quinta-feira, abril 15, 2010

dead again. again.

pete steele um dia serrou seus próprios caninos pra ficar com ares vampirescos e era feio pra caralho. um feio de quase 2 metros de altura que, por conta disso, de um relativo sucesso cult no meio underground americano, da falta de grana e de um pau enorme, posou nu para a playgirl na década de 90.

era drogado, bêbado, tomou tufo de não sei quantas namoradas e, aproveitando seu visual altamente obscuro e seu gosto pela depressão, formou o type o negative pra fazer sua catarse e mudar de ares em relação às suas bandas anteriores, o fallout e o carnivore.

forjou sua própria morte (midiaticamente) várias vezes. mas morreu, mesmo, ontem.

foi uma das figuras mais controversas que eu vi no mundo do metal. todas as entrevistas que eu li do cara foram de uma sinceridade absurda e, mais do que isso, de uma demonstração de inteligência absurda. apesar da luta constante contra os próprios defeitos, era dono de uma crítica e autocrítica gigantes, e não por menos escreveu letras espetaculares sobre os temas mais variados:
tipos pervertidos, drogas, discriminação racial (kill all the white people, then we'll be free. e ele é branco), lirismo fantástico e letras de amor tando devotado (love you to death ou be my druidess) quanto de situações mais realistas (die with me), o que tirava dele qualquer suspeita de só saber escrever coisas enfadonhamente dark ou góticas.

gozado é que domingo agora, na saída do ensaio, eu e o chan saímos falando exatamente sobre a capacidade lírica e musical do pete. mesmo sendo o type o negative muito caracterizado pela temática sarcástica do pete em relação à própria vida e depressão, os discos da banda sempre foram marcados por músicas pesadas bonitas, melódica e harmonicamente. e pelo estilo inconfundível do vocal grave e do baixo com distorção, que dava liberdade pra guitarra ficar menos nos riffs e mais nas melodias e solos. foi por isso que, quando meu pai comprou o october rust em 97, eu roubei dele 2 dias depois e o disco nunca mais voltou pra coleção dele. october rust que, aliás, é um discaço, uma sonzeira atrás da outra: love you to death, be my druidess, haunted, wolf moon e a IMPAGÁVEL my girlfriend's girlfriend, she looks like... you! my girlfriend's girlfriend, she's my girl... 2! isso é genial. até hoje piro escutando esses sons, coisa que eu vou fazer agora, por sinal.

mas como esse texto veio me de sopetão e ficou uma bosta, eu vou copiar a sensacional letra de the green man e salvar o post. vai em paz, gênio!

spring won't come, the need of strife to struggle
to be freed from hard ground
the evening mists that creep and crawl
will drench me in dew and so drown

I'm the green man
the green man


sol in prime sweet summertime
cast shadows of doubt on my face
a midday sun, it's caustic hues
Refracting within the still lake

autumn in her flaming dress
of orange, brown, gold fallen leaves
my mistress of the frigid night
I worship pray to on my knees

winter's breath of filthy snow
befrosted paths to the unknown
have my lips turned true purple

life is coming to an end
so says me, me wiccan friend
nature coming full circle

I'm the green man
the green man





ah, sim. oi blog. tudo bem?

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

?

toda vez que eu entro na academia, entro com um objetivo bem definido: sair. não que eu não goste de ir lá treinar (é bem o contrário: é quase um processo terapêutico de desligamento de cérebro, o melhor pra quem definitivamente não é um grande "olhador de televisão"), mas fico de cara de se permaneço lá por 1 hora ou mais. acho do caralho quando consigo sair em 40 minutos, mas isso só é possível em alguns treinos específicos.

portanto, mesmo me dando bem com quase todo mundo lá, eu prefiro os horários mais vazios do meio da manhã ou do final da noite e, se ninguém puxar papo comigo, só abro a boca pra dizer "e aí" e "falou". os períodos de descanso são gastos andando em círculos. teoricamente eu faria isso pra não quebrar o ritmo do coração, mas a verdade é que eu ando em círculos em casa quando tou no telefone. é TOC.

