quinta-feira, maio 24, 2007

paulo sant'ana lê tudotemdoislados.

a redação do nosso site não tem a menor dúvida. confiram o post que inspirou o nosso consagrado colunista: imortal tricolor.


***

PRA QUEM ACREDITA.

não anda difícil prever o grêmio. de uma maneira ou de outra, todo torcedor tricolor sabe que o grêmio VAI passar. na verdade, parece um processo muito lógico: desde a batalha dos aflitos - ou até mesmo desde o começo da segunda divisão - dificuldade não foi o que faltou, e superação muito menos. o náutico e djalma beltrami, os diamantes colorados e carlos simon na final do gauchão do ano passado, a escalada e a chegada forte no brasileirão com uma classificação que, prum time que um ano antes se desdobrava pra vencer o inferno da segunda divisão, parecia impossível.

mas é a lógica do grêmio. depois de cada período negro, vem um período azul. e não existe período branco no meio. é direto, sem escalas. foi assim depois de ver o inter ser tri-campeão, foi assim depois de 92 e está sendo assim de novo, sem rodeios. um amigo meu, flamenguista inveterado (e veterano), diz que não se preocupa com o grêmio porque o caminho de quem tá no topo é sempre pra baixo. a memória é curta, e talvez ele não realize que o grêmio esteve no fundo do poço, e que, na mesma lógica dele, o caminho de quem tá embaixo é sempre pra cima.

assim sendo, depois dos 3 x 0 no caxias e do 1 x 0 no cerro, eu sabia que o grêmio ia passar pelo são paulo. o 1 a 0 não meteu medo em ninguém. dois dias antes do jogo avisei que seria 2 a 0 pro grêmio, com direito a gol do tcheco só pra calar a boca dos filhos-da-puta dos dirigentes são-paulinos. mas errei o segundo gol. pra mim, ia ser do tuta. tudo bem... ele deixou o diego souza à vontade. meio gol pra ele.

e depois, o defensor. o leandro, um dos meus colorados preferidos, me disse que o defensor não era de nada. um colorado dizer que um time que o grêmio vai pegar não é de nada é normal. o cúcuta não é de nada. onde anda o nacional, mesmo? vélez? enfim. o defensor era uma baba. eu respondi que meu medo não era o defensor, mas sim o juiz. ontem o sr. amarillo roubava pênaltis e eu mandava mensagens pro leandro. "o que que eu disse sobre o juiz?"

o placar do jogaço de ontem, eu errei. pra mim era 3 a 0 com muito sufoco. minha namorada dizia que ia ser nos pênaltis. meu tio foi na mosca: de tarde, horas antes do jogo, ele me falou que ia ser exatamente o que foi.

e pra completar, os profetas da hora. no gol do tcheco, eu me virei pulando e berrando pro lourenço e vi que ele tava com aquela cara de "não sei direito o que aconteceu, mas aconteceu".
depois, no intervalo, quando o gustavo nos encontrou na arquibancada, o lourenço disse que realmente não viu o gol. que ele falou que trocava a visão da jogada por um gol. e o gustavo comentou:
- a lógica do meu amigo: gol do tcheco, do teco e falta um t.
- tuta!
- tuta.
"tive" que ir comprar cerveja no meio do segundo tempo. antes de sair, falei pra eles que eu também trocava a visão da jogada por um gol. não veio, e o tuta saiu pra dar lugar ao ramon. no good. ainda assim, arrisquei que ele, por entrar no lugar do tuta, ia fazer o gol que o tuta não fez. nos pênaltis, ele confirmou a lógica.

mesmo assim, mantive minha promessa. quando fadeuille correu pra cobrança, fechei os olhos e esperei. quando veio o pereira, mesma coisa. pra garantir. paguei minha dívida. poucas vezes me vi tão supersticioso, mas poucas vezes me vi acreditando tanto. em janeiro eu disse pro diogo que ESSE ANO o grêmio ia ganhar. e foi isso que eu vi ontem, quando aquela bola quicou do travessão pro chão e do chão pra fora no segundo tempo. veio forte feito uma revelação e eu virei catatônico pros guris, chorando:
- cara, o grêmio vai ser tri-campeão. o grêmio vai ser tri-campeão.

por último, vou lembrar uma máxima que nunca saiu da minha cabeça. o defensor ontem cometeu dois pênaltis que o juiz não quis dar. e cometeu dois crimes contra eles mesmos nos pênaltis finais. o gol que não levaram antes eles erraram depois. como disse o paulo nunes depois do marcelinho carioca errar um pênalti contra o grêmio, na semifinal da copa do brasil de 97: se não é, não entra.

e agora eu vou roubar os gols do guilherme, como eu já tinha avisado que ia fazer.



quarta-feira, maio 23, 2007

going sick

abri o firefox pra dar uma olhada nos comentários do meu blog. quando eu me dei conta, eu estava digitando "www.grem..." no lugar de "www.tud...".

dia de jogo é foda.

o que que a puma quer?

gostaria de registrar aqui minha decepção com as novas camisas do grêmio.
não entendi nada. o que é aquele treco branco na tricolor? asinhas? uma entrada de ar? uma grade de escapamento?

eu não sou conservador. eu compraria a tricolor do ano passado, porque passei a gostar dela. agora, com essa nova tricolor, eu já tou achando a 2006 sensacional. puta que pariu.
e ainda por cima quando lançaram as camisetas da libertadores no início do ano... ok, a branca não é grande coisa. perde feio pra branca do ano passado, mas a preta/azul é sensacional. só não é perfeita porque os caras inventaram de fazer as cores invertidas nas costas, o que ficou meio ridículo com as mangas de outra cor.

não vou nem postar as fotos aqui de tão constrangedor que é. vão se fuder.

sexta-feira, maio 18, 2007

fantástico 13/05 OU a escova regressiva.

- bah, a escova progressiva da glória maria tá vencendo.
- não. ela tá perdendo. quem tá vencendo é a genética.

quarta-feira, maio 16, 2007

bases para amizades masculinas verdadeiras.

esses tempos, na gloriosa lista de e-mails do metal_rg (é incrível como essa entidade, o "metal_rg", não morre. estou chegando nos 25 anos e faço parte de um grupo com esse nome adolescente. nem vou comentar do leandro...) aconteceu um fato lamentável. um de nós provou que não era homem.
não, calma. ele não provou que era gay. ele só provou que era meio mulherzinha, em alguns termos. basicamente, o nosso amigo mostrou que não tinha jogo de cintura suficiente, num primeiro momento, pra identificar brincadeiras tipicamente masculinas. e num segundo momento, bom... nesse ele realmente se revelou um emo ao alegar que estava DECEPCIONADO com um de nós pelo simples fato de não termos a mesma opinião sobre a produção literária-futebolística (?) de um determinado amigo dele.

ui.

o fato é: todo mundo conhece aquela piada que compara o comportamento masculino e feminino ao encontrar um conhecido do mesmo sexo. duvido que eu precise contar a piada, mas só vou lembrar que cada mulher, depois de mil elogios sobre aparência, roupa e cabelo, sai pro seu lado pensando "essa vagabunda, perua..." - enquanto cada car, depois de chamar o outro de corno, viado e filho da puta, pensa "esse é um grande cara..."

e agora eu estava aqui deletando e-mails antigos, e achei dois que expôem com grande sucesso as bases para amizades masculinas verdadeiras. se houvesse curso de amizade, certamente este e-mail seria um dos cases introdutórios.
sem mais comentários. espero que vocês se divirtam tanto quanto eu relendo eles.


From: Vinícius Möller
To: Willian
Sent: Friday, November 26, 2004 3:25 PM
Subject: te liga, magrão.

iai meu

tava eu aqui na agência, meio ocioso devido a um ataque de vagabundagem, quando os guris botaram no som, depois do CD dos los hermanos, um maldito CD de rap, hip hop, trip hop, top less, bungee jump ou seja lá o que for essa merda.

por algum motivo aleatório, lembrei de ti. provavelmente porque eu lembrei de algumas pessoas que eu conheço que eu acho que curtem esse som e tu foi a primeira que me veio à mente. daí lembrei também do cara escutando TYPE O NEGATIVE na ida pra fenasoft, e me veio a pergunta: por onde anda o willian?

o google tem a resposta pra tudo nos dias de hoje. se tu tiver curiosidade mas não tiver régua, tu digita lá "comprimento e diâmetro do meu pau duro". no meio de resultados sem sentido, alguma página tem os números pra ti. foda né? se tu trocar "duro" por "mole" ou "chicletão", também tem. é incrível. então eu digitei "willian césar ferreira" e vieram 5 resultados. o quinto era "Rio Grande Address".

"hm...". entrei ali e ainda tinha foto pra confirmar, e de quebra ainda achei o perniu.

como é que tu tá, meu? tá de estagiário aí ou é contrato assinado já? eu não tenho certeza mas acho que da última vez que eu falei contigo tu já tava na supermar. tu vê que tudo o que eu escrevi antes de chegar a essa parte aqui é simplesmente inútil. vou voltar pro trabalho, na real

abração!


From: Willian
To: Vinícius Möller
Sent: Friday, November 26, 2004 6:17 PM
Subject: Re: te liga, magrão. (To Sempre Ligado)

E ae Mula
Tava aki na agencia, ocupado pra caraleo, e passei a tarde inteira sem checar emails. Por esse motivo, e nao por um motivo aleatorio, baixei os emails apenas as 17 hs. E qdo vejo, tem um email de 1 Vinicius Möller. Pensei em algumas pessoas q conheço com esse nome, e tu foi a primeira pessoa q me veio a mente. Então me veio a pergunta: onde trabalha esse cara q passa a tarde inteira vagabundeando?!? Não usei o google, mas usei um botão "responder ao remetente", existente no Outlook Express... E logo, este me deu a oprtunidade de responder ao teu email...
Estou mto bem, com saudade das pessoas q gosto e ha mto tempo n vejo (isso n eh uma declaraçao homssexual). Sou contratado assnado ha 4 anos, o q indica q provavelmente da ultima vez q nos falamos eu ja me encontrava nessa situaçao. A unica diferenca eh q antes eu fazia manutençao, e agora, por uma ironia do destino, sou programador (n ria pq eh verdade).
E tu, Mula, por onde andas? Fazendo o q? Responde ae e vamos manter contato. Se não quiseres perder tempo escrevendo emails nas tuas tardes ocupadissimas e tiveres um link decente, procura por Willian.Ferreira_supermar no skype (espero q tenhas essa porra instalada), e ai poderemos nos comunicar verbalmente, inclusive com xingamentos, como por exemplo:
BIXA, BIXA, BIXA, BIXA, BIXA, BIXA, BIXA, BIXA, BIXA, BIXA, BIXA, BIXA, BIXA, BIXA, BIXA, BIXA, BIXA, BIXA!!!
Abraços (n mto apertados)
Willian

terça-feira, maio 15, 2007

eu sei.

ando numa fase minimalista.
e não tenho a mínima idéia de quando ela vai acabar.
pra quem sempre escreveu demais, isso é o máximo.

sábado, maio 12, 2007

sábado de sol menor.

