaueae
vinícius diz (11:03):
e um dia haverá o bourscheidt futebol clube.
Gustavo diz (11:03):
certo, é uma boa tática
BFC
vinícius diz (11:04):
aham
Gustavo diz (11:04):
gostei, será que dá dinheiro?
vinícius diz (11:04):
se teus filhos forem MUITO bons...
Gustavo diz (11:05):
olha, geralmente se diz que os filhos saem melhor que os pais, pelo menos razoáveis eles podem ser
no futebol
vinícius diz (11:06):
não tenho certeza sobre isso.
porque se depender disso eu já vou comprar o passe dos futuros filhos de amigos meus.
vinícius diz (11:07):
e cara, eu vou ficar trilionário!
Gustavo diz (11:07):
heheuehue
ae o guri nasce com down, quero ver
vinícius diz (11:07):
é
vinícius diz (11:07):
guri filho da puta!
vinícius diz (11:07):
em vez de nascer com o DOM
vinícius diz (11:07):
me nasce com DOWN!
Gustavo diz (11:07):
uaueahuaehuaeueahuae
vinícius diz (11:07):
retardado.
vinícius diz (11:07):
(essa foi a coisa mais maldosa que eu já falei no msn)
Gustavo diz (11:08):
é, eu acho que eu tb.
vinícius diz (11:08):
oremos.
Gustavo diz (11:08):
spider piiiiiig

sexta-feira, agosto 17, 2007

quinta-feira, agosto 16, 2007

maldade.

inventei uma nova versão pra melhor piada do mundo: a do paraguaio.

o cara na cadeira-de-rodas chega no guichê de informações e é atendido por uma velhinha:
- eu sou um paraplégico. estou aqui para o parapan.
- para queeeee???
- PARAPLÉGICO!

ah, mas é melhor que a versão do português.

quarta-feira, agosto 15, 2007

a propaganda (muito) além de propaganda.


isso é absurdo. é sensacional.
e viva o viral.

dois gênios.

if we seek solace in the prisons of the distant past
security in human systems were told will always always last
emotions are the sail and blind faith is the mast
without a breath of real freedom were getting nowhere fast

if God is dead and an actor plays his part
his words of fear will find their way to a place in your heart
without the voice of reason every faith is its own curse
without freedom from the past things can only get worse

sooner or later just like the world first day
sooner or later we learn to throw the past away
sooner or later just like the world first day
sooner or later we learn to throw the past away
sooner or later we learn to throw the past away

history will teach us nothing

- sting. history will teach us nothing.

terça-feira, agosto 14, 2007

maluquices em geral

como ando meio preguiçoso pra pegar as duzentas idéias que eu ando tendo e transformar em texto agradável (objetivo nem sempre cumprido por essas bandas, afinal aqui tudo é tentativa), resolvi aproveitar um comentário que eu tava fazendo blog do leandro pra fazer um post aqui. ou seja, leia ANTES o post dele aqui.

indo pro outro limite, não faria sentido o cara levar um rango inteiro pruma mesa de restaurante e esperar que o dono ficasse feliz. "ó. minhas mesas são tão boas que tem gente trazendo comida de casa pra comer aqui!". o cara não é do ramo de aluguel de mesas. não é o negócio dele.

mas aí imagina se tu entra na C&A. vem a atendente.
- meu senhor, nós VENDEMOS ROUPAS nesta loja!
bem... as lojas de roupas seriam muito mais interessantes.

segunda-feira, agosto 13, 2007

japanaca.

peixe cru
sem classe nem tradição
sushinelão.

domingo, agosto 12, 2007

bruno para definir tudo:

Bruno diz (19:33):
to de cara com o gremio
Bruno diz (19:33):
puta que pariu
Bruno diz (19:33):
como pode?????
Bruno diz (19:33):
ja nao bastava o mano tirar alguem ofensivo pra botar um volante
Bruno diz (19:34):
agora ele tira um volante pra botar um zagueiro
Bruno diz (19:34):
só falta ele tirar um zagueiro pra botar mais um goleiro da proxima vez

quinta-feira, agosto 09, 2007

hidalgo!

vou mudar o "nenhum colateral" pra "nenhum lateral".

