terça-feira, fevereiro 27, 2007

lá vamos nós outra vez.

este é um post atrasado, mas esse atraso é facilmente remendável devido às circunstâncias. essa semana temos os primeiros jogos da dupla gre-nal em porto alegre, pela libertadores. momento inédito, um dia após o outro, os dois maiores estádios da cidade recebem jogos de nível continental, por um mesmo torneio.

sem dúvida teremos casa cheia nos dois casos, e creio que as duas torcidas vão se regular durante toda a participação no certame. se a do grêmio terça comparecer em bom público, provavelmente alguns colorados, indecisos por qualquer motivo extra que seja sobre ir ou não ao jogo de quarta, vão acabar decidindo por ir para dar o troco.

eu estou sendo oportunista, na real, porque eu perdi a chance de escrever esse texto em janeiro ainda, mas ninguém ia ler. azar. o fato é que assim como eu vou ver a estréia do grêmio em casa pela libertadores, eu fui ver a estréia do grêmio em casa pelo gauchão, contra o XV de campo bom. na verdade não lembro mais se foi a estréia, mas sei que foi a estréia do schiavi, que junto com o carlos eduardo foram os dois grandes motivos pra eu ir pro olímpico sozinho naquela quarta-feira.

ir sozinho a jogo de futebol nunca foi problema pra mim. em 2002 o grêmio ainda chegou nas semi-finais contra o santos, mas em 2003 e 2004 o desastre era evidente, e ficou meio difícil pra eu arranjar companhias pra ir aos jogos. acontece que eu morei tempo demais em rio grande pra me desvencilhar tão cedo da emoção de ver meu time jogar, e acabei indo ver todos os jogos que eu pude, o que me rendeu altos e baixos.

a questão é que, mesmo tendo muito prazer em fazer isso, várias vezes eu me perguntei o que eu tava fazendo ali, e nesse jogo contra o XV isso aconteceu de novo. eu ali, sozinho, pela primeira vez desde 2005, talvez, sem ninguém pra ver o jogo, xingar o juiz e falar bobagem junto comigo. fez falta, é verdade, mas o mais esquisito foi a volta dessa pergunta: o que raios eu tava fazendo ali?

não fico menos pilhado com o jogo quando estou sozinho, mas acabo observando mais as outras pessoas, principalmente antes e no intervalo do jogo. não foi a primeira vez que eu concluí que torcer prum clube de futebol não faz sentido nenhum. especialmente quando penso que tem gente que briga na rua por causa de rivalidade. qual é a moral, afinal, de eu dizer que eu sou gremista? nenhuma. é uma vantagem fictícia. eu torço pro time que foi ao japão em 1983, o outro torce pro que foi lá ano passado, mas e daí?

entre um devaneio e outro, o grêmio vai ao ataque. eventualmente faz um gol. ou o carlos eduardo gruda a bola no pé e eu cerro os olhos, porque os óculos já não são mais tão bons assim.

e daí eu vou embora no final do jogo. e eu me sinto muito feliz, satisfeito pra caralho, porque meu time ganhou. mas qual é a ligação entre aqueles caras e eu, afinal? mesmo que meu pai tivesse me levado a infância inteira pro olímpico e me mostrado que aquilo era legal, que lá nós vivemos bons momentos, quem é que disse que torcer pra um time de futebol ajuda em alguma coisa? por que eu me sinto tão bem com a camiseta tricolor e a colorada me parece impossível de vestir?

é quase como acreditar em deus. no final, ainda concluo que quem não torce pra time nenhum é que tem razão. porque a menos que eu tenha feito alguma aposta em fardos de cerveja, nunca ganhei nada com o futebol do grêmio.

mas nessa terça eu tou lá. eu e a minha camiseta preta. sem saber por que realmente eu estou lá. tanto faz. eu só sei que eu gosto e eu quero estar lá.

texto também publicado no www.semcaneleira.com, versão com maiúsculas.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

oscar, o peixe.