Valmor - JOEY VERA!!!! diz (22:27):

Valmor - JOEY VERA!!!! diz (22:27):
que a guita limpa essa só aparece no segundo refrão
Valmor - JOEY VERA!!!! diz (22:27):
que foi onde ele guardou a idéia
vinícius diz (22:27):
entendo perfeitamente
Valmor - JOEY VERA!!!! diz (22:28):
essa mp3 não recebeu regulagem alguma e já está afudê
vinícius diz (22:28):
tah
vinícius diz (22:28):
eu também tou sem regulagem hoje
vinícius diz (22:28):
e mesmo assim, continuo afudê


a gripe tá tentando me derrubar. inútil. mal sabe ela que está lidando com um IMORTAL TRICOLOR.
(me sinto praticamente o kauer escrevendo isso, mas mereço um desconto, pois já estou de fato assustadoramente descontado. nessas horas, viva o colo da mamãe. haeiuheauihae)

sexta-feira, maio 11, 2007

bimbada nos bambis.

entro no terra pra dar aquela bisbilhotada clássica. olho pra seção de esportes e tá lá a manchete pro vídeo: Presidente pede São Paulo mais alegre.
Resolvo ler as notícias bambísticas, e encontro novas pérolas homoafetivas:
Dirigente são-paulino sente falta de Mineiro. comia quieto, mas o cartola abriu a boca. que nem a jennifer aniston dando entrevista pra dizer que ainda ama o brad pitt.
Richarlyson: "faltou um pouco mais de entrega". pois é. todo mundo sabe que entre quatro paredes, ops, linhas vale tudo.
Muricy começa a sofrer pressão no São Paulo. significa que os jogadores não estão mais dando apoio. e em breve, virão pra cima dele.
além do canto fantástico no estádio: PUTA QUE PARIU! FOI O SÃO PAULO QUE ELEGEU O CLODOVIL!

alotta fagina!

quinta-feira, maio 10, 2007

imortal tricolor.

imortal tricolor. imortal tricolor imortal, tricolor. imortal: tricolor imortal tricolor, imortal tricolor, imortal. tricolor? imortal. tricolor imortal (tricolor) imortal tricolor imortal. tricolor imortal tricolor imortal tricolor imortal tricolor imortal tricolor imortal tricolor. imortal tricolor.

imortal tricolor! IMORTAL tricolor imortal - tricolor. imortal tricolor imortal tricolor imortal tricolor.
imortal? tricolor. imortal tricolor imortal tricolor imortal (tricolor imortal).

tricolor. IMORTAL TRICOLOR. imortal tricolor, imortal tricolor? imortal tricolor. imortal tricolor imortal tricolor imortal tricolor imortal tricolor.
imortal tricolor imortal tricolor, imortal tricolor imortal, imortal tricolor. (imortal tricolor).

imortal. tricolor.

quarta-feira, maio 09, 2007

pra não dizer que a gente não anda fazendo nada...


seguem as gravações. como a gente tá muito mais interessado em ter um grande resultado do que em ter um resultado em curto tempo... tudo feito com amor e paciência.
e eu descobri que consigo gravar com qualidade em casa. overdubs das músicas, além de alguns teclados pendentes, deverão ser feitos chez moi pra depois serem mixados pelo valmor, como manda a cartilha.

e reafirmo: ESTÁ FICANDO AFODER.

segunda-feira, maio 07, 2007

terror completo e absoluto.

http://noticias.terra.com.br/popular/interna/0,,OI1598193-EI1141,00.html
aí é demais. vão se fuder. MORTE ÀS ARANHAS.

---
sei que este é o primeiro post depois da conquista do Bi-campeonato Gaúcho FGF.
eu deveria estar postando algo sobre isso. cheguei a bolar várias frases, como tenho feito depois de cada vitória tricolor (ou derrota colorada).
mas ontem não teve graça. aos 15 minutos, o estádio inteiro cantava "BI-CAMPEÃO". AOS 15 MINUTOS.
o juventude fez que nem a própria papada e resolveu ficar por caxias mesmo, só entrando em campo pra fazer um gol, que foi de longe um dos mais feios das decisões estaduais em todo o país.
fora que o grêmio só passou trabalho porque se complicou na semi-final e no jogo lá. exceto por isso, o resultado desse gauchão era mais certo que o diego campeão do big brother.

mas é necessário dizer, sim: mano menezes é o cara. não bastasse ser o cara, ainda acho ele muito parecida com o mano, como é chamado o meu pai por seus irmãos. é só deixar um bigode.
carlos eduardo vai se confirmando. e vale a comparação: enquanto o pato tenta jogada bonita, carlos eduardo tenta jogada útil. e é muito competente nisso.
e sandro goiano. o sandro goiano é muito afudê. se eu passo por ele na rua, convido pra fazer um churrasco ali em casa.

pode vir, muricy. teu 1 a 0 não é de nada.

quinta-feira, maio 03, 2007

psicologia do trabalho

arionelson não dava uma dentro.

quer dizer... até dava, mas pra cada uma dentro, pelo menos duas fora. era foda, mas era assim. o cara às vezes marcava um golaço, ficava com a moral lá em cima com seus chefes e passava um dia tirando onda. daí na primeira que dava, relaxado que estava, deixava uma bola quicando. nada parecia capaz de parar as oscilações, nem mesmo o fato dele ter se tornado pai. e a situação já durava mais de ano e meio.

pois um dia arionelson deu a vacilada final. sabe-se lá por que cargas d'água, ele levou o celular do trabalho para casa. um celular exclusivo do lugar onde ele trabalhava, já que o plano telefônico da empresa não permitia ligações do telefone fixo para celulares. no dia seguinte, todos no serviço procuravam o aparelho. ligaram para o número. e atendeu a sogra de arionelson.

arionelson foi para a rua. o somatório dos fatos acumulados ao longo do tempo foi implacável. além de ter levado o celular, seus chefes descobriram que a maior parte das ligações feitas naquele celular eram de arionelson - e de cunho pessoal.

uma lástima, pois o arionelson era um ilustrador de mão cheia. contratado equivocadamente para ser diretor de arte e arte-finalista, o que ele realmente sabia fazer era desenhar. histórias em quadrinhos, mais precisamente.

arionelson passou um tempo desempregado. até que tomou uma atitude, com seu indefectível sotaque carioca:
- vou voltar para aquele emprego.

arionelson entrou cheio de convicções, conseguiu a atenção de seu ex-chefe e expôs seu problema:
- chefe, agora eu estou pronto.
- te demos chances demais, arionelson. desista.
- chefe, agora vai ser diferente. eu sou outro.
- nah. tu praticamente roubou um celular nosso.
- mas chefe...
- arionelson. não força. vai procurar outro lugar.
- eu parei com as drogas.
- drogas?
- é. parei com elas.
- tu usava drogas, arionelson?
- sim, chefe. e tou abrindo o problema de coração, pra mostrar o quanto eu estou disposto a acertar.
- e como eu vou confiar na tua palavra, arionelson?
- chefe. eu tenho um filho pra sustentar chefe.
- tu já tinha antes.
- mas agora eu parei com as drogas.
- é. tem que ser corajoso pra se expôr desse jeito...

arionelson foi à luta e conseguiu seu emprego de volta.
mas nunca havia usado drogas na vida.

quarta-feira, maio 02, 2007

regras para o terrorismo poético em estimativas numéricas

fazer estimativas é uma arte. fazer estimativas altamente precisas é mais arte ainda. e torna o seu dia-a-dia muito mais qualificado (além de enriquecer seu discurso). perceba a diferença:
- hoje matei uns 6 mosquitos no meu quarto.
- hoje matei aproximadamente 6 mosquitos no meu quarto.

muito melhor. mas o exemplo não é suficiente, portanto irei mais fundo na teoria. use sempre números ímpares. números ímpares são sempre mais imprecisos que os pares. romário, por exemplo, não quer chegar aos 999 gols, não é?
mesmo assim, se ele não chegar ao milésimo ou ultrapassá-lo, cairemos no marasmo de dizer que ele fez em torno de mil gols, quando é muito mais divertido dizer que ele fez mais ou menos 999.
creio que tenho aqui um argumento infalível para este ítem.

você ainda pode ir além: que tal usar um número ímpar PRIMO?
- vomitei em torno de 137 vezes na minha vida.

e, por último mas não menos importante, use o espaço além da vírgula.
- nos últimos 4 anos, acho que rodei mais ou menos 28.753,17 quilômetros.