EU CONFESSO.

sozinho em casa, trancado no meu quarto nas tardes quentes de 96. foi assim que eu descobri de verdade aquela coisa mágica. parecia maior quando era com a minha mão. era mais forte, tomava conta de mim. mais um momento autodidata, mais uma coisa que eu aprendi a fazer sozinho.
e me divertia fazendo sozinho. meus pais trabalhando, meu irmão na escola. tardes inteiras para render uma bela tendinite. e sempre reinventando, com 2, 3, 4 ou até 5 dedos. depois me dando conta de que era possível com as duas mãos. no início só com as brancas. depois, as negras. e enfim com todas elas, derramadas na minha frente, lado a lado ou uma em cima da outra. aperfeiçando movimentos em mãos alternadas.
mais técnico, mais preciso. o resultado era cada vez mais denso, e ocupava cada vez mais o tempo que eu passava longe do quarto. em aula, na rua, em qualquer lugar. ensaiava o ato sem nem me dar conta, por cima da classe, mesmo. as gurias me olhavam estranho. os caras riam de mim.
até que um dia, me perguntaram se poderíamos fazer juntos. um amigo meu. fiquei cabreiro. e se ele soubesse mais do que eu? e se ele fosse melhor, mais experiente, mais... intenso? terrível, mas aceitei.
passada a primeira insegurança, a companhia me caiu bem. foi mais incrível ainda. repetimos. e depois de novo. e então de novo de novo.
até que decidimos que a gente queria chamar mais gente pra tocar com a gente. e montamos uma banda.

sexta-feira, agosto 03, 2007

desprendimento.

nós homens somos menos apegados a coisas que não conquistamos. é mais fácil viver assim. acaba que lidamos com a vida de uma maneira bem mais "foda-se", "e daí?" ou "próxima!". ou seja, de uma maneira bem mais natural.

eis o diálogo que resume toda a existência XY.
- pô, aquela guria que tu trovou por meses tá namorando...
- foda-se. ela engordou, mesmo.

bem mais prático.

quinta-feira, agosto 02, 2007

alguém pior do que uma entrevista do alex (depois de jogo)...

esse jogo do grêmio com o figueirense teve certamente o pior narrador do mundo. eu ia evitar postar sobre futebol, mas é inevitável.

só no 1º tempo:
"o jogador do grêmio roubou a bola e passou para o patrício que ia direto pro gol ao sofrer a falta."
nunca tinha visto o patrício jogar com a camisa 9 antes.

"o carlos eduardo tava em condição legal. se precipitou o bandeirinha. o anderson pico é quem estava impedido."
aham. o anderson pico com a bola no meio do campo. coitado do douglas.

"é essa a situação! o figueirense tem um a menos e o grêmio tem um a mais!"
PORRA. o grêmio tinha 12 em campo, então?

***
grêmio e inter vêm jogando um subcampeonato. só isso explica que nossos jogos tenham juízes TÃO RUINS. aliás, o nível técnico desse brasileirão tá uma bosta de qualquer jeito (ainda mais agora que o pato foi embora), mas os juízes tão conseguindo deixar pior.

they're coming

the police confirmado pro final do ano entre 5 e 7 de dezembro, rio e são paulo. não vai dar jeito. vou ter que ir até lá e finalmente completar a minha top 5 list:
[x] pink floyd
[x] rush
[x] pain of salvation
[x] dream theater
[x] the police/sting

o vácuo interior de todos nós.

aí tu vai ao banheiro e bota tudo pra fora. aquilo sai com jeito de urgência e, conseqüentemente, alívio. é muito bom.
mas tu sai do banheiro com aquela sensação de vácuo. chega a doer, como se tu tivesse todo sendo sugado pra dentro. saiu tudo, sobrou um buraco.
então começa. depois do vácuo, é como se algo começasse a preencher ele. e junto, o barulho de tudo isso. bem... o barulho de vácuo sendo preenchido, como vocês sabem.

sinusite é foda!