agora que você já está contextualizado, conto o que aconteceu hoje. era quase meio dia e a galera do horário do almoço chegou lá pra malhar. tudo gente de empresas da volta. num dos meus "intervalos de urubu", um cara de óculos olhou pra mim e disse:
- tu trabalha com informática?

a cara que eu fiz foi exatamente a do título deste post:
- ?
- se tu trabalha com informática.
- ahaha. como assim? baseado em que?
- é que tu é o estereótipo!
- po, valeu por me chamar de nerd. alto, magro...
- ahaha, não, não é bem por isso. é o jeito.
- ah, beleza. então de repente o comportamento autista de andar em círculos pela academia entre um exercício e outro.
- nah, isso o cara faz pra manter os batimentos em alta.
- bom, tudo bem. eu confesso que eu tenho um diploma de técnico em informática.
- ó! viu o feeling?
- mas eu larguei por total inaptidão. eu não era nerd o suficiente. eu sou publicitário.
- e eu... trabalho numa empresa de TI.

aí não entendi se o cara queria me contratar ou se ele queria outra coisa por aparentemente ter se identificado comigo. batendo papo com ele depois descartei a segunda opção. de qualquer forma, é uma situação engraçada alguém chegar pra ti e te dar uma assim, na cara. esses tempos eu encontrei o bernard, meu colega da primeira turma da worldengine, na qual ele era guitarrista. ele tava na sessão de gravação dos hammonds, pianos e mellotrons de 12th, na lado b. aí ele largou essa pro valmor, comigo junto:
bernard: cara, o vinícius tá diferente...
eu: hehe. é que eu cortei o cabelo.
bernard: não... tu tá mais gordinho...

não consigo parar de rir disso. por sinal, o vídeo de 12th, que eu não postei aqui. vale a pena ler a descrição da música no youtube:

PS: já devia fazer uns 2 anos que eu tentava escrever um post com o título "?". mas nunca achei um motivo realmente genuíno. agora achei.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

terça-feira, janeiro 19, 2010

o motociclista bom.

(tentando tirar o atraso dos assuntos aqui...)


eu fiquei meio puto da cara quando pintou na TV aquela (essa) campanha do motorista legal. o primeiro comercial que eu vi foi esse acima, do cara que safava o motoqueiro, 90% de chances de ser um motoboy. fiquei puto porque esse filme sozinho transfere a responsabilidade: o motorista é que tem que ter respeito pelos outros - o cara da moto pode ser inconsequente. logo, no meu carro, tenho que prever o imprevisível pra evitar que um idiota morra. depois vi o resto da campanha e saquei que ali tem puxão de orelha pra todo mundo. aí sim, legal.

em todo caso, motoboys são os mágicos do trânsito. do nada eles brotam no teu espelho, em geral quando tu tá fazendo uma passagem de uma pista pra outra, dando sinal. eles não tão nem aí. enfiam o pé (ou o punho) e atiram a moto pra cima de ti. se der merda, tu que te estrepe tentando provar que a culpa é do outro. e ainda periga pintar outro motoboy pra testemunhar a favor da classe. mas motoboy é apenas a caricatura da coisa. motoqueiros em geral aprontam horrores por aí. e eu já ruminava toda a minha raiva contra a campanha quando lembrei duma coisa que me aconteceu no final de 2008, no início da dom pedro II, logo depois da saída do viaduto da assis brasil.

eu tinha ido num cliente lá passando o aeroporto, perto da fronteira com santa catarina... nah, tou brincando. era na ceasa. na volta, peguei a perimetral às 18:30. subi e desci o viaduto pela pista da esquerda, o que fez com que, graças à esperteza dos nossos engenheiros de trânsito, eu do nada me encontrasse na pista do ônibus, rumo ao corredor central. resolvi trocar para a pista à minha direita, e obviamente ninguém me deixou passar. entendo os outros. eu devia ter planejado isso antes, e ninguém quer perder o sinal verde. de repente a fila parou e eu pude entrar. quem segurou a fila pra mim era... um cara de moto.