é fácil, é prático e é certamente uma competência essencial para os profissionais de hoje em dia, além de ser determinante para um crescimento na vida pessoal. e na dúvida, não vacile. lembre-se sempre do princípio básico da precisão: meça com micrômetro, marque com giz, corte com machado.

segunda-feira, abril 30, 2007

eu desvendei lost.

só pra constar, na real, porque faz mais de um mês que eu matei a charada: no último episódio, jack bauer chegará com a UCT na ilha e resolverá toda a questão em meras 24 horas.

pronto. falei. agora os que não queriam saber do final podem me espancar.

sexta-feira, abril 27, 2007

grandes dilemas

eu estava agora há pouco, depois de uma tarde inteira pensando em combustíveis fósseis e energias renováveis, fazendo duas coisas que eu gosto bastante: escutando pink floyd e lendo a parte não-política do jornal. não exatamente os esportes, mas sim a reportagem sobre o gliese-581c, o tal do planeta mais parecido com a terra descoberto até hoje, com toda aquela história de possuir vida ou não. daí me deparei com a seguinte frase, da astrobióloga alemã gerda horneck:
- nosso sistema solar é muito lógico, e visto que existem quase 10 bilhões de sistemas solares na nossa galáxia e incontáveis em outras, é muita presunção pensar que a vida na terra é única.

isso vem bem a calhar, dado que eu estou desde ontem de noite discutindo com o valmor, no blog dele, sobre futebol, música, entretenimento e religião, num debate que começou com ele insinuando que os ets dariam meia-volta ao se deparar com um aglomerado de pessoas assistindo a um jogo de futebol. eu acho que os ets dariam meia-volta por quase todos os motivos, até um show de rock, mas não é esta a questão.

a questão é que eu fiquei pensando nessa questão do nosso sistema ser muito lógico, e que portanto só a terra pode possuir vida por aqui. fico meio irritado de ler uma coisa dessas, porque parece sempre que "condições de vida" somente dizem respeito a condições de vida HUMANAS. eu não consigo acreditar que somente as condições da terra forneçam isso. ok, admito que acho difícil que haja terra em outros planetas do nosso sistema, mas quem diz que em outras galáxias alguma ameba não encontrou um jeito de superar o que a gente classifica como um mundo inóspito?

e logo depois, minha infância saiu do esconderijo pra dar uma volta na minha cabeça. primeiro com esse pensamento:
- porra... que sorte que a gente tem de ter nascido aqui. imagina se a gente nascesse em marte. ninguém ia sobreviver. se bem que... é justamente por isso que NINGUÉM nasce em marte. hm...

essa idéia não sobreviveu muito tempo no universo árido em que ele nasceu. mas houve um segundo pensamento: lembrei daquele garoto que, pra algumas pessoas (e pra mim mesmo), explica quase tudo o que eu sou hoje. lembrei do calvin viajando pra marte naquela caixa de papelão, junto do haroldo, com óculos de mergulhador. lembrei também do intrépido cosmonauta spiff sozinho num planeta desabitado, deprimido por se sentir sozinho, tão sozinho... pra finalmente acordar de novo na pele do calvin e se dar conta de que ele foi o único que ainda não foi pro recreio.

fiquei pensando se fosse eu em marte. com ou sem caixa de papelão. com ou sem algum haroldo. (eu tive um amigo imaginário quando eu era pequeno. meus pais garantem isso). fiquei pensando num planeta inteiro sem nada. nem ninguém. um planeta inteiro sem algum ser que ao menos se mexa. ou arrote, sei lá. nem que seja microscópico, atrás ou debaixo de uma pedra, verde, laranja, rosa, com quantos tentáculos tivesse que ter ou mesmo sem nenhum. me senti exatamente como o cosmonauta spiff naquele planeta desabitado.

juntei tudo isso. os ets dando meia-volta, a vida fora daqui, etc, pra concluir que eu continuo concordando com esse garoto que é meu amigo imaginário até hoje: a maior prova de que existe vida inteligente fora da terra é o fato de que eles nunca entraram em contato com a gente.

gettin' the day started

se alguém busca alguma relação entre o título e o vídeo aqui, desista. é que são 11 da madrugada, mesmo.

depois do coca-cola light chirimbols (tipo o genial corny moments, o também genial caterpillars e o nada genial casual friday), criados pela argentina santo, a coca-cola manda essa. quem criou? não sei, mas é muito afudê. só não gostei do detalhe do final, em que todo mundo sai andando só pra mostrar que não era computador (sério: a onda agora é provar que é tudo feito na raça e no braço).
podiam ter posto todo mundo pelo menos pra executar cada etapa das ações seguintes dos personagens, como se estivessem dando seqüência à cena.

quarta-feira, abril 25, 2007

agenda.

seguimos assim, então.

depois de golearmos de um time de expressão minúscula, que marcou mais gols que um certo time da capital que tem um super-craque (?) no elenco, encaminhamos classificação numa competição que, até o ano passado, era uma competição "mais fácil que campeonato brasileiro" segundo metade da população gaúcha. (se antes já era mais fácil, ano passado deve ter sido quase uma copa do brasil).

domingo encaramos outro time do interior, também pouco expressivo, o e.c. touca, que bateu um time praticamente imbatível, o absolutamente imbatível veranópolis, que ninguém entende como não foi ao mundial ano passado.

assim, continuamos nosso caminho de conquistas menores enquanto o co-irmão sai estrategicamente de todas as competições que disputa, a fim de concentrar forças para campeonato brasileiro. "estamos confiantes no tri-vice", afirmam os jogadores.

frases e números, ditos e feitos.

frases
- ô cara, onde fica a copa?
- ali.
(...)
- nunca veio ao estádio...
- baita first timer.
- interior certo.
- é, mas ele nunca veio mesmo. ele é de pelotas.
- bah. é de pelotas? se fudeu então hahaha.
- a gente é de rio grande.
- mas mora em porto alegre.
- nah, mas só ele é pelotense. eu fora, eu sou de porto mesmo.
- tá, mas só não vem me dizer que tu é do bom fim!
- não não!
- ah bom hehehe.

- ai, olha os pequenininhos!
- finalmente alguém menor que tu, hein?
- ¬¬
(...)
mas olha que amor!

- e amanhã quem vai jogar na retranca vão ser os colorados.

números
1 juiz filho da puta.
1 cartão amarelo que deveria ser bem vermelhinho.
1 gol pessimamente anulado.
1 a 0.
2 gols feitos.
5 gols em 2 partidas.
1º do grupo.
1 time gaúcho na 2ª fase da libertadores
4 meses de namoro :)

dito e feito
- agora é o gol.
(gol).

- tá nando, diz que vai ser gol de novo.
- fica frio, fica frio. esse jogo é 1 a 0.

terça-feira, abril 24, 2007

vinícius no mundo dos mosquitos gigantes.

não, blog. eu não te larguei. eu só tava resolvendo o mundo de coisas à minha volta, o que tem me tomado algum tempo. sei que eu tou empurrando com a barriga o post sobre o scarsick, mas é que eu fiquei tanto tempo tirando conclusões sobre ele que uns 4 ou 5 cds já rodaram no carro depois dele. mas eu prometo que eu faço isso antes do rush, porcupine tree, marillion ou dream theater sair. prometo.
fora os outros três mil posts criados mentalmente por dia, que eu não tenho tempo de escrever. e tem ainda aquela velha idéia que se chama "os gatos da vizinhança".

-
echoes - is there anybody out there? - marooned.

-
as formigas dominarão o mundo. tenho certeza disso. macondo foi só o começo literário a ganhar seqüência na vida real. deixa o prato sujo na pia que elas fazem o serviço pra ti. só falta usarem bombril.

- (haicai-título)
mosquitos gigantes
no quarto, um homem
e seu sangue logo se separarão.

quinta-feira, abril 19, 2007

frases.

"hoje não era meu dia"
- inter, 4 de abril.

"hoje não era o meu dia"
- índio, 19 de abril.

"disseram que era dia do índio, mas pelo visto era 1º de abril"
-
torcedor desiludido, 19 de abril.

agora uma verídica:
"ninguém tem um jogador que nem o pato"
-
píffero, alguma coisa de janeiro.

primeiro campeão eliminado na primeira fase. vitórias píffeas on the rocks. e agora eu vir dos meus próprios trocadilhos:
HAEHUIaheuihaeuihuiahEUIAHeuiahEUIHAEUihaEHUIA
ehuiahEUIHAEhaEHUIAehuiaheUIHAeuihAEHUIAehuiaE
HUIAHeuihaeUIHhAEHUIAehuiaEHUIAHEUIAHeuihaEU
IHhuiaEHUIAehuiaEHUIHAeuihaEUIHhaEHUIAehuiahEU
IAHeuihAEIHaEHUIAehuiaEHUIAehuiahEIUAHeiahEUIA
HEIAUhehaeuhiaEUIHAEoiuhaeIHAeiahEUIHahuihaiuhaei

-
pois é. mas terça-feira é a nossa vez.

terça-feira, abril 17, 2007

loser.

eu preciso reconhecer isso. sou um loser. desde a faculdade, um loser completo. o L estampado na testa. e eu sei que isso dura até hoje porque algumas coisas simplesmente não mudam.

tipo a minha confiança suprema diante de trabalhos e provas. eu não tenho. o caso mais clássico foi uma prova de história da arte no segundo semestre da espm. tinha ido até muito tarde estudando. cheguei pra prova cansado e, quando vi as questões, blank. white. void. empty. eu não sabia nada. decidi, então, resgatar as poucas informações que eu lembrava, e tentar dar a sorte de relacionar as características de cada movimento artístico da grécia (eu acho) com a pergunta correta - bela técnica, hein?
entreguei a prova com um sorriso amarelo pra cláudia barbisan, quase um "desculpa por ter nascido". dei a desculpa do branco e fui embora.

tirei 10.

idem para trabalhos. o semestre ia transcorrendo, e eu progressivamente me preocupando. até que chegava na última hora e eu começava a atucanar todo mundo do meu grupo pra finalmente fazerem o que tinham que ter feito antes. e aí chegava na hora da apresentação nervoso, porque eu passava tanto tempo debatendo a parte dos outros que não tinha tempo pra estudar a minha direito.

e aí eu dava um show. a gente dava um show. nem sempre era um 10, mas era sempre uma nota muito boa.

e as coisas não mudam. eu fazendo uma pós-graduação, e ontem a história do trabalho foi exatamente essa. a gente olhava pros grupos que apresentavam antes e ficávamos em dúvida se o nosso tava tão bom quanto o deles. fomos lá pra frente e a professora se abriu pro trabalho. o mais completo, o mais profissional e não sei o que.

outra coisa que não mudou é o jeito como eu apresento. lembrei de quando a fernanda me disse, depois de uma das apresentações mais nervosas da minha vida, a do pge, o projeto de graduação:
- e o vinícius sempre com aquele jeito de apresentar dele, que parece que ele tá contando uma piada...
- que? eu tava duro de nervoso.
- que nervoso, vinícius? tu sempre apresenta tri descontraído, numa boa!
hoje eu percebi isso. aliás, já tinha percebido isso em setembro, apresentando meu artigo na expocom, em brasília. é só ter gente interessada e eu dominar o assunto.

deixa de ser loser, vinícius.

segunda-feira, abril 16, 2007

no time for the complexities of conversation
no time for smiles, no time for knowing
no time for the intricacies of explanation
no time for sharing, even less for showing

if I could
I'd slow the whole world down
I'd bring it to its knees
I'd stop it spinning round
but as it is
I'm climbing up an endless wall

no time at all
no time this time

no time for a quick kiss at the railway station
no time for a suitcase, sandwich and a morning paper
only time for time tables, calls and transportation
no time to think no time to dare

if I could
I'd slow the whole world down
I'd bring it to its knees
I'd stop it spinning round
but as it is
I'm climbing up an endless wall

no time at all
no time this time

if I could
I'd slow the whole world down
I'd bring it to its knees
I'd stop it spinning round
but as it is
I'm climbing up an endless wall

no time at all
no time this time

- no time this time, by the police.
sempre atual.

quinta-feira, abril 12, 2007

(a)variadas

ando tentando entender o tcheco. não consigo acreditar que ele não seja tudo aquilo que ele é no gauchão. não faz sentido creditar aos times mais fortes da libertadores o fato dele estar rendendo mal se o cara jogou tudo o que jogou no brasileiro do ano passado.
também continuo tentando entender o ramon, mas aí é covardia. e o schiavi também: é só nome.
como só vi o jogo a partir dos 25 do 2º tempo, não posso falar de mais gente.