a escolha do oscar são bizarras. menos pela escolha em si do que pelas comoções que elas provocam. tipo ontem... "grande injustiça se o scorsese não levar a estatueta esse ano!"
daí ele ganha.
- finalmente! depois de ter perdido pra não sei quem em tal ano, pra não sei outro quem no outro ano e pra não sei mais quem naquele outro, ele leva a estatueta.
- e merecida.
- certamente. certamente merecida. um dos artistas mais negligenciados pela academia estes anos todos.
é como se os outros filmes, pros quais o cara perdeu, não existissem. é como um time chegar 4 vezes na final e perder todos os jogos, mas os caras dizerem que isso é uma injustiça. parece que quem ganhou dele antes, agora não merecia mais ganhar. memória de peixe total. é engraçado pra caralho.

daí ele ganha melhor filme.
- acho que agora a academia exagerou na culpa com o scorsese...
aheuihaeiuhae

---
entrando em contradição com o 3o comentário deste post, que é meu, resolvi editar. mas por outro motivo.
ANEXO DO POST, às 19:08 desta mesma segunda-feira.

do jeito que os caras falam das passagens anteriores dele pela nominação do oscar, desconsiderando completamente os motivos pelos quais ele NÃO ganhou, consigo até ver o maurício saraiva dizendo: "martin scorsese mais uma vez chega sem força de empuxo para o oscar. scorsese perdeu para ele mesmo".

ainda em clima de carnaval, marimbondo se disfarça de mosquito.

fato inédito. nunca tinha sido picado por um mosquito e sentido dor em vez de coceira. acabei matando ele, e também nunca tinha visto mosquito mais preto do que esse (sem racismo).
evolução das espécies ou da malandragem?

poderia assinar esse post com Redação Terra.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

eu já sabia!

quinta-feira eu vi o jogo contra o cerro porteño na quinta dupla do larus. depois de comer um belíssimo entrecôt ao molho de serramalte, quer dizer, de quatro queijos, na parte superior do restaurante. descemos, eu, a mariana e meus pais pra ver o primeiro tempo do jogo no bar.
já no início do primeiro tempo deu pra sentir que a libertadores, depois de ter sido substituída por uma versão futebolística do big brother no ano passado, voltou. o jogador do cerro voou de travas em riste no joelho do teco. cartão amarelo. senti gosto de sangue e saudade do dinho.

e ontem o inter teve uma estréia sensacional no torneio. eu achava que o jogo ia ser em montevidéu, mas pelo visto foi na altitude de salto, a aproximadamente 5.000 centímetr
os acima do nível do mar. o ar rarefeito faz com que o corpo pareça mais leve por lá. acho que isso explica por que clemer levou 89 segundos pra atingir o chão no segundo gol. ou a gravidade não age mais sobre ele, o que seria uma hipótese remota. o inter deveria fazer como o flamengo e protestar. fica inviável jogar nessas alturas.

mas não é sobre isso que quero falar. é sobre esse novo ídolo da torcida gremista. os dois, na verdade. quando chamaram o schiavi, o carlo encheu o saco no semcaneleira que essa história de ter que chamar argentino é bichice. não, não é. a presença dos correntinos em cada discussão foi bem destacada por toda a imprensa.

mas também não é sobre isso que quero falar. é sobre o saja mesmo. quando contrataram ele, tive que reconhecer imediatamente: o cara é bon... ok. pra não s
oar gay, vou dizer que "o cara tem presença", a maneira masculina de dizer que o cara é bon... que o cara tem presença. ter presença significa que o cara é bon... droga! que ele tem presença. enfim. não tenho como me explicar melhor do que isso. ele tem presença e vocês me entenderam. ao constatar isto, concluí que, jogando bem, ele ganharia os corações das moças tricolores muito rápido.

aí o hermano vai lá e faz um bom jogo. o lucas faz o golaço, etc. tudo muito lindo. e então, pênalti. na história das tragédias recentes da vida do grêmio, pênalti não falta. o olímpia sabe muito bem disso. mas também não faltam heróis. galatto pode estar fora agora, mas mora no meu coração. e depois de um ano de dúvidas sobre o homem debaixo das traves, pendeu a pergunta: habemus goleirum?
habemus. e habemus mesmo. a defesa é plástica porém consciente: o que ele disse na zero hora no dia seguinte, de que intuiu como viria a cobrança, não é papo. o lado que ele caiu pode ter sido sorte, mas ele abaixa a mão bem abaixo do corpo durante a queda. e depois que espalma, ele tá olhando pra bola, como aparece na zero hora dois dias depois.