odeio motoqueiros que passam a mil pelo corredor quando tu tá ali parado, esperando o sinal abrir, mas eu precisava retribuir pro cara. colei meu carro no canteiro central e abri espaço pro cara passar. 10 motoboys passaram, o cara não. insisti. mais 10 motoboys, o cara seguia atrás de mim, bem no meio do meu retrovisor. ainda tentei de novo, e mesma coisa.

entendi que eu tava diante, ou melhor, à frente de uma cabeça privilegiada. e apesar de sacar de todos os riscos envolvidos, botei meu carro pra direita na pista, ferrei com todos os 10 motoboys que passariam por ali e abri um espaço pro cara à minha esquerda, entre eu e o canteiro. o cara não veio. abri o vidro e chamei ele, ele meio que titubeou, mas veio. tudo era absurdo: o cara plantado atrás de mim, eu chamando ele pra bater um papo na perimetral lotada... falei pra ele:
- cara, sei lá. preciso te dar a real. nunca vi isso antes. tu é o primeiro motoqueiro que não costura e não passa voando pelo corredor.
o cara ficou tri sem jeito, e pelo que ele disse, não sem motivo:
- po, velho. valeu! e pior que eu conto pras pessoas e ninguém acredita em mim!
- sim. tu nunca sabe de onde vai sair um maluco a milhão, dá medo até de trocar de pista.
- pois é. eu prefiro gastar uma horinha a mais pra chegar em casa do que ficar me arriscando. mas o pior é isso: eu conto que eu faço isso e os caras acham que eu tou de sacanagem...
- po, meus parabéns, cara. tu é uma cabeça diferente, mesmo.
- heheh. valeu!

fechei o vidro. ele deu ré com os pés e VOLTOU pro lugar dele, atrás do meu carro. depois quando eu dobrei num retorno, passou por mim e deu uma buzinadinha. achei engraçado que, por pura curiosidade de falar com uma figura dessas, eu acabei praticamente "fazendo o dia" do cara. mas é aquela velha história: as pessoas só reconhecem teus atos de bondade triviais, porém constantes, o dia que tu pega uma metralhadora e mata 8 no cinema do shopping. aí alguém vem e diz:
- o fulano?? sério?? mas ele era tão bom...

e nunca mais vi motoqueiro fazer NADA parecido.

terça-feira, dezembro 29, 2009

...

às 23:45 deste domingo 27 de dezembro de 2009 eu sobrevivi a um acidente rodoviário. “sobrevivi” talvez seja meio forte demais, mas não tenho certeza.

o fato é que eu tava vendo dvd no notebook quando, de repente, rolou a freada brusca, a guinada em direção ao acostamento da direita, uma nova guinada – agora para o outro acostamento, o da contramão – e aí, finalmente, eu vi que tinha um carro girando na pista, ao lado do ônibus. me senti como se eu fosse uma daquelas câmeras de carros de policia americanos no programa “vídeos incríveis”.

escrevo este texto no meu notebook às 00:55. neste momento o motorista está num posto da prf fazendo a ocorrência. o outro motorista aparentemente fugiu.

é gozado. eu sei o que aconteceu, eu podia tar no barranco da beira da 116 agora... mas não tou nem fiquei nervoso. minha tranqüilidade chega a sugerir niilismo. acho que a ficha ainda não caiu.

““sobrevivi” talvez seja meio forte demais” talvez seja justamente devido ao fato de que a ficha ainda não caiu. mas não tenho certeza.

obs1: eu corri desesperadamente pra poder pegar o bus das 21.
obs2: na parada do grill, eu entendi o motorista dizer “20 minutos” na descida. Atrasei a saída, porque ele na verdade disse “15”.
obs3: o bus das 22 acaba de passar por nós.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

novo comercial do itaú

o novo comercial de fim de ano do itaú (não achei no youtube) tem o seguinte texto.
em qualquer lugar, em qualquer idioma, o amor, a união e o PERDÃO foram feitos para você.