***

ANIMATOR vs ANIMATION II
é genial. nada de novo, afinal animações em flash bombam desde o xiao-xiao (aqui ou aqui), mas bolar algo criativo, em cima de um contexto que quase todo mundo vê todo dia, sempre vale a pena conferir.

terça-feira, abril 10, 2007

exclusivo: dinho vai voltar ao futebol.

o ex-volante do grêmio quer chegar aos 1.000 carrinhos.
com fratura.

segunda-feira, abril 09, 2007

quinta-feira, abril 05, 2007

a cooler car.

pois saibam, caros leitores. que o último aviso do meu caro vendedor gambiarra, digo, goubiah, sobre o carro foi:
- tu provavelmente vai te confundir sobre a buzina, no início. antes ela era aqui [aponta pra alavanca do sinal de conversão] e agora ela tá no meio da direção.

evidentemente, não se espera usar a buzina assim, logo no primeiro dia com o carro. ou seja: em teoria eu não deveria descobrir se eu ia buscar a buzina onde ela era no modelo antigo tão cedo.

lá pelas 23:30 desta quarta-feira 4 de abril de 2007 o veranópolis meteu o gol, eu enfiei a mão e tirei a dúvida: EU SEI MUITO BEM ONDE É A BUZINA DESSE CARRO, PORRA.

mais hilário que o inter, só isso HAHAHA

eu ia postar outra coisa, que por falta de material eu resolvi deixar pra amanhã. mas essa aqui é simplesmente imperdível. destaque para os últimos 2 parágrafos:
TRAFICANTE PENSOU QUE CAMALEÕES SERIAM INVISÍVEIS.

eu PRECISO trabalhar na Redação Terra.

terça-feira, abril 03, 2007

calvin, haroldo e eu.

ou quase.

a vida como ela é.

a elisa foi empregada lá de casa até julho do ano passado. entre outras coisas, me admirava a agilidade dela em identificar o lixo e tocar fora. por essas e outras, uma garrafa vazia de coca-cola, vinda direto do marrocos (e que não era pra mim), levou um sumiço, o qual eu só fui me dar conta quando me cobraram tal objeto.
pois em julho de 2006 descobriu-se que a mãe dela estava com câncer. as irmãs não podiam cuidar dela, logo a elisa abandonou o emprego para fazê-lo (essa parte eu nunca entendi direito).

chegou a denise. entre outras coisas, me admirava a inaptidão dela em identificar o lixo e tocar fora. por essas e outras, garrafas vazias de shampoo seriam capazes de permanecer meses no meu banheiro, por exemplo, até o dia em que eu conseguisse passar mais de 9 horas por dia em casa (incluindo as horas de sono) e dar um sumiço nas coisas que me irritavam. observação importante: a panqueca dela é maravilhosa, o que me rendeu aftas múltiplas esse verão, quando minha vó viajou e ela achou que cardápio único seria o melhor jeito de me agradar.

pois em janeiro de 2007 as irmãs da elisa puderam finalmente ajudar, e ela avisou que estava disposta e gostaria muito de voltar. minha vó ficou na sinuca, apesar de ser muito óbvio o que ela tinha a fazer por questões éticas (além do fato de que a denise às vezes era muito relapsa).

ok, não vamos entrar em questões pertinentes ao "você decide". a história não pára por aqui.
pois em fevereiro de 2007 o filho dela, num jogo de futebol, deu um tiro num outro cara e foi preso. na verdade não sei direito qual é o rolo, mas um cara jurou vingança. acharam que ficaria por isso. mas agora o cara voltou e disse que ia catar a família dela junto, logo a denise teve de se mandar.

e a elisa, que nunca deveria ter saído, voltou a trabalhar em casa nesta segunda-feira. a garrafa segue desaparecida.

segunda-feira, abril 02, 2007

tenho gente por mim na TV.

paulo sant'anna é um dos caras mais controversos do jornalismo gaúcho. em geral, a controvérsia depende se tu é gremista ou colorado. hoho.
afora os arroubos tricolores dele, eu gosto dele. talvez, em parte, porque existe o lasier "PEGA DO MEU CACHO E TOMA CHOQUE" martins. o sant'anna não faz questão de parecer sério: volta e meia aparece com aquelas jaquetas fluorescentes dele, bêbado. enquanto isso o lasier tá sempre de terno, sisudo, com aquela autoridade dele... falando merda.
o sant'anna se diz um cara de circulação entre o povo. é disso que eu gosto dele. ele não tem vergonha de ser clichê ou piegas. não tem medo fazer filosofia de mesa de buteco FORA do buteco. ele faria sentido, por exemplo, no diário gaúcho. tem identificação com o povo.

então tem dias que eu acho uma grande bobagem o que ele tá falando. pelo menos sei que ele não tá sendo menos do que muito sincero sobre o que diz. ele não força a barra.
mas também tem dias em que ele é genial, e hoje foi um deles.

primeiro, ele falou sobre um assunto que me é muito caro. a mim e a todos os rio-grandinos: são cinco pedágios de porto alegre até rio grande, quase todos a R$5,90. custa mais que o atual preço do quilo de camarão (aliás, a safra desse ano saiu graúda. cansado de comer "camarão", aquela rodelinha que tu não sabe se mastiga ou se espera que se dissolva na tua boca? vá a rio grande agora. o bichinho tá grande. o meu estoque eu já fiz). obrigado, sant'anna. é roubo sim. é por isso que a passagem pra cidade noiva do mar custa 46 paus agora.

e aí, do nada, ele trocou de assunto e contou que hoje houve um enterro muito estranho em porto alegre: seguiam no cortejo dois caixões; atrás, um pitbull e seu dono; atrás 30 pessoas em fila indiana. um passante viu aquilo e, não entendendo, foi perguntar para o homem do pitbull o que era aquilo. o homem explicou que os dois caixões eram da mulher e da sogra dele, que tinham sido mortas pelo pitbull. e o passante:
- mas esse é o meu sonho de vida! podes me emprestar o teu pitbull?
- o senhor por favor entre na fila.

quinta-feira, março 29, 2007

"ramon" e "nada".

futebol é um assunto recorrente aqui. mas dessa vez serei rápido. (e quando é que eu não sou, hein? han? han? ok, pule esta pergunta.)
finalmente a direção do grêmio ouviu minhas preces. roletas pra sócios: mais no portão 10 e outras em algum outro portão. nunca entrei tão fácil quanto ontem pelo 18.
por outro lado, a geral... a geral que vá tomar no cu. é bonito de se ver? é. mas foguete tem hora, porra. conseguiram esfriar o time quando tava pintando o 2 x 0. parabéns.

e eu ainda vou expandir este assunto num post próprio, mas aqui vão duas concepções sobre "ramon" e "nada":
- nada explica o ramon no futebol.
- "nada" explica o futebol do ramon.

terça-feira, março 27, 2007

futebol profissional.

sempre que possível, jogue bola com seus companheiros de trabalho. surgem chances imperdíveis de dar uma bronca no seu chefe e ainda ouvir "é. tu tem razão."

100.

segunda-feira, março 26, 2007

nova fase? / sunday on earth

não sei a que idade remonta o meu costume de preferir sempre ter certeza das coisas antes de disparar elas. deve ser porque boa parte das vezes a falta de planejamento fez com que ou eu dissesse uma tremenda bobagem ou eu dissesse algo muito pertinente - mas de uma maneira que só eu entendi na hora. a famosa boca correndo atrás do cérebro, perseguição comum até hoje.
então eu tenho receio de acreditar nessa nova fase, mas tá difícil. vou ser meio vago nos exemplos escolhidos. meu trabalho exige um certo nível de discrição, o que já me fez ouvir, das minhas melhores amizades, a frase "que bixa".

burger king.
o burger king tá na pública desde outubro, oficialmente. esses dias o henrique me passou um briefing pra fazer uns spots pra eles. criei uma série de opções, ele olhou e disse pra eu mandar bala. foi pro cliente. algumas alterações pedidas. fiz elas e criei mais um, por esporte. foi pro cliente de novo.
o que eu não sabia era que as várias peças que eu tinha visto serem criadas ali dentro tinham ficado em circulação/discussão/ajustes durante muito tempo, e acabaram não saindo.
resultado: a tal da primeira peça veiculada para o burger king em porto alegre, meio sem querer, é minha. (apesar de terem aprovado a idéia que eu gostava menos ¬¬).

demissão.
num sábado desses, acordei com um telefonema do sr. vieira, um dos donos da pública, me avisando de um erro numa campanha que eu tinha bolado pra uma licitação. em todas as peças. o tom dele não era grave. ia tudo ser reimpresso, mas eu não sosseguei. e apesar das tentativas da mariana de fazer eu esquecer o assunto, por volta da uma da tarde eu já me via procurando uma nova agência.
segunda-feira fui atrás da raiz da minha confusão. achei e mostrei pro sr. vieira:
- sim sim, vinícius. nós vimos isso e imaginamos que fosse isso.
- não tou dando desculpa, sr vieira. só queria mostrar pro senhor que eu não tava delirando.
- fica tranqüilo. e por sinal, excelentes as peças, viu? gostei muito delas.
e depois, o fuscaldo, o outro dono, que chega na criação pra mim e pro samuel:
- queria dizer pros senhores que a nossa campanha estava realmente muito competitiva. trabalho de alto nível mesmo.

espero que isso dure. notei inclusive que o meu cabelo tá mais macio e brilhoso nesses últimos tempos. :D
mas é sério. já passei por tudo: desde fases em que eu achava minha "taxa de acerto" aceitável, até fases em que tudo parecia ser uma grande bosta, passando pelos estágios intermediários. raríssimas vezes, entretanto, eu achei uma série de trabalhos meus legais e os clientes também. portanto a pergunta, e não a afirmaçã: nova fase?