faltava, claro, eu ter a confirmação da minha teoria sobre saja & as geraldinas e outras garotas gremistas. não precisei nem esperar muito tempo nem procurar muito longe. acho que ainda no larus a mariana me dispara:
- assim que eu me recuperar do baque das despesas das férias, vou procurar uma camiseta do saja, das novas.

se essa chuva que despenca agora em porto alegre me deixar chegar no monumental, já consigo até ver o que vai acontecer. eu virando a cabeça dela pro outro lado e dizendo:
- mariana, o grêmio
ataca PRA LÁ.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

voltamos

eu e eles.


mais the police aqui, aqui e aqui. minha redação de 30 linhas sobre como foram minhas férias fica pra depois.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

férias públicas.

saí. 2 semaninhas fora pra resetar a máquina, ou seja: tudo o que eu precisava. e como indica a seta, primeiro eu subo. uma semana no litoral norte, imbé e arroio do sal, a segunda no cassino roots. fotos e vídeos, quem sabe, depois. posts contando peripécias, também.

enfim... se eu sumir, fiéis leitores, não pensem que eu abandonei essa joça! não sei quando vou postar de novo, mas sempre tem um laptop por perto, uma lan house na esquina. nobody knows.

até breve! e espero voltar um pouco mais moreno.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

a quem interessar possa.

descoberta a parte do cérebro que está ligada ao vício.

a fonte é altamente duvidosa, eu sei. mas pela poesia da coisa, resolvi não checar em outras fontes. e de qualquer forma, tem algumas coisas que me isentam de buscar profundidade no assunto:
- meu único vício é música.
- não sou jornalista.
- não ganho pra ficar dando notícia aqui.

devaneios à parte, espero que essa pesquisa exista e que o resultado seja real e confiável. imagina a felicidade de um alcóolatra de não ter mais medo de olhar prum copo ou uma garrafa?

mesmo assim, resta uma pergunta. o cérebro é capaz de, em determinados casos, reproduzir funções perdidas, devido a áreas danificadas, em outras áreas dele mesmo. e se o cérebro emular a função da ínsula em outra região? e se o vício retornar a partir do simples gosto da pessoa por determinada substância?
tomara que não.

terça-feira, janeiro 30, 2007

um dia feliz

ontem foi um dia feliz. com essas coincidências engraçadas que acontecem de vez em quando, tipo uma aranha entrar logo na MINHA mala no reveilão, um amigo meu retornou do breu.

não que ele estivesse em coma ou em períodos obscuros. acontece simplesmente que eu não tive como falar com ele nos últimos 3 anos. em 2004 eu tive problemas com algum vírus, trojan ou hacker (leia-se cracker, pois esta é a expressão correta para indivíduos que burlam sistemas e códigos de programas. hackers, a rigor, são outra coisa e não têm nada a ver com o crime. estão mais ligados à própria invenção do PC, até). o resultado foi que comecei a receber reclamações sobre e-mails que eu nunca tinha mandado, mas tinham saído do meu computador. talvez usassem mesmo o meu e-mail, ou talvez usassem apenas meu ip como espelho, mas o fato é que eu resolvi, a coisa reincidiu e eu perdi minha conta do terra. v.moller@terra.com.br foi embora, levando todos os meus contatos e e-mails junto.

pois tal amigo responde pelo nome de thomas montanari (leia-se tomá montanarrí). é francês. e é um dos meus melhores amigos. ou pelo menos foi meu melhor amigo na frança. uma amizade típica das minhas melhores: brigamos por todos os motivos possíveis, especialmente na luta por conhecimentos científicos. ele ganhava todas em química e física, enquanto eu era o biólogo da coisa.

foi com ele que eu gravei minha primeira música, no verão boreal de 1995. a música era dele, na verdade. a idéia, pelo menos, porque na hora nós fizemos tudo improvisado. ele no meu teclado, eu na minha bateria eletrônica. depois que ele foi pra casa, eu usei um método muito rudimentar, porém eficaz, pra fazer a engordar: levei tudo do meu quarto pra sala. com um microfone suspenso acima dos meus instrumentos, ligado no poderoso aiwa do meu pai, eu dava play na fitinha no meu som, tocava novos teclados ao mesmo tempo, e assim fazia minha primeira gravação por faixas.