"e o PERDÃO"? arrã... quero ver na hora de perdoarem os juros de um empréstimo.

terça-feira, dezembro 22, 2009

ganhando grana com a desgraça alheia

a mulher (ex) do tiger woods vai pedir meio bilhão como RECOMPENSA pelo divórcio com o cara. sim, meio bilhão não é indenização. é um prêmio!

e ainda quer a guarda das crianças, alegando que o cara é viciado em sexo e calmantes. garanto que o vício em sexo não foi problema quando ela abriu as pernas pra ver se já amarrava o cara na primeira vez.

mas o legal mesmo foi isso aqui: "A possível causa foi uma agressão por ciúmes por parte de sua esposa. A ex-modelo sueca teria descoberto que seu marido tinha tido diversas amantes antes e durante seu casamento. A ampla lista de mulheres veio à tona após o acidente, vindo inclusive de algumas delas."

haueihuieahea
vou fazer as camisetas "I fucked Tiger Woods". deve dar dinheiro. a lista é ampla e elas não têm vergonha de falar!

sábado, dezembro 12, 2009

É HOJE.

...o link abaixo.

***

planejamento urbano.
há pouco mais de uma hora, as ruas de porto alegre se encontravam perfeitamente navegáveis.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

absence of + ankh + prophajnt, dia 12/12 no eclipse studio bar


absence of com 2 composições novas + 2 covers "inéditos", além de sorteio de camisetas e CDs demo da banda. estejam lá, até porque precisamos da força da galera pra empatar a casa.

e eu gostaria muito de contar com a nobre presença do guilherme, que nunca foi num show da AO. heuieh

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Absence Of and The HOT AS A HELL experience

como ninguém mais deve lembrar, especialmente porque eu ando na preguiça absoluta pra postar aqui, a absence of tocou no garagem dia 17/10, no evento chamado de hot as a hell, com as competentes it's all red (banda cujo próximo CD deve contar com duas participações minhas), disrupted inc. e one of them.

dado que amanhã ou sexta no máximo eu vou divulgar o nosso próximo show por aqui e dado que eu sigo preguiçoso para postar, vou apenas repostar o texto que eu publiquei no blog da banda lá no myspace. tá em inglês, seguirá em inglês. e mesmo sem detalhar a execução das músicas, diz basicamente tudo.


When we were invited by Ricardo Finocchiaro we felt very happy. We hadn't played since May 2008 at the 9th Zeppelin in Concert, also after an invitation by Ricardo. After that gig, we had a few months with a blank spot on the mics, because of Arthur's studies in Baltimore, USA, and focused completely on song writing. We started a whole bunch of new ideas, most of them lost or forgotten a few months after. But even our focus wasn't THAT focused since some of the guys had to put music aside and to give attention to professional or studying matters.

This year, though, we had more success on composing objectively, and new songs have been worked out in the last months.

So, when Ricardo invited us, we had two weeks for putting a 40 minute setlist to work. And looking at the other bands (It's All Red, One of Them and Disrupted Inc.), we were sure that we needed to do our best. And our heaviest.

Which we did, but not without a last hour issue: cutting out a song from the set. We planned playing the sequence I'm coming, Blank, Goodbye Bunker Hill, Ennui (one of the new tunes), Herd, One warm day and Led Zeppelin's Immigrant Song. After watching two mosh pits in a row during IAR and Disrupted's presentations, we thought it would be really nice not to play the dense, introspective keyboard led parts of Bunker Hill. For our own security, perhaps.

What happened was that we set our moods for "whatever" mode and kicked everything, everyone away. We played with iron balls. And it was OUR BEST SHOW EVER until now.

Well, everybody's gotta learn sometime. :P

quarta-feira, novembro 25, 2009

terça-feira, novembro 24, 2009

desdobramento da primeira certeza do post anterior.

por mais que tu tente, tu não vai conseguir consertar o erro alheio e, ao mesmo tempo, ensinar-lhe uma coisa nova sem chamar o outro de burro. e ele deixará de focar no fato de que tu mostrou algo novo a ele, focará no fato de que tu chamou ele de burro (mesmo sem querer) e não vai aprender coisa nenhuma com isso.

e ainda vai te achar arrogante.

algumas certezas.

a vida me ensinou e me reitera implacavelmente algumas verdades. eis duas delas:
- as pessoas, em geral, raciocinam pouco.
- o tártaro sempre vence.