***

mesmo quando eu tou de mal comigo mesmo, eu gosto de fazer o que eu faço. pra completar, eu definitivamente adoro as pessoas e a agência onde eu trabalho. diferente da vossa, eu realmente não tenho drama nenhum de ficar até altas horas na pública, se eu tiver que ficar.
e desde que eu zerei minha cota nas férias, "amanhã começa tudo de novo" não é mais uma frase do meu repertório. eu gosto de ir trabalhar.
então por que? POR QUE mesmo que eu passe o dia com quem eu mais gosto, o final do domingo continua sendo o final do domingo?

quinta-feira, março 22, 2007

acordar prum novo mundo.

ontem meu irmão, o nathan (amigo do meu irmão) e o meu pai vieram de rio grande pra ver o show do blind guardian no opinião. hein? sim, meu pai. não, ele não veio só trazer. sim, ele veio pra ver o show mesmo. sim, ele curte. sim, ele é muito afudê. não, eu não gosto de blind guardian.

meu pai tinha me pedido um mapa do opinião, afinal isso não é festa do tempo dele. deixei uma lista telefônica rabiscada pra ele. eles deveriam chegar aqui pelas 17 horas, e eu sairia do trabalho direto pra espm, ou seja: não nos veríamos.

às 20:18 ele me ligou. eu não vi na hora, mas vi depois porque a mariana ficava me mandando o resultado do jogo do grêmio. liguei pro pai assim que fomos pro intervalo, porque me caiu a ficha que ele poderia estar perdido pela cidade baixa, o que seria invejável se comparado à minha situação.
mas ele logo me avisou que tinha acontecido algo muito grave. eu gelei. então ele falou. eles estavam no mcdonald's comendo alguma coisa antes de ir pro show, e o nathan recebeu uma ligação de rio grande. a mãe dele tinha falecido. praticamente do nada.
ele avisou e disse que era pro pai e pro bruno irem pro show, que ele ia pra rodoviária pegar o primeiro ônibus. foi foda. convenceram ele a ficar em POA essa noite. com a ajuda do nosso vizinho, que é médico, deram um sedativo pra ele dormir.

deve ter sido uma noite terrível pro bruno e pro pai. foi uma noite terrível pra mim. eu fui dormir pensando nisso e acordei pensando nisso.
na verdade eu fui acordado pelo meu pai, que entrou no meu quarto, me encheu de beijos e disse que a gente se encontrava no próximo fim de semana, quando ele volta a porto alegre. e depois entrou meu irmão, que me falou uma coisa, me deu um abraço e um beijo e foi embora. eram 6:40 da manhã e eles tavam indo embora.

o nathan hoje acordou prum novo mundo. a gente só se dá conta disso quando o novo mundo é pior do que o do dia anterior. e é uma das piores sensações que eu já tive na minha vida. durante alguns segundos, tu ainda tenta te certificar que aquilo é mentira. mas não é. o mundo não é mais o mesmo.
o nathan é um dos melhores amigos do meu irmão há anos. colorado doente, logo um contrapeso do bruno. fã de metal, fã da hiléia quando ela existia. baterista de ocasião. um guri muito legal.

depois que meu pai e meu irmão acordaram, eu não consegui mais dormir durante mais de uma hora, eu acho. a cabeça maquinou. pensei em todos os clichês possíveis, e eles eram todos verdadeiros. e então eu pensei no meu irmão. fiquei tentando imaginar o que se passou na cabeça dele da notícia até aquele momento. e dormi.

acordei às 8:40 e fui direto pro banho. me senti, eu também, acordando prum mundo novo, de tão próxima que toda essa história acabou ficando de mim. voltei a pensar no bruno. e caiu a ficha. lembrei de vezes em que eu tava muito mal e o bruno, sem nem saber do que se tratava, improvisava alguma coisa pra dizer, e fazia sentido. até mesmo na vez em que eu tinha certeza que eu ia ter que ser a cabeça da situação, ele virou o jogo. e parecia que ele tinha 19 anos na época. e eu 12.
e lembrei do que o ele me disse quando me acordou, coisa que eu não pude me dar conta direito na hora, por mais que eu tenha dito "eu também". ele me disse "eu te amo".

fiquei aliviado de descobrir que o nathan contou com a melhor companhia possível nessa hora.

quarta-feira, março 21, 2007

os de sempre.

tudo tem dois lados: pela primeira vez, a expressão que dá título ao blog vai ser posta em prática. a rigor, essa deveria ser a tônica dessa página, mas... não foi.

o fato
o grêmio perde a primeira no gauchão. virada de 2 a 1 no olímpico, no primeiro jogo que eu não pude ir devido às aulas da ESPM. torço pra que na segunda fase da libertadores os jogos sejam sempre nas terças e nas quintas, senão me foderei.

opções de conclusão
1. ainda bem que eu não fui, mesmo.
2. bastou eu não ir a um jogo pra isso acontecer. e eu sei bem dos pés-frios que andaram por lá essa noite.

sinceramente? eu curto bastante a nº 2.

pato e a torcida colorada.

dessas tantas besteiras que a gente recebe por e-mail... valeu boba's!

terça-feira, março 20, 2007

matiné

conclusão matinal 20/03/2007: nicolas cage é a inspiração pro personagem mr. garrison, no south park. e provavelmente é o próprio dublador também. m'kay?

***

o BBB é um fenômeno. acho que não existe pessoa que não saiba o mínimo, ao longo de dois meses de programa, sobre o que rola lá dentro. eu sempre começo dizendo que aquilo é uma merda. mas, se não for armação, o treco é um aquário interessante sobre uma coisa que eu sempre achei do caralho de observar: comportamento humano. bom... na verdade o número de mulheres gostosas também foi desleal dessa vez. (e se aparecerem mulheres comentando este post dizendo que aquelas lá não são gostosas nem bonitas, ignorarei, pois como eu disse, mulher não sabe nada de mulher).

como jogo que é, as pessoas lá dentro, algumas pelo menos, sabem que uma hora ou outra precisam começar a jogar. o alemão foi mestre em tornar a situação extremamente favorável pra ele. os outros desmontaram o grupo dele e, paredão após paredão, ele desmontou o grupo dos outros. daí o alberto completamente apavorado.

o paredão de hoje coloca o cara mais impopular contra a guria que "só senta e fuma", como disse o aírton. e aí o aquário se inverte: dessa vez é a casa que vai ver como o espectador, o observador, se comporta. porque o grande embate da casa é entre o diego e o alberto, mesmo. esse seria o paredão do "bem" contra o "mal", o sonho da audiência, e provavelmente a felicidade dos patrocinadores.
a minha pergunta é: a audiência vai optar por tirar o alberto de uma vez da casa, ele que é o "mal encarnado", ou vai tirar a analy na esperança de que ele enfrente o diego mais adiante, quem sabe na final? vão sacrificar a analy em prol de um "final épico" ou vão optar pelo mais fácil agora?

uma dica do jeito brasileiro de pensar. esta noite, na globo.

segunda-feira, março 19, 2007

MANO É O CACETE.

eu sou METAL.

mais uma ligação entre os manos, o menezes e o möller.

quinta-feira, março 15, 2007

autismo.

eu gosto do abel. ele tem um jeito único de pensar futebol. ele acha que a melhor maneira de ser defensivo e trancar o adversário é trocar os bons pelos ruins. porque jogador bom, na cabeça dele, sabe fazer gol.
então o jogador ruim é o volante, o zagueiro, esse tipo de coisa. um atacante que não faz gols, tipo o michel, é um meio-campo de características defensivas, por exemplo.
eu gosto do abel.
vai fundo, abelão!

quarta-feira, março 14, 2007

tem duas coisas que eu sou radicalmente contra:

· deixar o alex, meio-campo do inter, dar entrevistas. ainda mais depois do jogo, que parece que ele sai de uma câmara de gás hélio.

· deixar mulher falar de mulher. porque esse é um assunto que elas não dominam. isso é perfeitamente compreensível: morin e sua complexidade nos ensinam que um sistema não consegue conceber a si mesmo a não ser usando um sistema maior que o envolva.
daí temos coisas absurdas, como os 3 dias que passei em imbé. quando eu cheguei lá, na madrugada de quinta pra sexta, acho que as duas primeiras coisas que aconteceram foram, nessa ordem: jogar bola (bola? eu, o orontes, o arthur e o joão jogando bola? preciso rever este conceito) e, sei lá eu por quê, falar da flávia alessandra. todos os caras fizeram:
- ahhhhhhh.................................
desse jeito mesmo, um suspiro gigantesco. e as mulheres começaram um bombardeio. "ela não é tão bonita assim não!", e daí sempre tem alguém que vai falar da ana paula arósio. assim, deu-se a discussão: não só a flavinha, mas acho que 80% das mulheres citadas foram aniquiladas por nossas namoradas, o que significa que homem, que é homem, só gosta de mulher feia. anos de protestos femininos e entidades de classe contra anoréxicas nas passarelas da moda, mas a mulher que sai na playboy, pra homem ver, não é bonita. as outras não deixam.
de sexta a domingo, esse foi o grande assunto, ao lado do enigma do holograma (que só eu e o daniel entendemos) e do clássico fluminense/vinícius versus são paulo/arthur no winning eleven. sendo que entre uma jogada e outra, a gente lembrava da flavinha, obviamente provocando manifestações de ódio absurdas por parte da ala feminina.
e aqui vai a prova de que mulher não entende nada de mulher:

"quando eu acordo, sem maquiagem, acho que pareço um menino. (...) sou um garoto com um corpo feminino. inconscientemente isso atrai os homens"

- scarlett johansson

ah, cala essa tua maravilhosa boca de mulher.

terça-feira, março 13, 2007

o mundo é mais ou menos feito de 500 pessoas.*

lá estava eu, ontem, mais de dois meses depois de decidir pela volta às aulas. o tempo entre tomar a decisão e começar de fato não foi fácil. quando eu tomei a decisão, fiquei várias vezes pensando em como seria estar de novo no esquema aula + trabalho. só que o que antes era aula + trabalho agora é trabalho + aula.
não dá pra negar, deu um friozinho na barriga de passar pro provas, testes e trabalhos novamente. correria pra imprimir um trabalho meia hora antes da aula? here we go again.
pior foi quando eu me inscrevi, no final de janeiro: passei minhas férias inteiras sonhando com isso. pelo menos 3 vezes por semana, eu sonhava que perdia prazos, presenças e notas. cheguei a sonhar que eu tinha voltado pra graduação, o que foi mais deseperador ainda. provavelmente plagiando um sonho do ferdi em que uma ex-professora dele no colégio aparece na furg e anuncia que ele não foi aprovado em geografia no terceiro ano. a sensação foi a mesma.
mas a aula foi bacana. eu cheguei atrasado, claro, porque não me articulei muito bem pra sair da agência a tempo. mas cheguei ainda no início, e aí foi assim: quando eu vi, era hora do intervalo; voltamos; quando eu vi de novo, era hora de ir embora. isso que o conteúdo ali eu já tinha visto lá nos primórdios da faculdade. estaria eu virando um MARKETEIRO, como dizendo meus amigos mais implicantes?

o melhor momento da noite foi este, enquanto fazíamos um trabalho em grupo:
- willian, tu era da católica então?
- era sim.
- eu sou de rio grande. tu deve conhecer conhecidos meus.
- ah, certamente cara... deixa eu ver... tu conhece a liége?
- liége barbosa?
- isso.
- foi minha namorada.
risadas gerais.