modéstia à parte, ficou do caralho pra dois guris de 13 (eu) e 12 (ele) anos. e é o primeiro registro que eu tenho dessa efervescência de arranjos que me toma toda vez que eu tenho uma música na minha frente. além do teclado que ele tinha gravado, eu ainda gravei mais 3. (eu já usava o órgão hammond de maneira furiosa, na época. praticamente um john lord). e a fitinha ficou comigo. e eu tenho a gravação. e um dia eu vou regravar a música, quem sabe com a absence of.

durante esses 3 anos eu cacei ele no orkut, no google, sites de relacionamento e afins. a única coisa que eu achei foi uma foto dele vice-campeão de um torneio de esgrima. e agora achei ele porque na última vez que meu pai foi lá a gente achou o último endereço dos pais dele, que eu tinha perdido. deixou uma carta, e justamente no dia em que eu posto um texto com um título em francês neste blog, recebo um e-mail deles.

a depressão de tudo isso é que, mais de 11 anos depois de voltar da frança, algumas palavras clamam por um dicionário. bleh.

***

um dia nem tão feliz assim.
ontem acharam o corpo da moça que desapareceu no rafting do rio das antas. a michele talvez só não fosse minha amiga porque ela não atendeu a todos os convites do ferdi pra fazer churrascos com a gente no QG.
ficar triste pela morte de alguém independe das qualidades que a pessoa tinha, mas se vale o relato, a michele era uma guria muito gente boa, simpática, divertida e bonita, também. isso ficava ainda mais evidente quando ela tava junto com uma prima muito mala que ela tem.

baixo astral.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

le dernier acte au bord du trottoir.

que estiva essa viagem de volta de rio grande. especialmente quando se perde a noção de tempo. meu celular optou por me boicotar, agora. sem mais nem menos, a bateria despenca, e eu não desenvolvi o costume de estar sempre com um carregador no bolso. essa história de que lítio não vicia é bobagem, apesar de eu nunca ter experimentado.

e vir de ônibus da prefeitura nunca vai ajudar. os velhos datc fazem pausa no tal do paradouro VI. intragável. comprei um shot e torrones de amendoim. mesmo assim, eu tava em dúvida se eu comia alguma coisa ou não. o churrasco foi até umas 4 da tarde lá no cassino. picanha, ovelha, picanha de ovelha. e maminha, salsichão, etc. mais caipirinhas e cervejas. me sinto mais gordo.

cheguei de taxi em casa, 10 minutos depois de ver a puta de rua mais bonitinha da minha vida inteira na esquina da garibaldi com a farrapos. mas sempre fica aquele medo de que seja um raparigo disfarçado.

abri portão, porta e entrei. (sozinho. a puta ficou lá. não se enganem. não me olha desse jeito, mariana). mas eu continuava na dúvida se comia ou não. comida, não a puta. fiquei hesitando com os potes de comida de sexta que restavam dentro da geladeira. mas achei que jantar às duas da manhã ia ser coisa de gordo. então resolvi ser um gordo feliz: me servi sorvete de brigadeiro da nestlé, que é muito bom, mesmo que o da kibon seja muito melhor. aliás, quando é que o da kibon não é melhor?

mariana, era só uma puta na rua. não me olha desse jeito!

sexta-feira, janeiro 26, 2007


já que eu viciei nessa porra mesmo: MAHNAMAHNA!

canibalismo.

o jogador teria que entrar com uma ação na justiça do trabalhando alegando que a norma da fifa que impede que ele atue por mais de dois clubes entre junho de um ano e julho do ano seguinte, fere o seu direito de trabalhador, uma vez que estaria impossibilitado de jogar pelo grêmio.
do correio do povo de hoje (dá pra notar, pelos erros no "trabalhando" e uma vírgula terrivelmente mal colocada.)

as leis são feitas para anularem-se entre elas mesmas.

copyright

- cara, o que tu tá tomando?
- original.
- então vou te imitar. garçom! me vê um PLÁGIO.
- HAUHAUHAUHA! me sirva um FALSO.

no cavanhas, como sempre.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

tuta que o tariu!

pelas mais belas atrizes tchecas (as pornôs, claro): fui ver schiavi e vi carlos eduardo. quando menos se espera, é aí mesmo que se vê. não é esse o ditado? não, né? mas é quase isso.

mesmo sozinho, é muito bom ir ao olímpico. em breve, algum comentário chato sobre ser torcedor de futebol.