quinta-feira, novembro 19, 2009

o capitão do recomeço.

grande tcheco.
reergueu o grêmio em 2006 quando liderou o time que calou o moranguinhos que já se diziam campeões gaúchos.
reergueu o grêmio em 2006 quando liderou o time na luta pelo título e na conquista de uma vaga na libertadores.
reergueu o grêmio em 2007 quando liderou o time até o vice da américa, fazendo gols decisivos em TODOS os jogos no olímpico até a final.
reergueu o grêmio em 2008 quando liderou o time na luta pelo título até a última rodada, também conquistando uma vaga na libertadores.


infelizmente agora a idade tá pegando pra ti. mas tá de "bom" tamanho. tu não merece esses TORCEDORES MERCENÁRIOS que pensam que ídolo só é ídolo se traz taça pro clube.
parece até que o grêmio já nasceu campeão do mundo em 1903 e que ninguém teve que sustentar o time nas épocas das vacas magras. ou... que é pouco ter disputado uma final e uma semifinal de libertadores e 2 títulos de brasileirão apenas 4 anos depois de retornar da quase-falência.

valeu pra caralho, capitão.

porto alegre nunca esteve tão bonita.

se é o fim do mundo ou não, eu não sei. o fato é que não lembro de ver revoluções meteorológicas tão regulares. faz um solaço firme, quente. dois dias depois chove aos cântaros. aí volta o sol firme e quente e repete tudo outra vez.

eu gosto de olhar a grama crescer. sempre faço intervalos nos trabalhos aqui em casa e vou dar uma volta no pátio, olhar os sabiás que tão catando matéria prima pra segunda ninhada do ano, as curruíras, as eventuais pombinhas, etc. e, junto, aproveito pra ver a grama crescer.

tempos atrás falei pra minha vó que a grama tava muito feia. e tava mesmo. cheia de buracos, amarelada, com a terra dura embaixo aparecendo. agora a situação mudou completamente. olhei pro gramado agora, debaixo dessa chuva torrencial que desaba sobre nós, e reparei que faz muito tempo que eu não vejo ela tão verde. já tinha reparado nisso ontem, debaixo do solaço, na verdade.

mas não é só a grama aqui. é em todo lugar. porto alegre inteira tá estourando de verde. assim ninguém precisa de bienal nenhuma pra notar as coisas da cidade. eu, pelo menos, não preciso. sou mais os sabiás. pena que el niño tenha que derrubar algumas árvores nesses rompantes de mudança climática. pena que gente morre ou perde casa por aí. e pena que ano que vem eu vou comer menos camarão.

terça-feira, novembro 10, 2009

life on mars.

a mars express mandou imagens de uma zona erodida por água em marte. legal. talvez seja um novo indício da possibilidade de vida no planeta vermelho.
agora alguém me ajuda a entender o que tá escrito no canto superior esquerdo da imagem, por favor...

sexta-feira, novembro 06, 2009

synchronicity II

a época da frança é uma época de ouro na minha vida. antes de tudo, não precisa ir até o chuí comprar kit kat. ia até a tabacarie mais próxima, que no caso lá de casa, ficava a uns 2 minutos a pé. fora outras coisas que eu vivi na época: ensino público de altíssima qualidade, show do pink floyd, viajar por toda a europa de carro, eurodisney, conhecer minha cidade natal, aprender a me virar sozinho numa cidade de milhões de habitantes, entre outras várias coisas. todas elas muito menos importantes que o kit kat, é claro.

não foi só comigo. graças ao orkut, uns anos atrás eu achei a michelle de novo. entre os brasileiros, foi minha melhor amiga na frança, com certeza. e esses dias eu falava com ela, que hoje mora nos EUA, no msn e a gente teve mais ou menos essa conversa:
- uma das coisas que eu sempre lembro daquela época é de você jogando videogame.
- videogame? não era computador?
- era videogame.
- eu era péssimo no videogame.
- we should have never left those fuckin' times. queria ficar pra sempre presa em qualquer dia que fosse na frança. era tudo perfeito.
- ahahah. se eu tivesse que escolher um dia pra voltar na máquina do tempo, escolhia 11/08/1994.
- por que?
- como por que? esplanade des quinconces! pink floyd!