* célebre frase que eu ouvi do valmor e que SEMPRE se mostrou correta.

segunda-feira, março 12, 2007

amanhã, em primeiro mão

vinícius möller em VOLTA ÀS AULAS.

um ano e meio depois da graduação e depois de passar um verão inteiro sonhando que eu esquecia de fazer os trabalhos, que eu não terminava a prova a tempo, que eu não chegava em aula na hora, que eu não estudava para os testes, eu estou lá novamente.

pós em comunicação com o mercado, aí vou eu.

sexta-feira, março 09, 2007

patético.

se você tiver a opção de deixar o presente de aniversário do seu melhor amigo para depois, deixe. esse é o ensinamento de hoje, amiguinhos. muito simples: porque uma bateria de carro não deveria descarregar em meros 30 minutos de faróis ligados. o que tudo isso tem a ver? vou explicar.

fui no iguatemi hoje fazer justamente isso. comprar um presente pro lourenço, que está de aniversário hoje. meu plano era comprar o presente e ir pra casa dele, esperançoso de poder ao menos tomar um banho em casa (tinha saído direto do trabalho).

levei meia hora entre passar no banco, passar no super, pagar o estacionamento e cair fora. na volta, vi os faróis ligados. fiquei tranquilo porque em geral isso não é suficiente, mas dessa vez foi, e a porra do celta não ligou. empurrei pelo estacionamento, e a porra do celta não ligou. empurrei, com a ajuda de um senhor que me viu ali suando em bicas, pela lomba que desce até o nacional, ainda no estacionamento, e a porra do celta não ligou.

finalmente empurrei até um cantinho do estacionamento do nacional, ali embaixo, tentando não barrar o trânsito. eram 22 horas e todo mundo estava indo embora. falei com os taxistas, e depois de ver que nem meu seguro seria meu amigo nessa hora, eles chamaram um cara lá que tinha um cabo pra fazer a ponte. o cara veio, só que quando eu abri o capô, me dei conta: eu tenho uma placa de fibra de carbono aparafusada acima da bateria, fruto 2 tentativas (uma de sucesso) de cortar o cabo pra roubar meu rádio. ou seja: no way.

então rebocamos o carro até a minha casa, numa das cenas mais patéticas da minha vida. e eu já gastei 600 reais com esse carro nesse verão. quanto custa uma bateria? as coisas parecem ser sempre assim: basta parecer que eu vou ganhar uma grana extra pra alguma coisa "reequilibrar" minhas finanças. e tem horas que esse extra nem vem.

SCARSICK IN MY HAAAAAAAAAANDS

eu abro o encarte. a segunda página diz "part II - HIS SKIN AGAINST THIS DIRTY FLOOR". putamerdaputamerdaputamerdaputamerdaputamerda. e um arrepio na espinha.

acabei de voltar da casa do arthur, que foi buscar o scarsick, do pain of salvation, pra mim. recém saído do forno. finalmente. eu tou escrevendo e babando no teclado.
primeiro album lançado em 2007 na minha lista de interesses. mais adiante também já estão confirmados rush - snakes and arrows (cujos 12 segundos disponíveis no www.rush.com já são melhores que 80% do vapor trails), porcupine tree - fear of a blank planet (já escutei a faixa título e a expectativa é altíssima), dream theater - systematic chaos (a grande incógnita: será que eles vão "emplacar" outro fracasso musical?), marillion - somewhere else e, nunca é demais sonhar, o sucessor do opeth para o ghost reveries, que foi a melhor coisa que eu comprei em 2005.. tem o dvd do pain of salvation, também, e, espero, alguns shows.

seguindo a regra, o meu ano musical também começou em março.

mais info:
www.painofsalvation.com
www.rush.com
www.porcupinetree.com, www.fearofablankplanet.com
www.dreamtheater.net
www.marillion.com

haeuihaeihiueahuiheia

depois do post de ontem, sonhei que eu estava em casa arrumando umas coisas e havia bichos por todos os lados. daí eu tomei a decisão:
- vou cortar meu cabelo. não agüento mais essas aranhas presas nele toda vez que eu me abaixo pra pegar alguma coisa.

a revolução dos bichos - home edition

há tempos venho escrevendo mentalmente um post sobre a fauna da minha vizinhança. não se trata de nenhuma piada sobre supostos vizinhos homossexuais, até porque eu não sei de nenhum e nos 5 anos e meio que tenho de porto alegre nunca cheguei a realmente prestar atenção nisso. até porque aqui é raro - eu não moro no bom fim.

a parte externa da fauna vicinal fica pra depois. a fauna interna tem me chamado atenção horrores nos últimos dias. e me parece que minha casa não é um caso isolado.

minhas férias foram brindadas com dois únicos dias de chuva de verdade. o primeiro foi em arroio do sal, na terça-feira 6 de fevereiro. o segundo foi no domingo de carnaval, eu acho, no cassino. depois da chuva em arroio do sal, apareceram uns mosquitos muito bizarros. os legítimos borrachudos, eu acho. menores, compactos, azuis de tão pretos, aparentemente mais fortes e com uma picada que coçava por dias.

no cassino, o dia de chuva não foi o estopim de nada que eu lembro. aliás os mosquitos do cassino são facilmente controláveis, pelo menos na casa que a gente aluga. o foda mesmo foram os mosquitos na haras do tio da mariana, que picavam em qualquer lugar: couro cabeludo, por cima da calça, por cima de meia soquete. só não vi nenhum tentando furar meu tênis.

e finalmente, aqui em casa. minha casa se transformou num zoológico dos artrópodes. primeiro, as abomináveis aranhas, pelas quais eu mantenho uma relação parecida com a da torcida do inter com o gabiru: uma relação de amor e ódio. amo elas porque são de fato seres incríveis. aquela história da teia ser a coisa mais forte da face da terra, etc. odeio elas pelo mesmo motivo e mais: elas têm 8 patas e, normalmente, não te ajudam pra nada. as aranhas aqui de casa, ao contrário das sempre ativas lagartixas (uma salva de palmas para as lagartixas) dificilmente são vistas comendo um mosquito, por exemplo. em compensação, hoje mesmo eu vi várias formigas abobadas sendo envolvidas em seda. as aranhas aqui de casa devem ver muito bem, a menos que elas fumem a seda em vez de liquefazer e chupar o que tem dentro.
mas bom. o fato é que elas proliferaram de maneira absurda aqui em casa, ao ponto de eu achar 4 nos recônditos do meu quarto. imediatamente aniquiladas. mesmo assim, já vi várias delas por toda a casa, com suas teias lépidas e fagueiras.

os mosquitos também andam dando show. acordo todas as noites suado e com a sensação de uma picada nos ombros. é batata. ligo a luz e aprecio o mosquito gordo repousado na parede, a 10cm da minha cabeça. técnica básica: apenas bata palma logo na frente dele. ele sai voando, mas, pesado demais, acaba esmagado. não suja a parede de sangue.
e são mosquitos pequenos, difíceis de serem vistos em vôos. e a picada deles não coça: dói. eu temo pela dengue.

mas o verdadeiro motivo pra eu tar escrevendo a essa hora é o seguinte: cheguei faz pouco mais de uma hora em casa, do joguinho de futebol. tomei meu banho e fui pelado pra cozinha tomar um galão d'água. daí vi cenas bizarras: duas formigas pretas daquelas médias, com 1cm de comprimento, com formigas vermelhinhas pequenas agarradas nas juntas das patas. inédito. me pergunto se a EPTC tá sabendo disso, senão é transporte clandestino (ou alternativo, como eles chamam).
dei uma banda pela casa com meu copo, e quando voltei, olhei pro canto e vi o que rolava: uma guerra de formigas. as pequenas, centenas delas, atacando impiedosamente 4 ou 5 grandes, e aparentemente tentando seqüestrar essas grandes. eu nunca tinha visto isso. sempre achei que elas se davam bem.

e a prova de que as aranhas são muito bundonas mesmo: logo acima dessa miniatura da batalha de elm's deep (era bem no canto do balcão, mesmo), uma aranha só esperava que as formigas que literalmente subiam pelas paredes caíssem. ia lá, dava uma picada, jogava um pouco de teia pra prender o bicho e caía fora. sendo que mesmo presas, algumas formigas correram ela dali.

quarta-feira, março 07, 2007

sobre mulheres IIII - uma por todas, todas por uma. e de uma vez por todas.