(very) strange déjà vu

o l. potter aquele, do patrola, acaba de apontar armandinho's desenho de deus como um dos candidatos a hit do verão.
do verão retrasado? prever o passado é uma ciência exata, como disse millôr. não precisa ser mago, muito menos potter.

pra mim, o hit do verão é disco queen, do pain of salvation. vai dizer que não, leandro? haeuihaeihaei

apressada

como eu tenho enorme curiosidade pelo comportamento humano em geral e o terra nos brinda com dicas e testes fabulosos, resolvi fazer um prosaico teste de paquera... para mulheres.
você é uma expert na arte da paquera?

eu não. eu vou muito rápido ao assunto. :(

quarta-feira, janeiro 24, 2007

segundona

a SLM Ogilvy só não perde essa conta se rolar um tapetão. não vou postar as imagens aqui, pois estão todas no kibeloco, mas aqui vai o link direto pra elas.
apesar de eu ter achado acertado o slogan Libertadores é a nossa cara, eu não gostei da campanha quando ela foi lançada. o logotipo pra mídia impressa é muito mal-feito. parece que os caras pegaram duas fotos e vetorizaram a bangu. a impressão que dá é que um dos caras da imagem tá chorando. independente do que eles tão fazendo, ficou tão ruim que parecem dois abobados. não fosse um logo, eu perguntaria: tão fazendo o que, esses idiotas? cantando cachorro grande? vou dar uma chance pra eles: é I feel good, do james brown.
então, não bastasse toda essa primeira impressão, vejo isso sobre a imagem do banner online. ou tem algum colorado sacana como diretor de arte, ou os caras são MUITO BURROS.

criação de segunda divisão, hein?

terça-feira, janeiro 23, 2007

eu vou completar a lista.

posso dizer que a minha lista de bandas/músicos que eu sempre quis ver ao vivo é composta por 5 nomes. o primeiro show que eu vi na minha vida, o pink floyd em 94, não era um show que eu sempre quis ver, mas se tornou automaticamente o show que eu sempre quis ver DE NOVO (e consegui, de certa forma, quando o australian pink floyd veio a porto alegre justamente no dia do meu aniversário, em 14/06/2005. não tenho dúvida que alguém em algum lugar quis me dar aquilo de presente de 23 anos).
em resumo, comecei meu currículo de shows com algo insuperável. me desculpem os fãs do U2, mas o division bell tour não vai encontrar nada igual, talvez nem do próprio pink floyd. eles conseguiram transformar o palco INTEIRO numa enorme tela, onde por duas horas e meia eu vi desfilarem filmes, projeções, luzes, tudo isso entrelaçado por lasers, fogos, porcos infláveis e o maior globo de espelhos da história.
enfim. com essa tacada meu pai me fez um cara muito exigente pra shows. nada mais natural, portanto, que, além de ser fã das músicas do rush, eu tivesse um interesse especial em ver aquele que deveria ser o segundo melhor show do mundo. também foi fantástico, mas eu já tinha tantas idéias formadas a respeito de iluminação que eu acabei vendo o show de uma maneira bem mais consciente. porque no pink floyd eu passei duas horas e meia 100% confortavelmente entorpecido. era coisa demais pra cabeça de um guri de 12 anos.
então tive o rush no final de 2002, mesmo ano em que eu conheci o pain of salvation. os suecos me deixaram transtornado pela primeira vez no dia 30 de junho, ou seja, no dia em que o brasil ganhou o penta. deve ter sido lá por volta da uma da tarde: o kazaa ou seja lá o que for que eu usava na época terminou de baixar aquela tal de the perfect element, que eu resolvi pegar pra matar uma curiosidade pequena que eu tinha a respeito da banda (eu sou absurdamente resistente a bandas novas, especialmente no metal progressivo, porque eu sempre tinha a sensação de estar escutando uma fração do dream theater). bom. era o oposto do dream theater. era o marillion com muito mais técnica, qualidade, mais tesão, emoção, coração e, pelo menos naquela música, uma letra obra-prima. não conseguia acreditar que tava escutando algo tão bom, algo que me lembrava fish & sua trupe, só que mais pesado, mais preciso e estupidamente tesudo.
então em 2005 aconteceu. eles vieram pra porto alegre. não tinha muita gente no show, mas o opinião é pequeno pra voz e a genialidade do daniel gildenlöw. um show muito perigoso: talvez não fossem só as mulheres presentes que quisessem dar pra ele... talvez eu também quisesse dar pra ele naquela hora. fora a presença de palco fenomenal dele, do mano kristoffer gildenlöw e do johan hallgren. em alguns pontos do show, tipo undertow, acho que chorei. em outros, cantei baixinho, só pra mim.
2005, por sinal, foi um ano mágico. ainda teve o pearl jam no gigantinho, mas isso fica em segundo plano. dream theater em dezembro, no credicard hall em são paulo, as duas noites. os dois últimos albums não repetem a monstruosidade que é o scenes from a memory ou a maturidade incrível do six degrees of inner turbulence, mas ao vivo eles fodem a barca. mr portnoy é um legítimo showman.
só que sempre faltou um cara. O cara, talvez. o meu ídolo mais antigo de todos, tão antigo que eu não sei quando eu comecei a gostar da voz dele, mas não acho improvável dizer que é da barriga da minha mãe, ainda. culpa do osmar, pra variar.
pois é.
e agora tão dizendo que ele vem.
e ele não vem sozinho. ele vem com a BANDA com a qual ele fez sucesso, o trio que era tido como os reis do pop no início dos anos 80, apesar de terem surgido do punk/new wave, trilhado o reggae e só terem desembocado no pop MESMO no último album de 1982.
um baixista excelente/vocalista único e fenomenal, um guitarrista estupidamente criativo e um baterista que seguramente era um dos melhores do mundo. "mas isso é o RUSH!", vai exclamar o leandro. não, leandro. não é. mas tu já sabe qual é, porque já discutimos as enormes semelhanças entre as duas bandas num churrasco no ferdi.
eu só sei que os caras vão subir ao palco e eu vou chorar.