não deu 5 segundos, meu winamp no shuffle tocou o seguinte arquivo:
Pink Floyd - 11-08-94 - 09 One of these days

não sei se é deus, se é a matrix ou se é a alanis morrissette. mas alguém por aí se diverte às nossas custas.

terça-feira, novembro 03, 2009

synchronicity I

acho que já postei com esse título, mas enfim...

a gente raramente pensa no que PODERIA ter acontecido caso tivéssemos feito diferente quando tudo dá certo. tipo: teu time acerta um gol de falta no último minuto. por que pensar "e se ele tivesse errado?". ora, tudo aconteceu exatamente como tinha que acontecer. a outra torcida? não existe. existo eu, só.

hoje eu fui no iguatemi e resolvi deixar o carro na rua, em vez de entrar no estacionamento. 4,50 por 15 minutinhos é um ultraje, e por mais que eu só fosse comprar CDs virgens, sempre penso que pode acontecer uma merda e o preço do CD inflacionar subitamente.

mas eu tava com meu irmão e eu tinha que tirar uma grana pra pagar um táxi pra ele pro show do FNM. como o caixa do BB do iguatemi tá sendo reformado, tive que ir até o bourbon country pra tirar a grana lá. mas não fui: atravessando a renner eu me liguei que eu tinha dinheiro na carteira. então o bruno seguiu pro bourbon, já que queria ir na cultura, e eu voltei pro carro.

quando entrei no carro, a janela do carona aberta. meu irmão esqueceu de fechar. olhei por tudo à volta, tavam lá meu som, meus óculos escuros, meus CDs, tudo... aliás, fiquei surpreso de estar lá O CARRO.

pensei na mesma hora: se eu tivesse ido até o bourbon e tivessem entrado ou levado o carro, eu pensaria "bah, quando não consegui pegar dinheiro no iguatemi, devia ter ido direto pro carro...". mas eu não fui até o bourbon e tava tudo certo. a pergunta que fica é: e se eu tivesse ido até o bourbon pegar dinheiro?

impossível saber.

ZOMBIE EATERS 7, QUASE...

talvez evidenciando algum traço de TIMIDEZ da banda, novamente no eclipse, para um público pequeno, fizemos um showzaço. bem melhor e mais concentrado do que o show (divertido porém) desatento do manara que recebeu 700 pessoas uma semana antes.
ok: crédito pro fato de que pro outro show a gente não fez nenhum ensaio. pra esse a gente fez... um. 01.

destaque pro maluco que, depois de 3 bis, fez um lobby pra galera pra gente tocar mais um. na falta de repertório, ele pediu para ricochetearmos ricochet. ricocheteamos. e o cara ganhou o microfone do zed. berrou feito um louco, pulou, se contorceu e no final veio me dizer que eu era o cara. gente fina.

seguindo a galinhagem de bis aleatórios no final, fiz um dueto piano/voz de freak, do silverchair, com o japa, um dos donos do eclipse. o denis puxou, travou e parou. eu continuei. deve ser algo meio inédito no mundo.
também rolou a infalível killing in the name of, aproveitando as guitas afinadas em ré.

e hoje tem show da Faith No More, banda cover de ZOMBIE EATERS, no pepsi on stage. vou lá conferir se eles são tão fiéis a nós quanto dizem que são...

sexta-feira, outubro 30, 2009

ZOMBIE EATERS 6, QUASE 7.

o show 6, no manara, foi bacana. impressionante como, em determinadas situações, tu pode errar o que tu quiser que mesmo assim todo mundo vai achar do caralho. o denis subiu ao palco trêbado e estourou uma corda na primeira música. descobrimos que começar show com land of sunshine é furada, inclusive o lucas puxou from out of nowhere na contagem da bateria, de tão acostumado que ele já tava.

fora isso, sei lá. o zed deu um mosh e dominou a galera.

ah, porra... o próximo show é daqui a pouco mais de uma hora... e eu tou postando DO BANHEIRO.