MULHER NÃO SABE DIRIGIR.

e não tentem me convencer do contrário. se vocês me convencerem, são tão somente EXCEÇÕES À REGRA, da mesma família de um gol do patrício ou do gabiru (nesse caso, especialmente se não bater no goleiro antes de entrar).
e não, eu não estou sendo preconceituoso. hoje na frente do anchieta uma mulher que NÃO estava com nenhuma criança no carro simplesmente resolveu que um metro, a 50km/h, é distância suficiente pra sair da pista dela e entrar na minha, bem na minha frente.
buzinei de susto e ela ainda me xingou.
passei pra faixa ao lado pra ver se eu me livrava da louca de novo. ela REPETIU o feito. buzinei. de novo. MESMO.
puta.

retomaremos a programação normal no próximo post. até lá, sangria liberada. me espanquem à vontade.

after much deep and profound brain things inside my head.

mais um capítulo da série sobre os nós que a nossa cabeça nos dá. estrelando: eu, claro.

existem várias lendas (urbanas ou bucólicas, tanto faz) a respeito de como nosso cérebro tende a nos levar pra solução errada. dois exemplos:
- o atacante sempre tende a chutar em cima do goleiro, dependendo da roupa deste.
- à noite, o motorista tende a dirigir em direção à luz que vem na direção oposta, pois é aquilo que mais chama a atenção do olho dele.

se essas são verdade, eu não sei. bom, chutar no goleiro é um dom de todo cara que vê o gol aberto e desfere uma pancada (tipo eu), especialmente se existe um goleiro, e não um boneco estático na frente dele. afinal o goleiro também faz alguma coisa pra defender sua meta. e reconheço que às vezes fica difícil de enxergar a estrada à frente, principalmente pelo incrível número de idiotas que dirigem de luz alta por aí.

mas esses dois casos têm vantagens: tu perde o gol, te lamenta mas segue jogando, afinal logo em seguida tem outro pra tu perder; tu erra, tu morre e fim de papo.
pois eis a situação na qual eu me coloquei esses dias. eramos 3 num determinado contexto que já estava durando uma hora e meia. aí acontece o seguinte triálogo:
a: e aí meu? como é que tu tá?
b: tou tri bem cara! tirando essa baita dor nas costas...
a: bah, o cara tá tri bem, tirando essa BAITA dor nas costas!
c: é. "tou tri bem tirando [...]"
pausa. a descrição a seguir dura um milésimo de segundo: neste momento, o c, que era eu, pensou em falar "tirando a aids", mas por profundos motivos cerebrais na minha cabeça, falou outra coisa. play.
c: [...] o câncer.
a: é! que absurdo!
b: hehehe, é verdade.
c: "tirando o braço amputado, eu tou tri bem!"

não ficou nenhum clima ruim na hora. encarei aquilo como um gol perdido e guardei a sensação ruim pra mim. mesmo assim, a última frase eu falei pra tentar consertar. porque a pessoa em questão, o b, se não tem, já teve câncer.
gol perdido, mas sem defesa do goleiro: foi uma baita bola fora, mesmo.

terça-feira, março 06, 2007

em memória de um sonho.

sonhei com esse post quando eu tava no cassino. de férias. longe dos computadores. e só pode ser sonho mesmo, porque não faz sentido nenhum. explico: sonhei que eu folheava a revista caras (?!) e que tinha uma foto da cláudia raia com uma cara esnobe. a legenda era "acontece" (?!?!?!).
aí, no sonho, eu pensava em parodiar aquela foto.
meu post: uma foto minha com uma cara esnobe. e a legenda era "happens".

segunda-feira, março 05, 2007

é tudo coisa da tua cabeça.

existe uma coisa que os cientistas nunca deviam ter contado pra ninguém: a mente é sugestionável. isso deveria ser parte da ética da ciência: nunca desvendar segredos que comprometam o correto andamento de inúmeras vidas.

esse pensamento é recorrente, mas ele veio com força na minha mais recente gripe. cena patética: eu deitado depois do jogo do grêmio contra o brasil de pelotas, aquela chuva desgraçada e tal. a mariana sentada na minha frente, olhando pra minha cara de peixe morto. quem já viu a miragaia no museu oceanográfico da furg, de óculos e tudo, sabe do que eu tou falando.

enfim, ela me dando um chá milagroso que ela tinha preparado pra mim. perguntei se funcionava, e ela disse que sim. então eu disse que os cientistas jamais deveriam ter dito que a mente é sugestionável, e que isso ia atrasar meu tratamento. ou seja: até mesmo o remédio que é eficaz se fode por causa da mente sugestionável.

afinal, eu estou ali, tomando o remédio, consciente disso, e pensando “este remédio vai me ajudar”. e daí eu me pergunto: se eu já estou pensando isso, quanto do efeito do remédio é apenas a ação da minha mente sobre meu corpo? afinal, uma vez publicaram numa revista de respeito (não sei se era veja, istoé ou mesmo superinteressante) que era possível fazer musculação apenas mentalizando os exercícios. acréscimo de 13% na massa muscular. nunca pratiquei. deve necessitar de muita concentração, coisa da qual eu não sou muito bom. mas achei impressionante.

portanto o remédio que eu tomo deve ser ajudado pela minha cabeça. meus olhos avisam que eu tou pegando um remédio pra tomar e transmite pros meus glóbulos brancos a informação de que vem reforço. os glóbulos brancos se emocionam. ficam praticamente iguais aos humanos quando os elfos se apresentam pra batalha de elm’s deep, no senhor dos anéis. reação em cadeia.

por outro lado, eu SEI que a mente é sugestionável. e pior: eu ACREDITO nisso. ou seja, minha própria consciência disso pode anular os efeitos da sugestionabilidade criada pelo chá ou remédio. ou pior: anular o próprio efeito efetivo (?) do remédio. cientistas filhos da puta!

também comecei a detectar o fenômeno em outros momentos da minha vida. como eu disse, concentração é algo difícil comigo. sou absurdamente disperso em tudo o que eu faço. chego a me concentrar na minha própria concentração, se isso é possível. eu imagino que nem todo mundo entende o que eu quero dizer com isso, então explico: eu estou falando com determinada pessoa e penso “preciso me concentrar no que ela está dizendo” (isso ocorre muito mais quando o assunto é mais importante pra mim do que pro interlocutor). daí eu me concentro pra caralho, de verdade... na minha própria concentração. em vez de prestar atenção no que a pessoa diz, eu estou avaliando se eu estou concentrado no que ela diz. metaconcentração, se isso existe.

então eu estava gravando com o valmor naquele sábado do post anterior. eu tava ali, sem errar nada, e de repente me dei conta de que estava acontecendo: eu estava concentrado na minha concentração. e sem errar nada. é como andar de bicicleta sem as mãos. cheguei a pensar em contar pro valmor que eu não tava concentrado nos meus dedos, mas achei que ia ser abuso.

acabou que foi a mente sugestionável se transformou em mais um assunto pra eu me (des)concentrar. e o chá? o chá funcionou. e bem.

michel-eugene chevreul. parte da culpa é dele. meteu esse nariz enorme onde não devia.
mais aqui.

absence of gravando - últimas notícias

(técnica: entra vinheta de entrada do plantão da rede globo).

prometi que ia fazer videozinhos da absence of gravando, mas não consegui comparecer a todos as sessões. são cinco instrumentos, várias linhas pra gravar. nem os teclados foram integralmente registrados - tanto pela câmera quanto pelo valmor.

mas a coisa tá andando. sábado retrasado fui pra casa do valmor e fizemos 6 horas quase ininterruptas de gravações. eu, ele, o chan com a digital na mão, e as companhias caseiras da cris e da ágatha, filha deles, que fazia mais barulho que o meu teclado, berrando dentro do berço dela. agora ela tá com seis meses e é uma figura: do nada ela pega e dá um berro, com os olhões verdes arregalados. muito engraçado. e tinha também o filhote de gato, que apelidamos momentaneamente de ágatho. se agarrou em todos os cabos que pôde, e passou a noite inteira me chamando pra brincar, com um saco plástico de supermercado.

enfim. foram 6 horas de gravações e eventuais travações. quando fomos gravar I'm coming, a última música, eu tava absurdamente cansado, já. comecei a errar as coisas mais bestas possíveis, pra logo em seguida acertar ela e errar a nota que vinha imediatamente depois. teve trechos simples que foram regravados umas 20 vezes. isso às 11:30 passadas, já.

o que importa é que rendeu. os teclados básicos já foram praticamente todos gravados. tem pouca coisa pra refazer, mas o que falta mesmo são os solos, alguns pianos e os meus arranjos de overdubs e efeitos adicionais, que são em quantidade proporcional ao tempo que eu tenho pra pensar a música, ou seja: existe idéia pra caralho.

e pra caralho vai ficar o material. fui acompanhar a gravação do arthur este sábado. ele gravou os vocais pra goodbye bunker hill no estúdio do pessoal da procura-se quem fez isso, com o gude. nunca tinha visto ninguém gravar vocais tão rápido. ele fazia 3 takes pra cada parte muito rápido, com muita precisão. não falhou praticamente em momento nenhum (o único erro vai render alguma besteira que a gente vai lançar depis hehehe).

depois disso, vão faltar as guitarras oficiais, já que estamos trabalhando com as guitas de guia, além de alguns trechos do baixo a ser refeitos. e depois de tudo isso, finalmente os toques finais direto no computador, provavelmente com efeitos de produção, mixagem e masterização.

e eu prometo que as músicas são muito, muito afudê.

domingo, março 04, 2007

sobre mulheres III - for nerds

toda mulher é de fases. mas nem todas te dão "continue".

chutes a gol depois do jogo terminar

ando falando demais de futebol, eu sei. então vou matar alguns lances que eu queria falar há alguns tempos, sendo que alguns até foram prometidos em tópicos anteriores.

1 - quem não faz leva: nunca ignorem esta lei do futebol.
contra o brasil-pel, o saja ignorou ela e acabou tomando dois gols.

2 - é lindo de se ver um estádio lotado. entrar no olímpico e ver ele tomado de azul me deixar quase que sexualmente excitado. mas na terça-feira do apagão, contra o cúcuta, foi demais. o céu estava aberto, a lua brilhava afu e tingia o estádio de azul. sendo que acho que não faltava muito pra chegar nos 40.000 que fizeram o público daquela noite. e os celulares por todos os lados, claro. eu juro: foi das coisas mais lindas que eu já vi num estádio.

3 - é feio de se ver um portão de estádio lotado. ENTENDAM, dirigentes da dupla gre-nal: vocês agora têm sócios, coisa que lutaram por anos a fio. não ponham tudo a perder por conta da irritação que causam as parcas roletas e as filas imensas. no olímpico, liberem o portão 10 só para os sócios, de uma vez. no beira-rio? não sei. não freqüento, mas tem problema por lá também.

4 - festejar um golaço contra o danrlei foi das coisas mais bizarras que eu já vivi no monumental. anyway, danrlei is alive. e pelas defesas, kicking asses. a homenagem foi foda.

5 - as arbitragens andam muito complicadas...

chega.

quinta-feira, março 01, 2007

não há mais poesia no futebol.

foram 3 decepções, essa semana.

, o time do grêmio, evidentemente. tcheco não foi a campo, etc. mas eu não vou falar sobre isso. vou falar sobre com o olímpico tava bonito, só que em outro post.

, o time do emelec. achei que fosse melhor do que o cucuta (não sei mais se é cúcuta ou cucutá, então uso um "genérrico"). o cucuta não é um time, mas pelo menos é uma defesa. joga com 11 atrás, às vezes tendo como última linha 4, e outras, 5. bem postada nas bolas aéreas.
o emelec não. o emelec e sua linha de impedimento deixaram até o abel, que é bêbado, desesperado, porque ele tinha a sensação de bater num bêbado. não sei se isso receberia o nome de canibalismo, incesto ou simples darwinismo, mas parece que, por ética, bêbado não bate em bêbado.
o emelec era o menino moralez + 10. sendo que só moralez e seus companheiros de ataque sabiam o que faziam em campo.