a "notícia" tá aqui.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

drive the road to your surrender
time comes around... out of my hands
small boats on the beach at the dead of night
come and go before first light

leave me running in the wheel
king of the world
how do you feel?
what is there to feel?

so how do we now come to be
afraid of sunlight?
tell me girl why you and me
scared of sunlight?

been in pain for so long
I can't even say what hurts anymore
I will leave you alone
I will deny
I will leave you to bleed
I will leave you with your life

so how do we now come to be
afraid of sunlight?
tell me girl why you and me
scared of sunlight?

all your spirit rack abuses
come to haunt you back by day
all your byzantine excuses
given time, given you away

so don't be surprised when daylight comes
to find that memory prick your thumbs
you'll tell them where we run to hide
I'm already dead
it's a matter of time

so how do we now come to be
afraid of sunlight
how do we now come to be
afraid of sunlight

day-glo jesus on the dash
chalk marks on the road ahead
friendly fire in hostile waters
keep the faith
don't lose your head

so how do we now come to be?

- marillion - afraid of sunlight
valeu, steve hogarth. melhor relação letra/música do mundo nessa segunda-feira. melhor do que isso, só se eu pudesse berrar ela agora.

como ganhar dinheiro com sexo b.

esse aqui vai atrasado. me dei conta que no perry bible fellowship o nicholas gurevitch tinha feito uma tira perfeita pra ilustrar o que eu disse sobre o bbb. nossa, quanto link.

outro: como neste domingo cassineiro minha cabeça passou as 2 horas e meia que eu joguei de frescobol pensando em música, me bateu que o título mais legal pro join the flotilla! seria no existe fuerza en el mundo, música do mestre hermano león gieco. dele eu compraria incensos no zelig.

sábado, janeiro 20, 2007

o sol nasce para todos.

semana passada o arthur viu o meu rádio estrategicamente posicionado dentro do porta-luvas.
- tu tá ligado que os caras já têm a manha disso, né?

essa semana uma empresa de consultoria sobre vírus de computador e malware em geral liberou um relatório dizendo que os programadores novamente estão conseguindo driblar os sistemas mais avançados de antivirus com linhas de comando altamente camufladas, que usam comandos dos sistemas operacionais contra eles mesmos ou coisas do tipo.

não adianta. o sol nasce pra todos.