, "emelec" em si. eu acho extremamente curioso o número de clubes chamados nacional. quem não é nacional é el nacional. qualquer hora pergunto pro arthur o motivo disso. mas enfim, sempre achei que emelec fosse alguma divindade ou mesmo uma cidade do império asteca, maia ou seja lá o que fosse. eu achava até bonito. daí ontem a revelação: é empresa de energia elétrica do equador. achei que tirassem suas forças do sobrenatural, mas são tão suscetíveis a apagões quanto o grêmio.
não há mais poesia no futebol. ou talvez nunca houve.
nunca vi um anão que precisasse fazer musculação.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

lá vamos nós outra vez.

este é um post atrasado, mas esse atraso é facilmente remendável devido às circunstâncias. essa semana temos os primeiros jogos da dupla gre-nal em porto alegre, pela libertadores. momento inédito, um dia após o outro, os dois maiores estádios da cidade recebem jogos de nível continental, por um mesmo torneio.

sem dúvida teremos casa cheia nos dois casos, e creio que as duas torcidas vão se regular durante toda a participação no certame. se a do grêmio terça comparecer em bom público, provavelmente alguns colorados, indecisos por qualquer motivo extra que seja sobre ir ou não ao jogo de quarta, vão acabar decidindo por ir para dar o troco.

eu estou sendo oportunista, na real, porque eu perdi a chance de escrever esse texto em janeiro ainda, mas ninguém ia ler. azar. o fato é que assim como eu vou ver a estréia do grêmio em casa pela libertadores, eu fui ver a estréia do grêmio em casa pelo gauchão, contra o XV de campo bom. na verdade não lembro mais se foi a estréia, mas sei que foi a estréia do schiavi, que junto com o carlos eduardo foram os dois grandes motivos pra eu ir pro olímpico sozinho naquela quarta-feira.

ir sozinho a jogo de futebol nunca foi problema pra mim. em 2002 o grêmio ainda chegou nas semi-finais contra o santos, mas em 2003 e 2004 o desastre era evidente, e ficou meio difícil pra eu arranjar companhias pra ir aos jogos. acontece que eu morei tempo demais em rio grande pra me desvencilhar tão cedo da emoção de ver meu time jogar, e acabei indo ver todos os jogos que eu pude, o que me rendeu altos e baixos.

a questão é que, mesmo tendo muito prazer em fazer isso, várias vezes eu me perguntei o que eu tava fazendo ali, e nesse jogo contra o XV isso aconteceu de novo. eu ali, sozinho, pela primeira vez desde 2005, talvez, sem ninguém pra ver o jogo, xingar o juiz e falar bobagem junto comigo. fez falta, é verdade, mas o mais esquisito foi a volta dessa pergunta: o que raios eu tava fazendo ali?

não fico menos pilhado com o jogo quando estou sozinho, mas acabo observando mais as outras pessoas, principalmente antes e no intervalo do jogo. não foi a primeira vez que eu concluí que torcer prum clube de futebol não faz sentido nenhum. especialmente quando penso que tem gente que briga na rua por causa de rivalidade. qual é a moral, afinal, de eu dizer que eu sou gremista? nenhuma. é uma vantagem fictícia. eu torço pro time que foi ao japão em 1983, o outro torce pro que foi lá ano passado, mas e daí?

entre um devaneio e outro, o grêmio vai ao ataque. eventualmente faz um gol. ou o carlos eduardo gruda a bola no pé e eu cerro os olhos, porque os óculos já não são mais tão bons assim.

e daí eu vou embora no final do jogo. e eu me sinto muito feliz, satisfeito pra caralho, porque meu time ganhou. mas qual é a ligação entre aqueles caras e eu, afinal? mesmo que meu pai tivesse me levado a infância inteira pro olímpico e me mostrado que aquilo era legal, que lá nós vivemos bons momentos, quem é que disse que torcer pra um time de futebol ajuda em alguma coisa? por que eu me sinto tão bem com a camiseta tricolor e a colorada me parece impossível de vestir?

é quase como acreditar em deus. no final, ainda concluo que quem não torce pra time nenhum é que tem razão. porque a menos que eu tenha feito alguma aposta em fardos de cerveja, nunca ganhei nada com o futebol do grêmio.

mas nessa terça eu tou lá. eu e a minha camiseta preta. sem saber por que realmente eu estou lá. tanto faz. eu só sei que eu gosto e eu quero estar lá.

texto também publicado no www.semcaneleira.com, versão com maiúsculas.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

oscar, o peixe.

a escolha do oscar são bizarras. menos pela escolha em si do que pelas comoções que elas provocam. tipo ontem... "grande injustiça se o scorsese não levar a estatueta esse ano!"
daí ele ganha.
- finalmente! depois de ter perdido pra não sei quem em tal ano, pra não sei outro quem no outro ano e pra não sei mais quem naquele outro, ele leva a estatueta.
- e merecida.
- certamente. certamente merecida. um dos artistas mais negligenciados pela academia estes anos todos.
é como se os outros filmes, pros quais o cara perdeu, não existissem. é como um time chegar 4 vezes na final e perder todos os jogos, mas os caras dizerem que isso é uma injustiça. parece que quem ganhou dele antes, agora não merecia mais ganhar. memória de peixe total. é engraçado pra caralho.

daí ele ganha melhor filme.
- acho que agora a academia exagerou na culpa com o scorsese...
aheuihaeiuhae

---
entrando em contradição com o 3o comentário deste post, que é meu, resolvi editar. mas por outro motivo.
ANEXO DO POST, às 19:08 desta mesma segunda-feira.

do jeito que os caras falam das passagens anteriores dele pela nominação do oscar, desconsiderando completamente os motivos pelos quais ele NÃO ganhou, consigo até ver o maurício saraiva dizendo: "martin scorsese mais uma vez chega sem força de empuxo para o oscar. scorsese perdeu para ele mesmo".

ainda em clima de carnaval, marimbondo se disfarça de mosquito.

fato inédito. nunca tinha sido picado por um mosquito e sentido dor em vez de coceira. acabei matando ele, e também nunca tinha visto mosquito mais preto do que esse (sem racismo).
evolução das espécies ou da malandragem?

poderia assinar esse post com Redação Terra.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

eu já sabia!

quinta-feira eu vi o jogo contra o cerro porteño na quinta dupla do larus. depois de comer um belíssimo entrecôt ao molho de serramalte, quer dizer, de quatro queijos, na parte superior do restaurante. descemos, eu, a mariana e meus pais pra ver o primeiro tempo do jogo no bar.
já no início do primeiro tempo deu pra sentir que a libertadores, depois de ter sido substituída por uma versão futebolística do big brother no ano passado, voltou. o jogador do cerro voou de travas em riste no joelho do teco. cartão amarelo. senti gosto de sangue e saudade do dinho.

e ontem o inter teve uma estréia sensacional no torneio. eu achava que o jogo ia ser em montevidéu, mas pelo visto foi na altitude de salto, a aproximadamente 5.000 centímetr
os acima do nível do mar. o ar rarefeito faz com que o corpo pareça mais leve por lá. acho que isso explica por que clemer levou 89 segundos pra atingir o chão no segundo gol. ou a gravidade não age mais sobre ele, o que seria uma hipótese remota. o inter deveria fazer como o flamengo e protestar. fica inviável jogar nessas alturas.

mas não é sobre isso que quero falar. é sobre esse novo ídolo da torcida gremista. os dois, na verdade. quando chamaram o schiavi, o carlo encheu o saco no semcaneleira que essa história de ter que chamar argentino é bichice. não, não é. a presença dos correntinos em cada discussão foi bem destacada por toda a imprensa.

mas também não é sobre isso que quero falar. é sobre o saja mesmo. quando contrataram ele, tive que reconhecer imediatamente: o cara é bon... ok. pra não s
oar gay, vou dizer que "o cara tem presença", a maneira masculina de dizer que o cara é bon... que o cara tem presença. ter presença significa que o cara é bon... droga! que ele tem presença. enfim. não tenho como me explicar melhor do que isso. ele tem presença e vocês me entenderam. ao constatar isto, concluí que, jogando bem, ele ganharia os corações das moças tricolores muito rápido.

aí o hermano vai lá e faz um bom jogo. o lucas faz o golaço, etc. tudo muito lindo. e então, pênalti. na história das tragédias recentes da vida do grêmio, pênalti não falta. o olímpia sabe muito bem disso. mas também não faltam heróis. galatto pode estar fora agora, mas mora no meu coração. e depois de um ano de dúvidas sobre o homem debaixo das traves, pendeu a pergunta: habemus goleirum?
habemus. e habemus mesmo. a defesa é plástica porém consciente: o que ele disse na zero hora no dia seguinte, de que intuiu como viria a cobrança, não é papo. o lado que ele caiu pode ter sido sorte, mas ele abaixa a mão bem abaixo do corpo durante a queda. e depois que espalma, ele tá olhando pra bola, como aparece na zero hora dois dias depois.

faltava, claro, eu ter a confirmação da minha teoria sobre saja & as geraldinas e outras garotas gremistas. não precisei nem esperar muito tempo nem procurar muito longe. acho que ainda no larus a mariana me dispara:
- assim que eu me recuperar do baque das despesas das férias, vou procurar uma camiseta do saja, das novas.

se essa chuva que despenca agora em porto alegre me deixar chegar no monumental, já consigo até ver o que vai acontecer. eu virando a cabeça dela pro outro lado e dizendo:
- mariana, o grêmio
ataca PRA LÁ.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

voltamos

eu e eles.


mais the police aqui, aqui e aqui. minha redação de 30 linhas sobre como foram minhas férias fica pra depois.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

férias públicas.

saí. 2 semaninhas fora pra resetar a máquina, ou seja: tudo o que eu precisava. e como indica a seta, primeiro eu subo. uma semana no litoral norte, imbé e arroio do sal, a segunda no cassino roots. fotos e vídeos, quem sabe, depois. posts contando peripécias, também.

enfim... se eu sumir, fiéis leitores, não pensem que eu abandonei essa joça! não sei quando vou postar de novo, mas sempre tem um laptop por perto, uma lan house na esquina. nobody knows.

até breve! e espero voltar um pouco mais moreno.